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Começo

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Miguel Torga

Figura mitológica

conclusão

relacionamento com outras obras

RecursosExpressivos

Estruturaexterna

Análise do poema

Relacionamento com a atualidade

"Começo"

Miguel Torga

Índice

Miguel Torga

Pseudónimo de Adolfo Correia RochaNascimento: 12/08/1907 (S. Martinho de Anta, Sabrosa)Falecimento: 17/01/1995 (Coimbra)

Figurações do poetaDesiludido e inconformado com o mundo que o rodeia

Características-Valorização da Natureza Exortação ao combate e ao inconformismo .- Irregularidade ao nível da métrica, da versificação e da rima-Manifesta uma consciência individual e social do ser humano

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Começo

Magoei os pés no chão onde nasci.Cilícios de raivosa hostilidadeAbriram golpes na fragilidadeDe criaturaQue não pude deixar de ser um dia.Com lágrimas de pasmo e de amarguraPaguei à terra o pão que lhe pedia.Comprei a consciência de que souHomem de trocas com a natureza.Fera sentada à mesaDepois de ter escoado o coraçãoNa incertezaDe comer o suor que semeou,Varejou,E, dobrada de lírica tristeza,Carregou.

O poema inicia com a expressão "Magoei os pés no chão onde nasci", sugerindo um sentimento de desilusão ou dor em relação ao lugar de origem. A imagem dos "cilícios de raivosa hostilidade" que "Abriram golpes na fragilidade" indicam um conflito emocional profundo, como se a própria terra se vira-se contra ele.O poeta reconhece a dependência mútua entre ele e a terra que o viu nascer, expressa na linha "Comprei a consciência de que sou / Homem de trocas com a natureza". Isto sugere uma consciência da relação simbólica entre o ser humano e o ambiente que o rodeia.

Análise do poema

Magoei os pés no chão onde nasci.Cilícios de raivosa hostilidadeAbriram golpes na fragilidadeDe criaturaQue não pude deixar de ser um dia.Com lágrimas de pasmo e de amarguraPaguei à terra o pão que lhe pedia.Comprei a consciência de que souHomem de trocas com a natureza.Fera sentada à mesaDepois de ter escoado o coraçãoNa incertezaDe comer o suor que semeou,VarejouE, dobrada de lírica tristeza,Carregou.

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Começo

Magoei os pés no chão onde nasci. ACilícios de raivosa hostilidade BAbriram golpes na fragilidade BDe criatura CQue não pude deixar de ser um dia. DCom lágrimas de pasmo e de amargura CPaguei à terra o pão que lhe pedia. DComprei a consciência de que sou EHomem de trocas com a natureza. FFera sentada à mesa FDepois de ter escoado o coração GNa incerteza FDe comer o suor que semeou, EVarejou, EE, dobrada de lírica tristeza, FCarregou. E

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O poema é composto por 2 estofes, uma sétima e uma nona e tem 16 versos.Esquema Rimático A-B-B-C-D-C-D-E-F-F-G-F-E-E-F-E.

Recursos expressivos

Magoei os pés no chão onde nasci. Cilícios de raivosa hostilidade Abriram golpes na fragilidade De criatura Que não pude deixar de ser um dia. Com lágrimas de pasmo e de amargura Paguei à terra o pão que lhe pedia. Comprei a consciência de que sou Homem de trocas com a natureza.Fera sentada à mesa Depois de ter escoado o coração Na incerteza De comer o suor que semeou, Varejou, E, dobrada de lírica tristeza, Carregou.

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PersonificaçãoMetáforaMetáfora

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Figura Mitológica

Prometeu

Prometeu é conhecido pela sua conexão com a terra e a natureza, bem como pelo seu papel como intermediário entre os deuses e os humanos. Prometeu pode ser visto como alguém que teve uma relação complexa com sua terra natal e com a natureza , tal como no poema .

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Mensagem

O poema sugerido parece refletir sobre o conflito entre a identidade pessoal e as exigências da terra natal, onde o eu lírico se sente magoado. A referência ao "chão onde nasci" e aos "cilícios de raivosa hostilidade" trás um sentimento de desconforto e conflito com as próprias origens. Esse conflito é aprofundado pela ideia de troca com a natureza, onde o poeta se vê como "Homem de trocas",. Essa relação complexa entre o homem e sua terra natal, relaciona temas semelhantes aos explorados por Fernando Pessoa na sua obra. Pessoa frequentemente discutia a dualidade do ser humano, seus conflitos internos e sua relação com o mundo exterior.

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Relacionamento com a atualidade

O poema "O Começo" de Miguel Torga relaciona-se com a atualidade ao nos lembrar da importância de nos conectarmos com nossas raízes e de compreendermos as influências que moldam quem somos. O poema recorda-nos que a verdadeira riqueza da vida está na procura pela nossa essência e na compreensão de nós mesmos. Além disso, o poema incentiva-nos a enfrentar os desafios e medos que encontramos ao longo do nosso caminho.Assim, mesmo em um mundo em constante mudança, os temas abordados por Torga continuam relevantes, oferecendo-nos uma inspiração para navegarmos pela complexidade da nossa existência.

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Conclusão

Em suma, este poema explora temas universais como identidade, pertencimento, interação com a natureza e as complexidades das relações humanas, usando uma linguagem poética rica em simbolismo e emoção para transmitir sua mensagem.

Trabalho realizado pelos seus queridos alunos Afonso Silva n1 e Diogo Silva n12
O Mito de Prometeu

A mitologia grega conta que os seres vivos foram criados por dois titãs, Prometeu e seu irmão Epimeteu. Eles ficaram responsáveis por dar vidas a animais e seres humanos. Epimeteu faz os animais e lhes concede vários poderes, como força, agilidade, capacidade de voar e etc. Mas quando cria os humanos já não tinha mais nenhum bom atributo para dar a eles. Assim, conta a situação para Prometeu, que se solidariza com a humanidade e rouba o fogo sagrado dos deuses para entregá-lo às pessoas. Tal atitude enfurece Zeus, o mais poderoso dos deuses, que decide castigá-lo de maneira cruel. Prometeu é então amarrado no alto do Monte Cáucaso. Todos os dias uma grande águia lhe visitava para devorar seu fígado. A noite o órgão se regenerava para que no dia seguinte a ave novamente pudesse comê-lo. O titã permaneceu nessa situação por muitas gerações, até ser libertado pelo herói Heráclito.

Fernando Pessoa

Fernando António Nogueira Pessoa foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Fernando Pessoa já foi considerado por especialistas de sua obra como o mais universal poeta português.