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Modulo B7GeografiaJosé Borges

Portugal: a mobilidade de pessoas e bens

5. Papel das TIC no dinamismo dos espaços geográfícos

4. A distribuição espacial das redes de comunicação

3. a inserção nas redes transeuropeias

2. A distribuição espacial das redes de transporte

1. A competitividade dos diferentes modos de transporte

Topicos

Topico 1

A competitividade dos diferentes modos de transporte

As principais redes de transporte utilizadas para o estabelecimento de ligações são: a rede rodoviaria, a rede ferroviária, a rede marítima e a rede aérea.A escolha do modo de transporte a utilizar depende: • do custo do transporte; • do tipo de mercadoria a transportar; • da distância a vencer; • do tempo gasto no percurso; • do trajeto a percorrer.

O transporte rodoviário tem registado, em Portugal, um aumento muito significativo, quer no que respeita aos veículos pesados quer aos ligei-ros. Este meio de transporte revela-se especialmente adequado, sob o ponto de vista económico, para as distâncias curtas e médias.Aumentou a sua competitividade face a outros modos de transporte, nomeadamente o fer-roviário, a quem superou no tráfego de passageiros e mercadorias

Transporte rodoviário

  • Regista elevado volume de tráfego, principalmente em áreas urbanas;
  • Apresenta um elevado consumo de combustíveis fósseis;
  • Tem uma capacidade de carga limitada;
  • Origina poluição atmosférica e sonora;
  • Consome muito espaço na construção de infraestruturas;
  • Apresenta uma sinistralidade elevada.
  • Permite flexibilidade de itinerários
  • Adequado ao trasporte porta a porta
  • É rápido e cómodo
  • Apresenta elevado grau de especialização
  • Permite uma elevada cobertura espacial

Vantagens e Desvantagens

O transporte ferroviário foi, durante a primeira metade do século XX, um meio de transporte muito utilizado e constituiu um importante fator de desenvolvimento para o país. No entanto, à medida que os transportes rodoviários se foram afirmando, foi perdendo competitividade, quer no transporte de passageiros quer no de mercado-rias, apresentando, atualmente, uma utilização muito modesta, tanto nas ligações nacionais como nas internacionais

Transporte fERROVIÁRIO

  • É pouco flexível;
  • Exige transbordo;
  • Apresenta encargos de manutenção muito elevados.
  • Adequado para as distâncias médias e longas;
  • Apresenta uma elevada capacidade de carga;
  • Consome pouca energia;
  • É pouco poluente;
  • Regista uma forte especialização
  • Apresenta reduzido impacto ambiental;
  • Regista fraca sinistralidade.

Vantagens e Desvantagens

Em Portugal, cerca de 80% do comércio internacional de mercadorias é realizado por via maritima. A esta utilização do transporte marítimo não é alheia a localização geográfica do nosso país no extremo da Europa, no cruzamento das grandes rotas marítimas, e a enorme extensão da sua linha de costa que, desde muito cedo, favoreceu o contacto com o mar, promovendo, dessa forma, o desenvolvimento do transporte maritimo.

Transporte Marítimo

  • Exige transbordo;
  • Regista baixas velocidades
  • Exige avultados investimentos.
  • Adequado para as longas distâncias;
  • Apresenta elevada capacidade de carga;
  • Adaptado a variados tipos de carga, nomeadamente pesadas e volumosas;
  • Apresenta uma elevada especialização;
  • Adequado para trajetos intercontinentais.

Vantagens e Desvantagens

Tal como acontece no resto do mundo, o transporte aéreo tem vindo a crescer em Portugal, especialmente os voos internacionaisEm virtude da pequena dimensão territorial do nosso país, a maior percentagem dos voos realizados insere-se no tráfego internacional, apresentando o tráfego aéreo doméstico valores muito reduzidos. É de referir, no entanto, a importância de que este meio de transporte se reveste nas ligações entre o continente e as regiões autóno-mas, cuja insularidade foi, por esta via, fortemente quebrada. Entre as restantes regiões do país, otransporte aéreo é pouco significativo, dada a con- corrência dos transportes rodoviário e ferroviário, assim como o fraco dinamismo económico da maior parte delas e a falta de infraestruturas.

TransporteAÉREO

  • Regista um consumo elevado de combustíveis fósseis;
  • Apresenta um forte impacte ambiental;
  • Exige investimentos elevados para a construção e a manutenção de aeronaves e infraestruturas;
  • Consome muito espaço (aeroportos e pistas de aterragem);
  • Apresenta tempos de embarque e desembarque
  • Muito demorados.
  • Caracteriza-se pela rapidez e comidade;
  • É seguro;
  • Apresenta uma elevada competitividade para o transporte de passageiros a médias e longas distâncias;
  • É adequado para os transportes de mercadorias leves, pouco volumosas e de elevado preço unitário.

Vantagens e Desvantagens

O transporte multimodal

No nosso país, a utilização do transporte rodoviário no tráfego de mercadorias é excessiva e traduz-se em graves problemas ambientais e enormes encargos económicos por parte do Estado. O transporte ổ multimodal apresenta-se como uma solução para reduzir essa utilização, ao permitir que a mercadoria, numa parte do seu percurso, viaje utilizando outro meio de transporte, designadamente o ferroviário. São a várias as vantagens que daí resultam, pois permite diminuir o trânsito nas vias rodoviárias, reduzir a poluição e o consumo de energia, assim como o tempo de deslocação.

Topico 2

A distribuição espacial das redes de transporte

A mobilidade de mercadorias e de pessoas depende da rede de transportes e da sua ligação à rede internacional. A rede rodoviária portuguesa, além de apresentar uma das redes principais com menor densidade no conjunto dos países da UE, distribui-se também muito irregularmente pelo país. Os contrastes observados na densidade da rede de estradas e na intensidade de trafego sublinham as assimetrias regionais entre o litoral e o interior, o norte e o sul. As regiões do norte e do litoral, mais populosas e mais desenvolvidas, apresentam-se bem servidas de estradas e são as que registam o maior volume de tráfego. Pelo con-trário, o interior e o sul, menos populosos e economicamente menos dinâmicos, caracterizam-se por uma rede rodoviária mais rarefeita

Rede Rodoviária Nacional

Dada a importância da rede de estradas como fator de desenvolvimento e de equilíbrio no acesso da população a bens e serviços, tem sido feito um enorme esforço no sentido de a aumentar e modernizar, fundamentalmente a partir da adesão à UE. Assim, em 1985 é implementado um novo Plano Rodoviário Nacional (PRN), o qual, apoiado por avultados financiamentos comunitários, permitiu a construção de centenas de quilómetros de novas estradas e a modernização de outras já exis-tentes. Como resultado, a acessibilidade melhorou, especialmente ao interior, assim como aos restantes países europeus. Entretanto, o PRN de 1985, cuja execução estava prevista para um período de 10 anos, prazo que foi dilatado, é objeto de revisão e em 1998 foi aprovado o novo PRN 2000.

Rede Rodoviária Nacional

No nosso país, a rede ferroviária registou, nas últimas décadas, um enorme declínio, fruto da falta de investimentos no setor. Este facto refletiu-se na falta de qualidade do serviço prestado, relativamente ao tempo de deslocação, à comodidade e à segurança. Porém, nos últimos anos, tem sido feito um esforço no sentido de inverter esta situa-ção, designadamente no que respeita à melhoria de algumas vias, através da sua eletrificação e du-plicação, à substituição de veículos antigos por outros mais cómodos, rápidos e seguros e à modernização da sinalização

Rede FeRROVIÁRIA Nacional

Os portos portugueses, com enormes potencialidades ao nível da localização geográfica, apresentam boas perspetivas de desenvolvimento, com uma localização privilegiada, no cruzamento de importantes rotas maritimas e, nalguns casos, com águas profundas que permitem a acostagem de navios de grande calado, utilizados em transporte de longo curso

Rede nacional de portos de mar

Poderão vir, desta forma, a assegurar uma posição de destaque no tráfego de cargas contentorizadas, nomeadamente no tráfego que envolve transhipment, isto é, transbordo de mercadorias para navios de menor calado, que as transportarão a outros portos. Considerados vetores fundamentais para o desenvolvimento do país, os portos marítimos têm vindo Porto Editora a ser alvo de importantes medidas de reestruturação e modernização aos níveis das infraestruturas e dos o modelos de gestão. Como consequência desses investimentos, os portos nacionais, com elevados níveis GAlI de eficiência, têm vindo a ganhar protagonismo na rede de portos internacional, apresentando taxas cres-é centes de ocupação, principalmente no tráfego de mercadorias.

Rede nacional de portos de mar

Porto de Lisboa - Localiza-se no estuário do rio Tejo e é o porto português mais importante, atendendo ao valor e ao volume das mercadorias que nele são movimentadas. É também dos principais portos a nível eu-ropeu, uma vez que se localiza no cruzamento das principais rotas marítimas a nível mundial. É constituído por vários terminais especializados, concentrando-se os mais importantes na margem norte. Equipado com as mais modernas infraestruturas de carga e descarga, possui os terminais mais importantes ao nível do tráfego de contentores, cereais e carvão do país. É também um dos portos mais utilizados pelos navios de cruzeiro, que nele fazem escala. No sentido de aumentar a sua eficácia e competitividade, estão previstas várias obras no sentido de melhorar as ligações terrestres (ferroviárias e rodoviárias), assim como aumentar o parque de contentores.

Portos

Porto de Sines - É o mais recente dos portos portugueses e é constituído por terminais vocacionados para produtos petrolíferos, petroquímicos, carboniferos e de carga geral. Movimenta, fundamentalmente, as três primeiras cargas. É considerado um dos melhores portos portugueses para a receção de navios de grande calado, encontrando-se bem servido de infraestruturas rodoviárias e ferroviárias que asseguram ligações rápidas ao resto do país. Concretizando-se os investimentos ferroviários previstos, com ligação a Espanha, a sua importância estratégica será significativamente valorizada

Portos

Porto de Leixões - Localizado em Matosinhos, próximo da foz do Douro, insere-se numa região de forte dinamismo industrial. É considerado o terceiro porto mais importante do país, relativamente ao volume das cargas movimentadas. Envolvido por uma área densamente urbanizada, que condiciona o seu desenvolvimento e expansão, está a ser alvo de obras de intervenção, com o objetivo de melhorar a sua acessibilidade, quer por mar quer por terra, assim como a sua modernização.

Portos

Porto de Setúbal - Serve uma região em franco desenvolvimento industrial e é, atualmente, considerado um dos principais portos portugueses.Dada a sua proximidade ao porto de Lisboa, que se apresenta muito congestionado face aos movimentos que nele se registam, pode vir a constituir-se como uma alternativa, tanto mais que dispõe de ótimas condições naturais e grandes possibilidades de expansão.

Portos

Os aeroportos da rede de aeroportos portuguesa servem, essencialmente, o tráfego internacional de passageiros (que tem sido muito valorizado pelas companhias low cost) e de cargas. O transporte interno de passageiros, no interior do território nacional, é diminuto e só tem expressão entre o território continental e os arquipélagos dos Açores e da Madeira. O transporte de carga por via aérea é irrelevante. Os principais aeroportos portugueses localizam-se no litoral, nas cidades de Lisboa, Porto e Faro. Pelo movimento que suportam assinalam-se, também, os do Funchal e de Ponta Delgada.

A rede nacional de aeroportos

Aeroporto de Lisboa (Humberto Delgado) -Detem a maior parte do tráfego de passageiros e mercadorias que se regista a nível nacional. Apesar dos avultados investimentos, debate-se com graves problemas, especialmente ligados ao progressivo aumento do tráfego de passageiros e mercadorias e à impossibilidade de ampliação, condicionada pelo crescimento da cidade de Lisboa. No sentido de ultrapassar esses constrangimentos, estão previstas obras de remodelação do aeroporto de Lisboa e a transformação da base aérea n.° 6 ao serviço da Força Aérea, localizada no Montijo, num aeroporto civil, a fim de complementar o pri-meiro. Prevê-se que a obra esteja concluída em 2022.

A rede nacional de aeroportos

Aeroporto Francisco Sá Carneiro - É o segundo aeroporto mais importante do país relativamente ao tráfego de passageiros e ao nível do movimento de mercadoriasNos últimos anos sofreu profundas obras de ampliação e a sua acessibilidade foi melhorada com a construção de um ramal de ligação da rede do metropolitano do Porto

A rede nacional de aeroportos

Aeroporto de Faro - Especialmente vocacionado para voos internacionais não regulares, é o terceiro maior aeroporto do país quanto ao tráfego de passageiros, na sua maioria turistas que visitam o Algarve em férias. O tráfego de mercadorias é pouco significativo. Em virtude da sua localização específica, existem nos arquipélagos dos Açores e da Madeira vários aeroportos. No arquipélago dos Açores, os mais importantes localizam-se nas ilhas de São Miguel, de Santa Maria e da Terceira, e, no arquipélago da Madeira, assinalam-se os aeroportos de Santa Catarina, E no Funchal, e o de Porto Santo.

A rede nacional de aeroportos

Qualquer setor da vida económica e a qualidade de vida da população dependem, hoje, do consumo a de energia. Não seria possível conceber indústrias, transportes, agricultura, ou simplesmente conforto, sem o recurso a utilização de energia, com origem nas mais diversificadas fontes. Atualmente, a maior parte da energia consumida em Portugal tal como acontece no resto da Europa, é de origem fóssil e é importada

As redes de distribuição de energia

Eletricidade - A rede de distribuição de energia elétrica (Rede Elétrica Nacional - REN) cobre, atualmente, todo o território, mas não de modo uniforme. É no litoral que se observa a maior densidade da rede e as linhas de maior potência, já que é aqui que se localiza a maior parte das centrais termoelétricas, que asseguram a produção da maior parte da energia elétrica consumida no país, assim como as principais áreas de consumo

As redes de distribuição de energia

Gás natural - Inicialmente, Portugal era exclusivamente fornecido pelas reservas existentes na Argélia, através do gasoduto Magrebe-Europa. Este gasoduto, que liga as jazidas argelinas à Europa, percorre uma distância de 1600 km até Portugal (Campo Maior). Nestes gasodutos, o gás é transportado em estado gasoso, a alta pressão e a uma velocidade de 30 km/h. Atualmente, Portugal importa gás natural com outras origens, nomeadamente da Nigéria, que chega até nós por via marítima, através de navios metaneiros, sob a forma liquefeita. É descarregado no porto de Sines, onde é regaseificado e injetado na rede de gasodutos do país

As redes de distribuição de energia

Petróleo - Chega a Portugal por via marítima. Leixões e Sines constituem os portos de receção. A partir dos terminais neles instalados é transportado, através de oleodutos, para as refinarias petrolíferas de Leça da Palmeira (Matosinhos) e de Sines.

As redes de distribuição de energia

Topico 3

a inserção nas redes transeuropeias

O Tratado de Roma inscreveu a livre circulação de pessoas e mercadorias como um dos pilares básicos do Mercado Comum. Essa liberdade era, então, entendida como um dos elementos fundamentais para o bom funcionamento e desenvolvimento dos mercados e da economia, ao mesmo tempo que ajudava à coesão económica e social das regiões. Em consequência, foi então preconizada a institucionalização da terceira política comum, a Política Comum de Transportes (PCT), que, por motivos vários, tardou, contudo, a ser consagrada. Só em 1992 é que o Tratado de Maastricht reforçou as bases políticas, institucionais e orçamentais da PCT.

Um dos principais objetivos da PCT é, então, a criação de uma rede transeuropeia que integre as redes dos transportes ferroviários, rodoviários, aéreos e marítimos. Esta rede tem em vista articular as várias redes que a constituem, eliminar os estrangulamentos existentes em cada uma delas, de forma a criar-se um espaço sem fronteiras, melhorando a ligação entre as regiões mais periféricas e as regiões centrais, mais desenvolvidas.

Relativamente ao transporte aéreo, é dado especial relevo à unificação dos sistemas de controlo da navegação aérea.

No setor do transporte ferroviário prevê-se a construção de grandes eixos transeuropeus, sendo prioritária a construção de uma rede de alta velocidade.

Neste projeto é dada particular atenção à rede rodoviária, que se pretende que venha a ligar mais fortemente as estradas e autoestradas e que permita, também, aumentar a interconexão com outros modos de transporte, promovendo o transporte intermodal

Só com uma rede transeuropeia a UE será um espaço sem fronteiras, onde todos os países se interligam fa-cilmente, permitindo o desenvolvimento mais equilibrado e harmonioso das várias regiões, com a consequente eliminação e correção das assimetrias existentes. Relativamente aos transportes terrestres, Portugal e Espanha projetam a construção de quatro corredores rodoviários, ferroviários e rodo-ferroviários de ligação à Europa

Topico 4

A distribuição espacial das redes de comunicação

A sociedade moderna em que vivemos caracteriza-se pela crescente internacionalização da economia, pela rapidez e facilidade de acesso à informação, pela uniformização de padrões de vida, pela simplificação de complexos processos de gestão e administração. Neste contexto, aparece como protagonista de primeiro plano o setor das telecomunicações, que registou, nos últimos anos, uma evolução sem paralelo.

As modernas telecomunicações, a par dos vários meios de transporte, vieram permitir o encurtamento das distâncias, transformando o nosso planeta numa verdadeira “aldeia global”. As telecomunicações são, assim, encaradas como um importante vetor de desenvolvimento e de qualidade de vida da população.

Entre 1987 e 1991 foi implementado, em Portugal, o programa STAR nações especiais no domínio das telecomunicações para o desenvolvimento regional), através do qual foram introduzidos e desenvolvidos serviços e redes de telecomunicações que permitiram ultrapassar constrangimentos resultantes da sua localização periférica. Promoveu-se, assim, um dos grandes objetivos das políticas comunitárias: igualdade de condições de acesso à informação entre todos os cidadãos da União Europeia.

A expansão da rede de telecomunicações, quer em qualidade quer em quantidade, assegura o acesso da população a numerosos serviços, imprescindíveis para o desenvolvimento do país. Afiguram-se, por outro lado, fundamentais nas ligações entre o continente e as regiões autónomas, diminuindo o isolamento próprio da insularidade, assim como o das regiões do interior do país.

Também a iniciativa “eEuropa - Uma sociedade de informação para todos”, aprovada em 2000, na cimeira de Santa Maria da Feira, assentou na convicção de que o crescimento económico, a competitividade das empresas e até a qualidade de vida dos cidadãos têm por base as tecnologias da informação e da comunicação, e teve como objetivo garantir que, no espaço comunitário, cidadãos, escolas, empresas e administrações tivessem acesso às TIC e as explorassem de forma plena.

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No mesmo sentido, o Programa Operacional Sociedade de Informação ajudou a criar um espaço transacional de comunicação, informação entreterimento através do acesso generalizado á Interne e a da difusão dos meios de telecomunicação de banda larga.Portugal pretendeu dar resposta aos desafios colocados pela Sociedade da Informação e do Conhecimento, tendo para tal definido os objetivos a atingir, que se enquadram no chamado Plano Tecnológico, através do Programa Ligar Portugal.

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As principais redes de telecomunicação cobrem, atualmente, todo o território nacional, garantindo o acesso da população à informação e à comunicação, o que resultou de avultados investimentos realizados no setor. A distribuição da rede não é, contudo, uniforme, registando-se contrastes significativos entre o litoral, onde é muito mais densa, e o interior, situação que se explica pela maior concentração de população e de atividades económicas nessa região. O computador faz, atualmente, parte do dia a dia dos portugueses, para os mais variados serviços e para os mais diversificados fins, regis-tando-se, também, um progressivo aumento da sua utilização, assim como da Internet com ligação em banda larga

Topico 5

Papel das TIC no dinamismo dos espaços geográfícos

Vivemos hoje, assim, numa sociedade chamada de “sociedade da informação” cuja existência depende do desenvolvimento das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), com reflexos na educação, na ciência, no lazer e nos transportes, entre vários setores que poderiam ser enunciados. O acesso às TIC revela-se, dessa forma, fundamental para o desenvolvimento equilibrado da sociedade e do território, desempenhando um papel novo na criação de emprego e de riqueza....

Com as TIC, o mundo em que vivemos é cada vez mais global, sem fronteiras, e os contactos entre regiões são cada vez mais intensos e frequentes, apesar das enormes distâncias que as podem separar. A difusão e o acesso às novas tecnologias de informação e de comunicação assentam num conjunto de infraestruturas que, nos últimos anos, têm sofrido profunda evolução, responsável por verdadeiras revoluções neste setor, que constantemente nos surpreendem e mudam as nossas vivências.

A história do desenvolvimento das telecomunicações remonta às descobertas científicas que tiveram lugar ao longo do século XIX. Foram as descobertas na área do eletromagnetismo que criaram as condições para o aparecimento do primeiro sistema de telecomunicações baseado na eletricidade, como é o caso do telégrafo, cuja patente foi registada em 1837, a que se segue a invenção do telefone, um pouco mais tarde, e depois da rádio, por Marconi. Também a televisão, a funcionar desde 1947, constitui um meio revolucionário no âmbito das telecomunicações. A “caixa mágica” leva a todos os lugares do mundo, mesmo aos mais recônditos e inacessíveis, informação, divulgação de conhecimento e de modos e estilos de vida.

Finalmente, nos dias que correm, a utilização dos computadores e a ligação à Internet colocam a sociedade no meio de outra revolução. À distância de um toque de teclado encontra-se disponível informação em quantidade e diversidade difíceis de classificar. O mesmo toque de teclado permite, igual-mente, a comunicação, em tempo real, entre lugares antípodas. As TIC vieram mudar, desta forma, as relações entre pessoas e espaços, o que se traduz em novas formas de organização espacial, social e laboral, entre outras. O teletrabalho e o telecomércio começam a fazer parte do quotidiano de todos nós, comparando-se, por vezes, o impacto destas novas formas de trabalho com o da primeira Revolução Industrial.

• quebrar o isolamento das áreas mais periféricas; • reduzir as assimetrias entre regiões; • dinamizar os mercados; • melhorar a coesão social.

As novas formas de comunicação, aliadas ao aumento do número de serviços disponíveis online, quer de empresas privadas quer públicas, dirigidas a um leque alargado de clientela, a custos baixos, permitem:

A modernização e a rápida evolução registada nos setores dos transportes e das comunicações conduziram a profundas alterações económicas, sociais e culturais e modificaram profundamente o modo como o espaço geografico é apreendido e vivenciado. A articulação e complementaridade entre transportes e telecomunicações permitem, hoje, a partilha da “aldeia global” em que o nosso planeta se transformou e a globalização, processo que parece imparável. O espaço geográfico contrai-se, à medida que o tempo e o custo necessário para o transpor diminui. É um espaço cada vez mais relativo que se apreende e organiza em função de novas variáveis, que conduzem aos conceitos: distância-tempo e distância-custo.

O aumento da mobilidade e da difusão de informação tem conduzido ao aparecimento de novos estilos de vida, de novas formas de trabalho e comércio, de novos modelos de organização do espaço. São responsáveis, sem dúvida, pela redução das assimetrias, pela quebra do isolamento de regiões mais periféricas e pela melhoria da qualidade de vida da população. Também em Portugal, os setores dos transportes e das comunicações assumem cada vez maior relevância em vários domínios da sociedade. Além de contribuírem de forma significativa para o aumento do PIB, os seus efeitos multiplicadores noutros setores da economia devem ser também considerados. Assim, têm contribuído para a modernização das empresas nacionais e para apoiar a fixação de empresas estrangeiras no território nacional. Salienta-se, igualmente, o seu papel na aproximação das áreas mais desenvolvidas com as mais periféricas.

Estes setores, funcionando de forma indissociável e articulada, constituem-se como um suporte fundamental para a promoção de novos fatores de crescimento e para a renovação do modelo de crescimento económico português, assim como para a ligação de Portugal à Europa e ao resto do mundo, permitindo uma integração plena na “aldeia global”. Torna-se, desta forma, fundamental garantir e proporcionar a todos os cidadãos portugueses condições de igualdade no acesso aos transportes e as novas tecnologias da informação, pelo que é necessário investir nas diferentes redes, na sua modernização e também na formação, tendo em vista o domínio das novas tecnologias.

Estes setores não estão, contudo, isentos de perigos, que é necessário minimizar. Nos transportes, a segurança continua a ser um tema que não pode ser esquecido e que deve sempre ser reforçado, tendo em vista as perdas humanas, materiais e até ambientais registadas, referindo-se a este propósito que Portugal é o país da União Europeia, a par com a Grécia, com maior sinistralidade rodoviária.

A alteração desta situação deve ser feita através da implementação de campanhas de prevenção e de educação para a prevenção rodoviária e também através de ações de intervenção que tenham em vista melhorar, corrigir ou construir novas infraestruturas viárias, adaptadas aos transportes atuais e às novas regras de segurança. Também no domínio do ambiente se registam fortes impactos. A poluição (atmosférica, sonora, vi-suall é responsável não só por desequilíbrios ecológicos difíceis de corrigir ou até de ultrapassar, mas também por doenças, quer do foro fisiológico quer do foro psicológico. O combate a estes problemas exige informação, educação e mudança de mentalidades.

Fim