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Beatriz Antunes

Galeria dos HeterónimoseEscrita Criativa

Alberto Caeiro

Álvaro de Campos

Ricardo Reis

Heterónimos

Engrenagens Humanas

Ricardo Reis

Considero que este tabuleiro de xadrez tem semelhanças para com Ricardo Reis visto que num tabuleiro, cada peça só pode ser movimentada de uma maneira específica, controlada por alguém, tal como o mesmo acredita que o ser humano só pode seguir um caminho, controlado pelo destino.

  • Verbos: Apegar, Seguir, Guiar, Ensinar
  • Nomes: Destino, Curso, Caminho
  • Adjetivos:

Alberto Caeiro

Considero que esta flor tem haver com o Alberto Caeiro visto que este aprecia a natureza e simplicidade da vida.

  • Verbos: Olhar, Ouvir, Existir, Confiar, Ignorar
  • Nomes: Flor, Natureza, Simplicidade
  • Adjetivos: Simples, Natural

Álvaro de Campos

Considero que esta pintura se assemelha a Álvaro de Campos pois dentro da mancha preta vemos várias caras muito parecidas e sem nada que as torne únicas, sem terem formas de pensar muito distantes umas das outras, podendo assim intrepertar que as mesmas seriam o resto do mundo que pensa de forma diferente de Álvaro de Campos mas de forma igual entre si. Além disso, estas caras podem ser vistas como máscaras que as pessoas põe para não serem perseptíveis as suas imperfeições. A mulher ruiva que aparece no lado direito apresenta várias emoções relacionadas ao tipo de cores usadas (vermelho-raiva, amarelo-excitação, azul-melancolia) que são emoções que Álvaro de Campos demonstra em seus poemas.

  • Verbos: Matem-me, Esganem-me, Penso, Juntar
  • Nomes: Máscara, Economia, Vontades, Alma
  • Adjetivos: Corajoso, Terror, Manso, Coitadas, Desesperadas

Tenho medo que chegue o meu diaMatem-me, esganem-me, deixem-me a sangrarNunca lhes farei companhiaNunca a uma engrenagem irei me juntarPenso, que nada mais que pensoE não chego a conclusão nenhumaManso, nunca serei tão mansoE não me deixarei levar nesta falsa brumaArranquem as máscaras ó povo corajosoMais uma vez chegou a vossa chance de brilharDesta vez não partiremos em guerraDesta vez iremos estas pobres almas libertarPra que uma pessoa nunca tenha que seguir outraE que por ela própria possa pensar

Economia roda ao custo das pessoasNão existem melhores engrenagens,Que aquelas que não perguntam um porqueControladas nunca ficam desesperadasTêm sempre que fazer, coitadas...Estas são moldadas cui-da-do-sa-men-te Para fazerem a máquina andarSerão julgadas fervorosamenteSe por outro caminho decidirem optarTêm medo que as máquinas se façam genteOhhh que terror que não espera por chegarSeres que não vêm claramente, Seres que em máquinas se estão a tornarSerei a uníca a perceber a monotonia deste mundoO som das máquinas me enche o pensamentoToda a humanidade pintada de cinzentoSerá essa cor culpa do carvão queimadoOu das vontades destas almas a mecanizar

Engrenagens Humanas