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Transcript

Sophia de Mello Breyner Andresen

"O hospital e a praia"

Trabalho realizado: Margarida Ramos 12ºA

Análise do poema

Índice

1

2

3

4

5

6

Biografia

Poema

Intencionalidade do poeta

Forma e estrutura externa

Assunto e seu desenvolvimento

Figuras modernistas ou tradicionais

8

7

Intertextualidade

Imargaridaaaa

Biografia

    • Nasceu a 6 de novembro de 1919, no Porto;
    • Entre 1939-1940 estudou Filologia Clássica na Universidade de Lisboa;
    • Publicou os primeiros versos em 1940 nos Cadernos da Poesia;
    • Foi das mais importantes poetisas portuguesas contemporâneas;
    • Primeira mulher a receber o prémio de Camões;
    • Recebeu o prémio Sofia de Poesia Ibero-Americana- primeira vez que um português venceu este prestigiado galardão;
    • Faleceu aos 84 anos, no dia 2 de julho de 2004, em Lisboa, sendo trasladada para o Panteão Nacional a 2 de julho de 2014.

Poema

E eu caminhei no hospital Onde o branco é desolado e sujoOnde o branco é a cor que fica onde não há corE onde a luz é cinzaE eu caminhei nas praias e nos camposO azul do mar e o roxo da distânciaEnrolei-os em redor do meu pescoçoCaminhei na praia quase livre como um deusNão perguntei por ti à pedra meu SenhorNem me lembrei de ti bebendo o ventoO vento era vento e a pedra pedra E isso inteiramente me bastava E nos espaços da manhã marinhaQuase livre como um deus eu caminhavaE todo o dia vivi como uma cega Porém no hospital eu vi o rostoQue não é pinheiral nem é rochedo E vi a luz como cinza na paredeE vi a dor absurda e desmedida.

O hospital e a praia

A representação sucessiva dos dois espaços nomeados no título o "hospital" e a "praia", é a linha estruturadora do texto. O confronto estabelecido entre o espaço fechado do "hospital" e o espaço aberto da "praia" é evidente ao longo do poema e o facto deste começar e acabar no mesmo sítio reforça essa oposição.

Intencionalidade do poeta

Margaridaaaaa

Forma e estrututra externa

E eu caminhei no hospital Onde o branco é desolado e sujoOnde o branco é a cor que fica onde não há corE onde a luz é cinzaE eu caminhei nas praias e nos camposO azul do mar e o roxo da distânciaEnrolei-os em redor do meu pescoçoCaminhei na praia quase livre como um deusNão perguntei por ti à pedra meu SenhorNem me lembrei de ti bebendo o ventoO vento era vento e a pedra pedra E isso inteiramente me bastava E nos espaços da manhã marinhaQuase livre como um deus eu caminhavaE todo o dia vivi como uma cega Porém no hospital eu vi o rostoQue não é pinheiral nem é rochedo E vi a luz como cinza na paredeE vi a dor absurda e desmedida.

Este poema é constituódo por 6 estrofes, quatro delas com 4 versos (quadras), uma com 2 versos (dístico) e uma com 1 verso (monóstico). No que diz respeito à métrica, é diversificada, no entanto predominam versos decassilábicos.O poema não tem um esquema rimático definido no entanto, as anáforas recorrentemente usadas pela autora conferem alguma musicalidade, rima ao texto.

Resumo do poema

E eu caminhei no hospital Onde o branco é desolado e sujoOnde o branco é a cor que fica onde não há corE onde a luz é cinzaE eu caminhei nas praias e nos camposO azul do mar e o roxo da distânciaEnrolei-os em redor do meu pescoçoCaminhei na praia quase livre como um deus Não perguntei por ti à pedra meu SenhorNem me lembrei de ti bebendo o ventoO vento era vento e a pedra pedra E isso inteiramente me bastava E nos espaços da manhã marinhaQuase livre como um deus eu caminhavaE todo o dia vivi como uma cega Porém no hospital eu vi o rostoQue não é pinheiral nem é rochedo E vi a luz como cinza na paredeE vi a dor absurda e desmedida.

Maafavgab

1º estrofe

E eu caminhei no hospital Onde o branco é desolado e sujoOnde o branco é a cor que fica onde não há corE onde a luz é cinza

Nesta estrofe o espaço físico referido remete para dor e sofrimento.Destaca-se o uso do "branco" associado a "desolado e sujo" estando, por isso, em oposição à ideia que habitualmente está associada a esta cor que é de pureza, paz...

2º estrofe

E eu caminhei nas praias e nos camposO azul do mar e o roxo da distânciaEnrolei-os em redor do meu pescoçoCaminhei na praia quase livre como um deus

Nesta estrofe houve uma mudança de espaço físico, a "praia", um espaço aberto, livre claramente em oposição ao dos versos anteriores. O sujeito poético caminha com uma liberdade quase divina.

3º estrofe

Não perguntei por ti à pedra meu SenhorNem me lembrei de ti bebendo o ventoO vento era vento e a pedra pedra E isso inteiramente me bastava

Margaridaaaaaaaaaaaaaaaaa

4º e 5º estrofe

E nos espaços da manhã marinhaQuase livre como um deus eu caminhavaE todo o dia vivi como uma cega

Margaridaaaaaaaaaaaaaaaaa

6º estrofe

Porém no hospital eu vi o rostoQue não é pinheiral nem é rochedo E vi a luz como cinza na paredeE vi a dor absurda e desmedida.

Margaridaaaaaaaaaaaaaaaaa

Figuras modernistas ou tradicionais

Margaridaaaaa

Intertextualidade

Margaridaaaaa