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25 DE ABRIL

Figuras do 25 de Abril

Álvaro Cunhal:

  • Biografia: Álvaro Cunhal foi um político e escritor português, nascido em 1913. Ele foi uma figura central no Partido Comunista Português (PCP) e desempenhou um papel significativo na oposição ao regime ditatorial de Salazar e, posteriormente, de Marcelo Caetano. Cunhal foi preso várias vezes devido à sua atividade política e foi um dos principais organizadores da resistência antifascista. Após o 25 de abril de 1974, ele desempenhou um papel fundamental na transição para a democracia em Portugal e na consolidação dos ideais revolucionários. Além de sua atividade política, Cunhal também foi um escritor prolífico, autor de várias obras políticas e literárias.

José Afonso (cantor/poeta):

  • Biografia: José Afonso, conhecido como Zeca Afonso, foi um cantor, compositor e poeta português nascido em 1929. Ele foi uma figura emblemática da resistência cultural e política durante o regime ditatorial de Salazar e Marcelo Caetano. Suas canções, muitas vezes com temas de protesto e de crítica social, tornaram-se hinos da resistência e da luta pela liberdade em Portugal. Durante o período pré e pós-25 de abril, Zeca Afonso desempenhou um papel vital ao inspirar e mobilizar as pessoas através de sua música. Ele é especialmente conhecido pela sua canção "Grândola, Vila Morena", que foi utilizada como sinal para o início da Revolução dos Cravos em 25 de abril de 1974. Zeca Afonso é considerado uma das vozes mais importantes da música de intervenção em Portugal e um símbolo da luta pela liberdade e justiça social.

Mário Soares:

  • Biografia: Mário Soares foi um político português nascido em 1924. Ele desempenhou um papel crucial na transição de Portugal para a democracia após a Revolução dos Cravos. Soares foi um dos fundadores do Partido Socialista Português (PS) e foi eleito primeiro-ministro em várias ocasiões durante os anos de transição democrática. Ele também ocupou o cargo de Presidente da República de 1986 a 1996, desempenhando um papel unificador e representativo para a nação portuguesa. Soares é lembrado como uma figura central na história recente de Portugal, especialmente por seu compromisso com os valores democráticos e sua luta contra o autoritarismo.

Poesia e música na intervenção

POEMAS

CANÇÕES

O papel da Rádio na Revolução

Rádio Renascença (RR): Senha: A senha utilizada pela RR para transmitir a mensagem de que a revolução estava em andamento foi a canção "Grândola, Vila Morena" de José Afonso. Quando esta música foi tocada, as tropas rebeldes sabiam que era hora de avançar. Emissora Nacional (EN): Senha: A senha usada pela EN foi "E depois do adeus", uma música de Paulo de Carvalho. Esta senha indicava que as operações militares deveriam começar em breve. Comunicado: Após a transmissão da senha, a EN anunciou um comunicado que dava início ao golpe militar. O comunicado incluía instruções para as tropas rebeldes tomarem posições estratégicas em Lisboa e em outras partes do país. Rádio Clube Português (RCP): Comunicado: A RCP também desempenhou um papel importante ao transmitir comunicados e informações sobre os eventos em curso. Durante o dia 25 de abril, a estação de rádio foi usada para comunicar os desenvolvimentos da revolução e para manter o público informado sobre as mudanças políticas que estavam ocorrendo. Essas senhas e comunicados foram cruciais para coordenar as ações dos militares e dos civis envolvidos na Revolução dos Cravos, facilitando a transição para a democracia em Portugal.

Poemas: "O Medo" - Autor: Miguel Torga: Contexto: Este poema retrata os tempos de repressão e medo durante o regime do Estado Novo. Torga, através de sua poesia, captura a atmosfera sufocante da ditadura e a coragem necessária para resistir. "Estádio" - Autor: Manuel Alegre: Contexto: Este poema é uma poderosa denúncia contra a guerra colonial e a opressão do Estado Novo. Alegre, que também foi um combatente na Guerra Colonial, expressa sua angústia e revolta contra a violência e a injustiça do conflito. "Que farei quando tudo arde?" - Autor: Sophia de Mello Breyner Andresen: Contexto: Este poema de Sophia de Mello Breyner Andresen reflete sobre a responsabilidade individual em tempos de crise política e social. A autora questiona-se sobre qual será sua atitude quando confrontada com a tirania e a injustiça, transmitindo uma mensagem de resistência e coragem moral.

Canções: "Grândola, Vila Morena" - Cantada por José Afonso: Letra e Música: José Afonso Contexto: Esta canção tornou-se um dos hinos da Revolução dos Cravos. Foi escolhida como sinal radiofónico pelas Forças Armadas Portuguesas para iniciar a revolução em 25 de abril de 1974. "Tanto Mar" - Cantada por Chico Buarque: Letra e Música: Chico Buarque Contexto: Embora esta canção seja brasileira, ela foi frequentemente associada à resistência ao regime ditatorial em Portugal. Suas letras poéticas e melodia evocativa transmitiram um sentimento de esperança e solidariedade para aqueles que lutavam contra a opressão. "Que amor não me engana" - Cantada por Adriano Correia de Oliveira: Letra e Música: Manuel Alegre e José Niza Contexto: Esta canção é um hino de protesto contra a Guerra Colonial, que Portugal travava em África. A sua letra expressa a dor e o desespero daqueles que eram enviados para lutar numa guerra impopular.