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Transcript

Relação com "Girl, Interrupted"

Processo Mentais

Trabalho por Ana Luísa Figueiredo

Índice

03. Plot do Filme

02. Susanna Kaysen

01. Processos Mentais

03.3. Plot III

03.2. Plot II

03.1. Plot I

04. Conclusões

03.5. Plot V

03.4. Plot IV

Memória

01. Processos Mentais

Sensação e Percepção

02. Susanna Kaysen, a Base

Susanna Kaysen, em 1967 foi, com 18 anos, internada no hospital psiquiátrico “McLean Hospital”, no qual foi colocada após uma suposta tentativa de suicídio com overdose de comprimidos. Colocada sobre um tratamento psiquiátrico para depressão, Susanna passa 18 meses no hospital, desenvolvendo múltiplas relações com as diferentes pessoas que ia conhecendo, acabando por ser diagnosticada com BPD.Com isso, em 1993, Susanna publica um memoir, “Girl, Interrupted”, uma autobiografia de um tempo específico na vida de alguém, no qual esta desenvolve e aprofunda as situações que passou quando esteve internada no hospital psiquiátrico.

  • Caracterização da personagem principal, Susanna, e a situação em que se encontra;
  • Os primeiros momentos de Susanna no hospital psiquiátrico;
  • Desenvolvimento de personagem ao longo da estadia no hospital;
  • O estado mental da personagem e decisões impulsivas;
  • Retorna ao hospital, melhoramento da condição da personagem.

03. Plot Aprofundado do Filme "Girl, Interrupted"

Durante a visualização do filme "Girl, Interrupted", fui tirando apontamentos das partes que considerava importantes para a realização deste trabalho. Dessa forma, concluí uma explicação aprofundada do filme, de forma a dar contexto sobre certos pontos mais relevantes.Cheguei, também, à conclusão da divisão do filme em cinco partes:

03.1. Caracterização da personagem principal, Susanna, e a situação em que se encontra

Demonstra a personagem principal numa situação médica, a cena muda para esta a falar com um médico, assume-se psicólogo, já que este parece estar a tentar ajudar.

Quando esta está a ser levada para o hospital psiquiátrico, uma música na rádio é, novamente, um estímulo para Susanna, que a retoma para a memória anteriormente apresentada, mas um bocado mais tarde nesse dia.Aquando do hospital psiquiátrico, Susanna fala com a diretora do mesmo, que a auxilia a assinar os papéis de admissão no mesmo.

03.2. Os primeiros momentos de Susanna no hospital psiquiátrico

Susanna e Lisa conversam sobre a possível saída do hospital psiquiátrico, que, se, enquanto se fala com o psicólogo, mais se confessar, mais probabilidade existe de alguém sair do hospital.

03.3. Desenvolvimento de personagem ao longo da estadia no hospital

03.4.

Realizada uma aceleração no tempo do grupo no hospital, estas convivem e conhecem-se cada vez mais, o tempo passa. Após alguns comportamentos indevidos, Lisa é mudada de enfermaria, o que deixa Susanna num estado depressivo, não se querendo comunicar com nenhuma outra das raparigas.

O estado mental da personagem e decisões impulsivas

Susanna decide retornar ao hospital, após Lisa fugir da casa de Daisy. Comenta com a enfermeira Valerie, que, se conseguisse, teria ido falar com Daisy, iria-lhe dizer que compreende como ela se sente. Que é comum ela se poder sentir assim.

03.5. Retorna ao hospital, melhoramento da condição da personagem

04. Conclusões

Com isso, relacionando com os processos mentais, tal demonstra-se mais nas primeiras partes do filme, com a reação que Susanna tem aos estímulos à sua volta.

Com a colocação de Susanna no hospital psiquiátrico, demonstra-se a forma como a interação da mesma com as restantes raparigas influencia o seu bem-estar psicológico e o seu comportamento.

Referências Bibliográficas

FIM

A meio de uma noite, Lisa aparece sobre a cama de Susanna, diz que estas têm de fugir do hospital, pois voltaram a dar-lhe terapia de choques. Estas fogem, apanham boleia e direcionam-se para algum local onde possam passar a noite, pois querem esperar para conseguirem visitar uma amiga delas, Daisy, que já havia saído do hospital. Ao chegar à casa da mesma, esta aceita que estas fiquem durante a noite. Após algum chateamento da parte de Lisa, descobre que Daisy corta-se, demonstrando que, na verdade, esta não melhorou desde que foi dispensada do hospital psiquiátrico. Na manhã seguinte. Susanna encontra Daisy, enforcamento.

Há que contar os segredos ao psicólogo para este as deixe sair, e, se não houver segredos para contar, elas nunca vão conseguir sair de lá. O psicólogo conversa com Susanna e com seus pais, este informa que existe uma grande probabilidade de esta ter BPD, Borderline Personality Disorder, um distúrbio de personalidade. O grupo principal de raparigas convida Susanna a ir com elas para um salão de jogos ao qual elas não têm acesso, estas vão fugindo das enfermeiras para conseguirem lá chegar durante a noite. Adicionalmente, estas caminham nos túneis debaixo da instituição, chegando ao escritório da médica principal do hospital, a Dr. Wick. Individualmente, estas lêem os papéis sobre cada uma, os diagnósticos, as ideias, os tratamentos, as conclusões que os médicos vão recolhendo.

Um livro médico caracteriza BPD como “Instabilidade quanto à imagem, às relações e aos estados de espírito. Incerteza quanto aos objetivos. Impulsiva em atividades que são prejudiciais a si mesma, como, por exemplo, sexo casual. Contrariedade social e uma atitude geralmente pessimista verificam-se frequentemente.”.

  • Girl, Interrupted (film) - Wikipedia
  • Girl, Interrupted - Wikipedia
  • Girl Interrupted at Her Music - Wikipedia
  • Susanna Kaysen - Wikipedia
  • Transtorno de personalidade borderline – Wikipédia

Inicialmente distante de todas, fica amiga de grande parte delas, pelo que, quando comunica mais com Lisa, uma sociopata carismática, Susanna fica obcecada com a mesma. Indo de acordo com tudo o que Lisa diz, esta quebra algumas das regras do hospital, indo para locais onde não devia e roubando. Com essa conexão e dependência emocional com Lisa, quando estas são separadas, Susanna entra num episódio depressivo, já não comunicando com ninguém. Pelo que, quando Lisa aparece com a sugestão de fugirem, Susanna não a questiona, só seguindo com o que é pedido. Dessa forma, ao interagir mais pessoalmente com Lisa, Susanna apercebe-se que esta, na verdade, não é uma boa influência sobre ninguém, e que Susanna não quer ser como ela. Ao retornar ao hospital psiquiátrico, Susanna recebe a informação de que Lisa está internada há mais de oito anos, não havendo chance de melhoramento para a mesma, mas que Susanna ainda tem esperanças de se recuperar. Nos momentos finais do filme é quando se coloca na mesa a verdadeira situação de Lisa, que esta gosta de fugir do hospital e de retornar ao mesmo, pois quebrar as regras é o que a faz sentir viva, mas, no fundo, esta já perdeu tudo o que fazia dela, ela mesma. Na sua essência, o filme demonstra como é a vida de alguém num hospital psiquiátrico, o que possibilita um diferente ponto de vista sobre o assunto, com as interações entre as raparigas do hospital. De BPD, a episódios depressivos, a sociopatia, é possível ver a humanidade que habita em todas estas raparigas, e a forma como elas se sentem tendo em conta o mundo e as próprias doenças.

"Despair" by Edvard Munch (1894)

Borderline Personality Disorder

BPD, Borderline Personality Disorder, é um distúrbio de personalidade considerado emocionalmente instabilitante. Na sua base, este é caracterizado como uma instabilidade nos relacionamentos interpessoais, na imagem sobre o próprio, tal como emotiva. Em grande parte dos casos, este observa-se junto de comportamentos depressivos, com automutilação, uma sensação de vazio e de medo de abandono emocional.

Processos Mentais - Memória

O segundo processo mental a ser referido é a memória, esta é o que nos permite ser quem somos como indivíduos. Relacionado com o processo mencionado anteriormente, a memória sensorial é aquela que está ligada aos sentidos, sendo a primeira parte no estabelecimento duradouro das nossas experiências. Em adendo, as memórias podem ser implícitas, que são as não declarativas, são aquelas que nos vêm inconscientemente e sem esforço, coisas comuns, como ler um livro ou andar de bicicleta. Contrariamente, as memórias explícitas são as declarativas, que podem ser ou semânticas, aquelas que não nos aconteceram, mas que são do nosso conhecimento, como, por exemplo, saber quem foi o primeiro Rei de Portugal, sendo cultura geral. Em adendo a tal, as memórias explícitas podem também ser consideradas como episódios ou autobiográficas, que são os acontecimentos que nos aconteceram, na nossa própria vida.

Esta figura de autoridade, tal como a forma como esta fala, são um gatilho para a memória de Susanna, mais especificamente para um dia em que falava com a diretora de sua escola após se graduar. Susanna foi a única dos finalistas a não ser admitida em nenhuma faculdade. Outras pacientes do hospital vão sendo apresentadas, como Polly, Daisy, Georgina e Lisa. Georgina é a colega de quarto de Susanna, esta é simpática, conversando com Susanna. Lisa é apresentada ao chegar num carro de polícia, esta havia fugido do hospital há duas semanas atrás. Ao ver Susanna no quarto de Georgina, esta ameaça-a, questionando o paradeiro de “Jamie”, uma amiga sua, que dormia naquele quarto. É informado às duas que Jamie, com a fuga de Lisa, havia cometido suicídio. Mais tarde nesse dia, Susanna é chamada por uma enfermeira, que lhe dará os devidos medicamentos prescritos à mesma. O chamar dos nomes das restantes pacientes, transporta Susanna para o seu dia de graduação, com o seu nome a ser chamado para receber o diploma. Na manhã seguinte, Susanna acorda com a música de Georgina a tocar, como já ocorrido antes, a música leva-a para uma noite de festa, onde conversa com Toby, estes falam sobre suicídio, sobre a forma como ter essa ideia na cabeça nunca mais a tira. O constante pensar em tal, qualquer erro ou misfortune leva ao pensamento de o cometer. Susanna descobre que Georgina é uma mentirosa patológica.

Valerie diz-lhe que ela deveria falar com os psicólogos sobre isso, e que esta deveria largar a ideia de Lisa da sua cabeça, que aquela está no hospital há oito anos, ela nunca esteve bem. Susanna encontra em si a vontade de melhorar, de falar com a Dr. Wick sobre tudo, os seus pensamentos, os seus quereres, que esta consegue melhorar se assim quiser. Tudo o que esta já passou faz dela ela mesma, e que ela não poderá abandonar isso, mas pode aprender sobre aquilo que passou. Passam-se alguns meses, Lisa é encontrada. Esta não aparenta muita personalidade, com um comportamento lento e desnorteado, Susanna informa-a que a vão deixar sair do hospital, que esta conseguiu melhorar. Ao falar com o conselho de direção, Susanna diz que o seu pai arranjou-lhe um emprego e um apartamento, que esta pretende escrever como forma de trabalhar.Na sua última noite no hospital, Susanna acorda, não encontra ninguém no hospital, o grupo de raparigas aparenta estar nos túneis debaixo do hospital. Lisa está a ler o diário de Susanna, os seus segredos, os seus mistérios, aquilo que não era suposto ser exposto ao mundo dessa forma. Susanna foge de Lisa pelos túneis, esta persegue-a. Estas têm uma discussão, Susanna declara já não concordar com os princípios de Lisa, já não quer ser mais amiga desta.Susanna sai do hospital, declarada saudável, uma recuperada de Borderline.

Processos Mentais - Sensação e Percepção

Os processos mentais compreendem as capacidades mentais de um ser, destes, a sensação e a percepção são dos principais a serem referidos. Estes englobam um estímulo, ou seja, aquilo que dá o “gatilho” ou a “energia” necessária para que o indivíduo se aperceba do mesmo. Este, assim, é recebido pelos sentidos, sendo estes os primeiros receptores da informação, o que realiza a parte da sensação. Dessa forma, os neurónios aferentes transportam a informação ao cérebro, que traduz essa informação nas respectivas áreas. Estando tudo interligado de alguma maneira ou outra, as áreas do cérebro que inicialmente recebem tal, comunicam o recebido a outras partes do cérebro. Com isso, a interpretação, isto é, a percepção, é subjetiva a cada pessoa, pelo que a sensação não o é. O mesmo estímulo provoca a mesma sensação em diferentes indivíduos, mas, estes sendo distintos uns dos outros, a percepção de cada ser não poderá ser a mesma. Tal relaciona-se com a percepção social, que se forma com base nas interações sociais que realizamos. Como conhecemos os outros, como interpretamos diferentes comportamentos, bem como o contexto social em que um indivíduo está inserido, tudo isso altera a forma como visualizamos os outros e o mundo à nossa volta.

O cão de Susanna ladra à mesma, esta é “transportada” para uma memória sua, funcionando no filme como uma forma de “flashback”, isto demonstra que, o ladrar do cão, é um estímulo que deu gatilho a essa sua memória, que também envolvia o ladrar do cão. Dessa mesma maneira, é possível observar que, o momento considerado presente, é o que ocorreu após estar estar na situação médica primeiramente apresentada, que se desencadeou após a memória demonstrada. A situação médica apresentada deve-se a Susanna ter tentado cometer suicídio com overdose de aspirina, em adendo de ingerir uma garrafa de vodka inteira. O psicólogo que a está a acompanhar informa que considera melhor Susanna ser internada num hospital psiquiátrico, acusando que esta só está a magoar os outros com os seus recentes atos.