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Transcript

"como quem num dia de verão abre a porta de casa"

Alberto Caeiro

9. Webgrafia

índice

1. Introdução

2. Alberto Caeiro

3. Estrutura externa e interna do poema

4. Análise Formal

5. Tarsila de Amaral

6. Abaporu

7. Relação Abaporu e o Poema de Caeiro

8. Conclusão

Introdução

Este trabalho tem como tema central o poema "Como quem num dia de Verão abre a porta de casa” de Alberto Caeiro e nele iremos abordar algumas temáticas à cerca do poema e do heterónimo, abrangendo assim muitos dos conceitos anteriormente lecionados em sala de aula.

Fernando Pessoa

Foi um dos mais importantes poetas da língua portuguesa e é a figura central do modernismo português. Ao longo da sua vida, pessoa foi vários poetas ao mesmo tempo.

Alberto Caeiro

Foi um dos principais principais heterónimos de Fernando Pessoa, sendo considerado o mestre dos heterónimos e até mesmo do ortónimo.Caeiro nasceu então em 1889, em lisboa e morreu mais tarde em 1915, com apenas 26 anos.

"Vejo-o diante de mim, vê-lo-ei talvez eternamente como primeiro o vi. Primeiro, os olhos azuis de criança que não têm medo; (...). O cabelo, quase abundante, era louro, mas, se faltava luz, acastanhava-se. A estatura era média, tendendo para mais alta, mas curvada, sem ombros altos.”

Álvaro de Campos

Temáticas de Caeiro

Caeiro é produto do fingimento artístico de Pessoa e vê-se como um «pastor», utilizando uma máscara poética que o aproxima do ambiente campestre, onde sente felicidade, paz e plenitude. ​

Poeta bucólico

Primado das sensações

Caeiro é reconhecidamente o poeta das sensações. Graças aos seus cinco sentidos, adquire conhecimento sobre a realidade da Natureza que o circunda. ​

Análise do poema

Estrutura externa, interna e formal

Como quem num dia de Verão abre a porta de casa E espreita para o calor dos campos com a cara toda,Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapaNa cara dos meus sentidos, E eu fico confuso, perturbado, querendo perceberNão sei bem como nem o quê... Mas quem me mandou a mim querer perceber? Quem me disse que havia que perceber?Quando o Verão me passa pela caraA mão leve e quente da sua brisa, Só tenho que sentir agrado porque é brisaOu que sentir desagrado porque é quente,E de qualquer maneira que eu o sinta,Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo...

Como quem num dia de verão abre a porta de casa

- Métrica irregular- Ausência de rima- Versos simples e diretos
Sextilha
Dístico
Sextilha

Como quem num dia de Verão abre a porta de casaE espreita para o calor dos campos com a cara toda,Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapaNa cara dos meus sentidos,E eu fico confuso, perturbado, querendo perceberNão sei bem como nem o quê...Mas quem me mandou a mim querer perceber? Quem me disse que havia que perceber?Quando o Verão me passa pela caraA mão leve e quente da sua brisa, Só tenho que sentir agrado porque é brisaOu que sentir desagrado porque é quente,E de qualquer maneira que eu o sinta,Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo...

Estrutura Externa

O poema pode ser dividido em 3 partes lógicas:-Os primeiros quatro versos-Do quinto ao oitavo verso-Do nono ao último verso

Como quem num dia de Verão abre a porta de casaE espreita para o calor dos campos com a cara toda,Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapaNa cara dos meus sentidos,E eu fico confuso, perturbado, querendo perceberNão sei bem como nem o quê...Mas quem me mandou a mim querer perceber?Quem me disse que havia que perceber?Quando o Verão me passa pela caraA mão leve e quente da sua brisa,Só tenho que sentir agrado porque é brisaOu que sentir desagrado porque é quente,E de qualquer maneira que eu o sinta,Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo...

Análise do poema

O sujeito poético exprime o seu incómodo por ter tentado compreender e revela o seu desejo.
2ª parte
1ª parte

O sujeito poético refere que se sente confuso e com o desejo de perceber algo que não sabe bem o que é.

Como quem num dia de Verão abre a porta de casa E espreita para o calor dos campos com a cara toda,Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapaNa cara dos meus sentidos, E eu fico confuso, perturbado, querendo perceberNão sei bem como nem o quê... Mas quem me mandou a mim querer perceber? Quem me disse que havia que perceber?Quando o Verão me passa pela caraA mão leve e quente da sua brisa, Só tenho que sentir agrado porque é brisaOu que sentir desagrado porque é quente,E de qualquer maneira que eu o sinta,Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo...

Estrutura interna:

Adjetivação

Análise do poema- 1ª estrofe

"Como quem num dia de Verão abre a porta de casaE espreita para o calor dos campos com a cara toda,Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapaNa cara dos meus sentidos,E eu fico confuso, perturbado, querendo perceberNão sei bem como nem o quê..."

    Interrogação retórica

    Exprimem precisamente o descontentamento e espanto do sujeito poético por ter desejado compreender e ter-se deixado levar pela tentação de “querer saber”, quando defende que apenas deve sentir.

    Análise do poema-2ª estrofe

    "Mas quem me mandou a mim querer perceber?Quem me disse que havia que perceber?"

    Aliteração
    Personificação

    Quando o Verão me passa pela caraA mão leve e quente da sua brisa,Só tenho que sentir agrado porque é brisaOu que sentir desagrado porque é quente,E de qualquer maneira que eu o sinta,Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo...

    Análise do poema-3ªestrofe

    Aproximação à prosa, pontuação lógica e despreocupação a nível fónico.

    Predomínio do presente do indicativo, adjetivação é pobre e objetiva e proximidade ao registo oral;

    Linguagem de Alberto Caeiro

    Recurso a aforismos, a um vocabulário simples e frequentemente relacionado com o campo lexical da Natureza;​

    Análise da obra de arte

    Tarsila do Amaral e "Abaporu"

    Obra de arte "abaporu"

    Abaporu de Tarsila do Amaral é uma clássica pintura do modernismo, pintada a óleo em 1928 para ser oferecida ao seu marido.

    Tarsila do Amaral (1886-1973)

    Foi uma importante artista brasileira do movimento modernista.

    A pintura modernista misturou as delicadas e elegantes formas do gótico com o simbolismo romântico , tendo como resultado uma pintura de um grande erotismo e naturalidade. Esta obra de Tarsila foi a primeira a inserir-se na fase surrealista, retratando então a imaginação profunda e às vezes mórbida e não o retrato de algo saído da vida real.

    "Abaporu"- uma pintura modernista

    "Abaporu"

    Relação entre "Abaporu" e o Poema

    Entre a obra de arte "Abaporu" e o poema "como quem num dia de verão abre a porta de casa", existem algumas diferenças mas também bastantes semelhanças. Ambas as obras e os seus autores tiveram grande importância na sua época e fizeram parte do movimento modernista.

    Como quem num dia de Verão abre a porta de casaE espreita para o calor dos campos com a cara toda,Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapaNa cara dos meus sentidos,E eu fico confuso, perturbado, querendo perceberNão sei bem como nem o quê... Mas quem me mandou a mim querer perceber?Quem me disse que havia que perceber?Quando o Verão me passa pela caraA mão leve e quente da sua brisa, Só tenho que sentir agrado porque é brisaOu que sentir desagrado porque é quente,E de qualquer maneira que eu o sinta,Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo...

    Relação entre a obra de arte e o poema

    Com este trabalho, foi possível aprimorar os conhecimentos já adquiridos em sala de aula, podendo-os relacionar com uma obra de arte. Apesar de a pintura e a obra não estarem diretamente relacionadas, estas complementam se, podendo-se encontrar algumas semelhanças entre elas como podemos perceber ao longo do nosso trabalho.

    Conclusão

    https://prezi.com/xmnyqsmjekmh/como-quem-num-dia-de-verao-abre-a-porta-de-casa/

    https://folhadepoesia.blogspot.com/2023/02/como-quem-num-dia-de-verao-abre-porta.html

    https://www.propor.esccb.pt/pessoa/het_alb_poemas-Comoquem_com.htm

    http://arquivopessoa.net/textos/1164

    Webgrafia

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