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Doença no sistema cardiovascular

O que é a amiloidose cardíaca?

A amiloidose cardíaca é uma doença cardiovascular, na qual ocorre nos tecidos do coração, uma acumulação anormal de proteínas, as amiloides. Estas proteínas são geralmente produzidas pelo fígado ou por células do sistema imunológico e multiplicam-se de maneira anormal, formando depósitos insolúveis nos órgãos e tecidos e interferindo no funcionamento normal do principal órgão afetado, o coração.

Amiloidose cardíaca

Diferentes tipos de Amiloidose Cardíaca

Como é que esta doença é diagnosticada?

4 Curiosidades sobre o Sistema Cardiovascular

O Sistema Cardiovascular e a Circulação Sanguínea

Quais são os sintomas da Amiloidose Cardíaca?

Tratamento da Amiloidose Cardíaca

Prevalência da Amiloidose Cardíaca no Mundo

Anatomia do Coração Humano

4 Curiosidades sobre o Sistema Cardiovascular O sistema cardiovascular é uma parte fascinante do corpo humano, com grande complexidade e muito importante para a saúde e o funcionamento do corpo humano. Aqui estão 4 curiosidades interessantes sobre o mesmo: O Coração Bate Milhões de Vezes: Durante toda a nossa vida, o coração bate cerca de 2,5 bilhões de vezes, continuando a bater, sem descanso, desde o momento do desenvolvimento embrionário até a morte. Comprimento dos Vasos Sanguíneos: Se todos os vasos sanguíneos do corpo humano fossem esticados em linha reta, teriam um comprimento de cerca de 96.500 km, que seria suficiente para circundar a Terra mais de duas vezes. Produção de Sangue: O corpo humano produz cerca de 2,5 milhões de glóbulos vermelhos por segundo para substituir os que são destruídos naturalmente ou perdidos devido ao sangramento. A Capacidade de Bombear Sangue: O coração humano médio é capaz de bombear cerca de 5 litros de sangue por minuto em repouso. Durante o exercício intenso, esse número pode aumentar significativamente.

Diferentes tipos de Amiloidose Cardíaca Existem 2 tipos de amiloidose, classificados de acordo com o tipo de proteína amiloide envolvida. Amiloidose cardíaca de cadeia leve (AL): É a forma mais comum de amiloidose cardíaca. Neste caso, as proteínas envolvidas são as cadeias leves de imunoglobulinas, que são componentes das células do sistema imunológico e produzidas em excesso. Este tipo de amiloidose pode estar associado a distúrbios do sistema imunológico ou a cancros, como o mieloma múltiplo, por exemplo. Amiloidose cardíaca de transtiretina (ATTR): A amiloidose cardíaca de transtiretina (ATTR) é um subtipo de amiloidose que envolve a proteína transtiretina, produzida pelo fígado e conduz a hormona transportadora de tiroxina e a vitamina A no sangue. Na ATTR, a transtiretina forma depósitos anormais de amiloide nos tecidos e pode apresentar-se como hereditária, causada por mutações genéticas na proteína transtiretina, ou relacionada à idade, associada ao envelhecimento.

O Sistema Cardiovascular e a Circulação Sanguínea O coração é o órgão central do sistema cardiovascular e está situado na cavidade torácica, ligeiramente deslocado para a esquerda, entre os dois pulmões e acima do diafragma, sobre o qual repousa. Este órgão muscular oco encontra-se dividido em duas metades que não comunicam entre si, por paredes membranosas ou musculares, os septos: a parte direita e a parte esquerda (que contém ambas duas cavidades, uma aurícula e um ventrículo). As aurículas, em posição superior, são mais pequenas e apresentam paredes mais finas do que os ventrículos, em posição inferior. As aurículas comunicam com os ventrículos através de aberturas, as válvulas auriculoventriculares (válvula tricúspide, do lado direito, e a válvula bicúspide ou mitral, do lado esquerdo). Também existem válvulas entre os ventrículos e as artérias, que se apelidam de válvulas semilunares ou sigmoides. O coração atua como uma bomba muscular que impulsiona continuamente o sangue em circuito fechado ao longo de uma rede complexa e bem organizada de vasos sanguíneos, assegurando a sua distribuição a todas as partes do corpo. Assim, o sistema cardiovascular é constituído pelo coração, o órgão propulsor da corrente sanguínea, por uma rede de vasos sanguíneos, onde se incluem artérias, veias e capilares sanguíneos, e pelo sangue, um fluido circulante. O sangue venoso (rico em dióxido de carbono) de todas as partes do corpo, entra no lado direito do coração através das veias cava superior e inferior, é transportado para a aurícula direita, passa pela válvula tricúspide (que abre para permitir a passagem do sangue da aurícula para o ventrículo e fecha, de seguida, para impedir o retorno do sangue) e é bombeado para o ventrículo direito. Por sua vez, o ventrículo direito bombeia o sangue em direção à artéria pulmonar que o conduz aos pulmões. Nesta fase do processo, as válvulas semilunares abrem para permitirem a passagem do sangue dos ventrículos para as artérias e fecham, de seguida, para impedirem o retorno do sangue. O sangue arterial (rico em oxigénio) dirige-se ao lado esquerdo do coração, que chega dos pulmões através das veias pulmonares. Em seguida, é conduzido para a aurícula esquerda, passa pela válvula bicúspide (que abre para permitir a passagem do sangue da aurícula para o ventrículo e fecha, de seguida, para impedir o retorno do sangue) e é bombeado em direção ao ventrículo esquerdo. Do ventrículo esquerdo o sangue segue para a artéria aorta que o transporta para todas as partes do corpo. Tal como no lado direito, as válvulas semilunares abrem para permitirem a passagem do sangue dos ventrículos para as artérias e fecham, de seguida, para impedirem o retorno do sangue. Assim, o sistema cardiovascular é constituído pelo coração, o órgão propulsor da corrente sanguínea, por uma rede de vasos sanguíneos, onde se incluem artérias, veias e capilares sanguíneos, e pelo sangue, um fluido circulante.

Prevalência da Amiloidose Cardíaca no Mundo A prevalência da amiloidose cardíaca varia consideravelmente em diferentes partes do mundo. Por exemplo, a amiloidose cardíaca primária ou de cadeia leve (AL) é a forma mais comum de amiloidose cardíaca e representa a maioria dos casos. Estima-se que a incidência anual de amiloidose AL varie de 8 a 12 casos por milhão de pessoas em países ocidentais, embora esses números possam variar dependendo de fatores como a idade da população, a disponibilidade de diagnóstico e a prevalência de condições associadas. Em resumo, não há um número específico único para identificar a prevalência global da doença devido à sua natureza variada e aos desafios associados ao diagnóstico e à pesquisa em diferentes regiões. No entanto, a consciencialização crescente e os avanços no diagnóstico estão a contribuir para uma melhor compreensão da doença em todo o mundo.

Tratamento da Amiloidose Cardíaca O tratamento da amiloidose cardíaca visa controlar os sintomas, reduzir a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente e para isso, é fundamental um acompanhamento médico regular para ajustar o tratamento conforme necessário e ajudar a prevenir complicações. Podem ser prescritos medicamentos, como os diuréticos, betabloqueadores, inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA) e outros conforme necessário, para controlar a insuficiência cardíaca, arritmias e pressão arterial elevada, por exemplo. Alguns medicamentos podem ainda ajudar a reduzir a produção de proteínas amiloides no organismo ou atrasar a sua acumulação nos tecidos. Estes são o tafamidis e o diflunisal, que são específicos para a ATTR. Em casos específicos e já avançados de amiloidose cardíaca, o transplante cardíaco é considerado como a melhor opção de tratamento.

Sintomas desta doença Os sintomas da amiloidose cardíaca podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns dos sinais comuns incluem fadiga persistente, dispneia, inchaço e edema nas pernas, palpitações cardíacas rápidas, fortes ou irregulares, dores no peito, perda de peso involuntária, pressão arterial baixa ou elevada e problemas gastrointestinais ou renais. Estes sintomas são variáveis dependendo do estágio da doença e do tipo de amiloidose e a sua gravidade depende da quantidade de amiloides acumulados e do impacto no funcionamento cardíaco. É importante salientar que a amiloidose cardíaca é muitas vezes subdiagnosticada devido à sua apresentação clínica diversificada e à sua semelhança com outras condições cardíacas.

Diagnóstico da Amiloidose Cardíaca A amiloidose cardíaca é diagnosticada através de uma combinação de métodos clínicos, exames de imagem e análises laboratoriais. Em primeiro lugar o médico irá obter informações detalhadas sobre os sintomas do paciente, o histórico médico pessoal e familiar, bem como a realização de um exame físico completo. Existe a possibilidade da realização de testes de sangue para medir os níveis de certas proteínas, como a proteína C reativa (PCR), que pode estar elevada caso a doença esteja presente. São realizados, também, o eletrocardiograma (ECG) (que regista a atividade elétrica do coração e pode revelar anormalidades no ritmo cardíaco ou na condução elétrica, que podem ser indicativas de amiloidose cardíaca) e o ecocardiograma (que é um exame de imagem utilizado para observar imagens do coração em movimento podendo indicar aumento da espessura da parede do coração e outras alterações que sugerem amiloidose cardíaca). A Ressonância magnética cardíaca (RMC) é outra técnica de imagem que pode fornecer imagens detalhadas do coração, permitindo uma avaliação mais precisa da estrutura e função cardíaca. A confirmação definitiva do diagnóstico muitas vezes requer uma biópsia, na qual um pequeno pedaço de tecido cardíaco é retirado para análise sob um microscópio. Isto permite a identificação de depósitos de amilóide no coração. O diagnóstico da amiloidose cardíaca requer muitas vezes uma abordagem multidisciplinar, envolvendo cardiologistas, hematologistas, patologistas e outros especialistas.