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Consequências das Dinâmicas Demográficas Mundias

Trabalho realizado por: Ariana Lameira, n.º3; Cátia Ferreira, n.º7; Matilde Rocha, n.º16.12.ºC

Introdução

  • Com este trabalho, pretende-se estudar as consequências das principais dinâmicas demográficas mundiais.
  • Os diferentes ritmos demográficos, caracterizados por uma estabilização e, por vezes, diminuição, da população nos países desenvolvidos e por um rápido crescimento demográfico nos países menos desenvolvidos, assim como a destribuição desigual da população à superfície da Terra, dividem-se em diversos e distintos problemas demográficos.
  • O planeta Terra está perto de atingir a sua capacidade de carga, devido ao contínuo aumento da população mundial e ao ritmo cada vez mais elevado de consumo de recursos naturais e de degradação ambiental.
  • A sobrepopulação não é só associada ao número total de habitantes mas também ao impacte que esses habitantes têm sobre o planeta, pelo que tanto os os países em desenvolvimento como os países desenvolvidos são responsáveis por este problema.

  • Total de indivíduos de uma dada espécie que o planeta pode suportar sem degradação, isto é, sem prejuízo da qualidade de vida.
  • Sempre que a população excede a capacidade de carga que lhe corresponde, a degradação ambiental torna-se inevitável.

  • Situação associada a um excesso de população relativamente aos recursos e à capacidade produtiva de uma determinada área.

Nos países em desenvolvimento...

  • A elevada proporção de população jovem registada em vários países em desenvolvimento, principalmente em África, não é acompanhada pelo desenvolvimento económico e social, conduzindo a um grave desequilíbrio entre população e recursos naturais, o que origina diversas consequências:
Consequências demográficas:
  • Elevado crescimento natural, que origina uma elevada pressão sobre os recursos naturais;
  • Aumento do ritmo de crescimento da taxa de urbanização, já que a população jovem tende a migrar cada vez mais para as cidades, que oferecem maiores oportunidades laborais.

Nos países em desenvolvimento...

Consequências económicas:

  • Elevados encargos económicos com a educação e a formação do elevado número de jovens;
  • Elevado desemprego e subemprego, o que promove: a emigração; situações de pobreza; e atividades ilícitas, como, por exemplo, a prostituição e o tráfico de drogas;
  • Falta de mão de obra qualificada, devido aos baixos níveis de educação e formação, o que condiciona negativamente a atividade produtiva.

Nos países em desenvolvimento...

Consequências sociais:

  • Aumento dos bairros de lata, devido à escassez de oferta de habitação;
  • Incremento do número de casos de fome e subnutrição, uma vez que há maior necessidade de alimentos.
Consequências ambientais:
  • Forte pressão sobre os recursos naturais, devido ao elevado crescimento populacional, que provoca problemas como a destruição dos habitats, a escassez de água e a degradação dos solos.

Nos países desenvolvidos...

Consequências demográficas:

  • Diminuição da taxa de natalidade, já que se verifica uma redução da proporção de jovens;
  • Aumento da taxa de mortalidade, devido ao progressivo envelhecimento da população;
  • Reduzido crescimento natural, que é, em vários
países desenvolvidos, negativo.

Nos países desenvolvidos...

Consequências económicas:

  • Agravamento das contas públicas (encargos com a saúde, assistência a idosos, pensões, etc.);
  • Diminuição da população ativa, uma vez que ao o número de jovens decrescer, dá-se um desequilíbrio entre a população ativa e a população dependente (jovens e idosos);
  • Aumento da carga fiscal sobre a população ativa, para evitar a falência dos sistemas de Segurança Social;
  • Agravamento da situação económica dos idosos, que necessitam, muitas vezes, de apoios para poderem sobreviver, devido às baixas reformas.

Nos países desenvolvidos...

Consequências sociais:

  • Perda do espírito de empreendorismo, de inovação e de recetividade à mudança, característicos da população jovem;
  • Aumento do número de casos de solidão e de isolamento dos idosos;
  • Importância dos idosos no auxílio dos filhos (ajudas na compra
de habitação, etc.) e dos netos ( papel complementar ao dos pais). Consequências ambientais:
  • Forte pressão sobre os recursos naturais, não por causa do excesso populacional, mas sim devido aos elevados padrões de consumo e aos estilos de vida adotados.

Medidas para atenuar os desequilíbrios demográficos

  • Os países apresentam distintas estruturas etárias, que levam à necessidade de os governos adotarem diferentes políticas demográficas.
  • Estas políticas demográficas podem ser implementadas de forma mais ou menos duradoura, em função das necessidades dos países nos planos demográfico e económico.
  • Existem dois tipos de políticas demográficas, as antinatalistas (conjunto de medidas que têm como objetivo reduzir a natalidade para diminuir o crescimento da população) e as natalistas (conjunto de medidas que visam aumentar a natalidade, para rejuvenescer a população).

Medidas antinatalistas

  • Muitos dos países em desenvolvimento, sobretudo os países menos avançados, apresentam, na atualidade, um rápido crescimento demográfico.
  • Para contrariar esse crescimento, os governos aplicam um conjunto de medidas antinatalistas, que se caracterizam em liberais e/ou repressivas.
Medidas liberais (exemplos): - Atribuição de subsídios a casais com menos filhos; - Divulgação do planeamento familiar e dos diferentes métodos contracetivos, bem como a promoção da sua distribuição; - Legislação da interrupção voluntária da gravidez (aborto); - Realização de campanhas de informação que promovam o filho único.

Medidas antinatalistas

Medidas repressivas ou punitivas (exemplos): - Esterilização forçada da mulher e/ou do homem; - Atribuição de penalizações a casais com mais de um filho ( por exemplo, a diminuição do salário, dificuldades no acesso ao emprego e à aquisição de habitação).

  • Devido à adoção de medidas repressivas, várias famílias de muitos países em desenvolvimento recorrem à prática do infanticídio (morte provocada das crianças), sobretudo de raparigas, e do aborto seletivo (de bebés do sexo feminino).

Consequências das medidas antinatalistas

  • Quando aplicadas por um longo período de tempo, as medidas antinatalistas podem reduzir de forma tão drástica a natalidade que, aquilo que inicialmente surgia como a solução, passa, após alguns anos, a tornar-se um problema.
  • Isso aconteceu na China, onde a política do filho único,
levada a cabo pelo governo chinês por mais de 35 anos, conduziu a desequilíbrios na estrutura demográfica do país, tendo sido abolida em 2015.
  • Mais recentemente, na Argentina, a adoção de medidas antinatalistas tem resultado na redução drástica da fecundidade, compremetendo a renovação de gerações no país.

Medidas natalistas

  • Os países desenvolvidos, por sua vez, enfrentam , na sua grande maioria, um decréscimo populacional e um envelhecimento demográfico.
  • Nos países da União Europeia, por exemplo, o índice sintético de fecundidade encontra-se bastante abaixo do índice de renovação das gerações.
  • Assim, surge a necessidade de promover medidas natalistas, que potenciem o aumento da natalidade e da fecundidade e assegurem a renovação das gerações.
Medidas natalistas (exemplos): - Atribuição de subsídios (como o abono de família) mais elevados e proporcionais ao número de filhos; - Alargamento do período de licença de maternidade e de paternidade;

Medidas natalistas

- Aumento do número de creches e infantários públicos;- Redução do horário de trabalho para a mãe durante o período de amamentação;- Flexibilidade do horário de trabalho;- Acesso facilitado à aquisição de habitação por parte de famílias numerosas;- Benefícios fiscais a famílias mais numerosas.

Consequências das medidas natalistas

  • Apesar de tudo, muitos demógrafos defendem que a aplicação destas medidas nem sempre resulta na subida consistente da natalidade e da fecundidade.
  • Também a mentalidade das pessoas em relação a ter filhos ou não e a conjuntura económica dos países, detêm um papel fundamental nesta questão.
  • Os esforços para aumentar a fecundidade têm, normalmente, efeitos temporários e não transformações duradouras.

Soluções para resolver os problemas nas cidades

  • Até 2050, entre 70% a 80% da população irá viver em áreas urbanas, por isso é fundamental o planeamento urbano inteligente e as estratégias de desenvolvimento urbano.
  • Para 2030, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 da ONU anuncia vários objetivos, como:
- Reduzir o impacto ambiental nas cidades; - Proporcionar acesso a sistemas de transporte seguros, económicos, acessíveis e sustentáveis para todos, nomeadamente através da expansão dos transportes públicos; - Melhorar a urbanização inclusiva e sustentável e a capacidade para o planeamento.
  • Os transportes e o planeamento urbano podem efetuar um papel importante, pois a mobilidade pessoal retrata 17% da pegada de carbono da humanidade.

Soluções energéticas

  • Para combater as alterações climáticas e melhorar o equilíbrio entre a pegada ecológica e os recursos renováveis do planeta, a descarbonização da economia é a melhor opção.
  • Ultimamente, a possibilidade de eliminar lentamente os combustíveis fósseis, ganhou destaque como uma estratégia para melhorar a auto-suficiência energética dos países em períodos de turbulência.
  • Esta estratégia é financeiramente favorável e também
leva a vantagens e oportunidades diferenciadoras de negócios que estão alinhadas com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7 da ONU que apela ao aumento da prestação de energias renováveis até 2030.

Soluções alimentares

  • Uma finalidade do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12 da ONU é diminuir as perdas alimentares até 2030 e, para além disso, reduzir para metade o desperdício alimentar global.
  • Também se chegou à conclusão de que o desenvolvimento deve caber nos orçamentos do nosso planeta, para ser sustentável, visto que cada vez mais países dependem de alimentos vindos do estrangeiro.
  • Esta especialização global na produção alimentar pode diminuir a resilência dos sistemas alimentares, assim como pode conduzir a ganhos de eficiência, especialmente para países que tem baixos rendimentos e que importam alimentos líquidos. Estes países assim são mais expostos aos choques alimentares.

Soluções planetárias

  • Água limpa, ar limpo e solo fértil são fundamentais para proporcionar à população a saúde física e os alimentos que precisamos no dia a dia para crescer.
  • Os ecossistemas naturais assim como as florestas e os oceanos são fundamentais para o nosso planeta permanecer habitável.
  • As nossas economias encontram-se limitadas devido à utilização abundante dos recursos biológicos do planeta e para salvaguardar que continuaremos com um planeta saudável, tem de se proceder a várias medidas:
- Conservação clássica; - Restauração; -Agricultura regenerativa e pesca sustentável.
  • Estas soluções estão presentes nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 14 e 15 da ONU e apelam para a conservação e utilização sustentável dos recursos marítimos e para a proteção, restauração e promoção da utilização sustentável dos ecossistemas terrestres.

Soluções populacionais

  • As Nações Unidas prevêm que viverão no planeta, até 2100, entre 7,3 e 15,6 mil milhões de pessoas.
  • A pressão sobre o planeta aumenta conforme a população cresce e, por isso, são promovidas soluções, como por exemplo, o empoderamento de mulheres e meninas. Porém, a população é um assunto delicado, cheio de preconceitos.

Conclusão

  • Em suma, com este trabalho ficámos a conhecer melhor as consequências das dinâmicas demográficas mundiais, bem como soluções dos vários tipos (demográficas, energéticas, populacionais, planetárias e alimentares) para atenuar as mesmas.
  • Ainda, foi possível estudar mais profundamente o crescimento demográfico nos países desenvolvidos e nos países em desenvolvimento e as medidas natalistas e antinatalistas (como essas se procedem e os seus resultados), que se enquadram nas soluções demográficas.