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João Tomás Porto, nº7 11ºano

Arte como Representação

  1. A teoria representacionista, ao focar na imitação da realidade, pode limitar a compreensão da arte, excluindo formas de expressão artística como a arte abstrata ou conceitual. Isso restringe a diversidade e a riqueza da experiência artística ao não reconhecer outras formas de representação que transcendem a imitação da realidade.
  2. A teoria representacionista muitas vezes desconsidera a natureza subjetiva da experiência artística, ignorando que a interpretação da arte é influenciada por fatores individuais, culturais e históricos. Isso resulta numa abordagem que pressupõe uma compreensão universal e objetiva da arte, excluindo a diversidade de interpretações que podem surgir entre diferentes espectadores.

Críticas a teoria representacionista

3. Os desafios à objetividade surgem na teoria representacionista devido à presunção de uma relação direta entre a obra de arte e o objeto que ela representa. No entanto, essa relação nem sempre é clara ou objetiva. Obras que exploram conceitos abstratos, simbólicos ou emocionais questionam a noção de representação direta da realidade, levantando questões sobre a natureza da objetividade na arte.

Esta teoria foi formulada por Aristótles e Platão e considerava que a representação era imitativa. Assim, através do estudo de poesia, musica, arquitetura e pintura estes autores concluiram que: "Algo é uma obra de arte só se é uma imitação"O principal argumento a favor desta teoria baseia-se na indução para a sua defesa e pode ser formulado pelo seguinte exemplo:1) A epopeia é arte e é uma imitação2)A tragédia é arte e é imitação3)A poesia ditirâmbica é arte e é uma imimitação.4)A música é arte e é uma imitação5)Logo, toda a arte é uma imitação

Teoria mimética da arte

A epopeia "Os Lusíadas" de Luís Vaz de Camões

Retrato de D.João I

"Water Lilies Series" de Claude Monet

Contudo, esta teoria limita-se a afirmar que todas as artes são imitações, mas não afirma que todas as imitações são artes. Consequentemente, a imitação é uma condição necessária, mas não suficiente para que algo seja arte. Esta teoria também refere que uma obra de arte é tanto melhor quanto mais semelhanças houver entre a obra e o que é retratado.

A teoria mimética é criticada devido a excluir do conceito de arte várias obras oriundas das artes não imitativas, como a pintura abstrata.

Assim, é preciso estabelecer as condições necessárias e suficientes para algo ser considerando arte. Consequentemente os autores da arte dividem as propriedades em características intrinsecas e extrinsicas:

  • As teorias intrinsecas foram classificadas como teorias essencialistas da arte, ou seja, estas tentam encontrar uma ou mais propriedades intrinsicas, isto é, inerentes às próprias obras, que todas as obras de arte, e só as obras de arte têm em comum. Por outras palavras, esta teoria argumenta que há caracteriticas intrinsecas e universais que distinguem uma obra de arte das demais expressões criativas;
  • As teorias extrínsecas denominam-se por teorias não-essencialistas da arte, ou seja, ao invés de se focar em propriedades inerentes aos próprios objetos, focam-se antes nos seus aspetos relacionais, processuais e contextuais.

"Noite estrelada" de Vincent Van Gogh

Por último existe quem considere a arte um conceito aberto e que não deve ser atribuída uma definição a mesma.

A arte como representação

  • Esta teoria caracteriza-se como uma das mais antigas que há registo e foi defendida por filósofos cruciais ao longo da história como Platão e Aristótles.
  • Por representação entendemos o ato através do qual algo toma intencionalmente o lugar de outra coisa, ou seja, algo representa outra coisa, se e só se, um emissor tem a intenção de que algo esteja em vez de outra coisa e o recetor compreende essa intenção.

  • Existem, no entanto, dois tipos de representação, a imitativa e a não imitativa.

Retrato de Platão e Aristótles

  • Numa tentativa de resolver objeções como as anteriormente apresentadas, aqueles que simpatizam com a teoria mimética substituíram a ideia de imitação pela de representação. Por representação entendemos o ato através do qual algo toma intencionalmente o lugar de outra coisa.
  • Afinal de contas, não podemos dizer que toda a arte implica imitação, mas talvez possamos afirmar que toda a arte implica alguma forma de representação.
  • Assim esta teoria refere que:
"Algo é uma obra de arte só se é uma representação"
  • A ideia de representação abarca mais do que apenas a imitação, pois enquanto a imitação é uma forma de representação, nem toda a representação implica imitação.

Teoria representacionista

A pintura abstrata de Mondrian não imita a aparência das coisas, mas antes representa a sua essência , segundo a teoria representacionista.

"A Última Ceia" é uma representação dramática e emotiva do momento descrito na Bíblia em que Jesus partilha a sua última refeição com os seus discípulos. A pintura retrata não apenas as personagens e o cenário, mas também transmite uma variedade de emoções e significados simbólicos logo é arte.

A escultura "David" de Michelangelo é considerada arte segundo a teoria representacionista porque retrata o herói bíblico com detalhes anatómicos realistas, expressões emocionais vívidas e significados simbólicos profundos, demonstrando a habilidade técnica excepcional do artista.

Este é um problema que envolve um imenso debate multifacetado e que originou uma imensidão de respostas. Assim devemos ter em conta uma distinção fundamental entre dois usos comuns da palavra "arte", no caso:

  • O sentido classificativo consiste em dizer simplesmente que o objeto pertence a uma determinada classe;
  • O sentido valorativo consiste em reconhecer que o objeto, além de pertencer à categoria das obras da arte, é um bom exemplar dessa categoria,ou seja, é uma boa obra de arte.

O que é a arte?

Uma boa teoria de arte deve conter ambos os termos previamente apresentados.