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Análise e Compreensão das Cenas VII à XII do Ato III

Abri um livro para começar a minha leitura, mas só me consigo lembrar do dia trágico que perdi a minha querida filha. Recordo vivamente o dia que aceitei o meu destino, ingressar na vida religiosa. No entanto, ainda tinha esperança que Romeiro fosse um impostor e que a minha família tivesse salvação. E Telmo parecia tentar dizer-me algo, mas Frei Jorge impediu-o. Penso todos os dias no que ele quis ter-me dito, mas pelo olhar dele consegui perceber que tinha o mesmo objetivo que eu, evitar o fim trágico da minha família.Relembro todos os momentos passados com Manuel, apesar de saber que o nosso amor era impossível e apesar de saber que ingressar no caminho católico seria o melhor para ambos e para toda a família, eu acreditava que o mesmo poderia partilhar da mesma opinião que eu, ou seja, que poderia existir alguma hesitação perante o assunto.No dia fatal cantava um coro de frades, chamavam por mim para este refúgio de infelizes e reforçavam a vida religiosa que teria que levar, já não me aguentava com tantas desgraças.De princípio eu estava muito hesitante em dedicar por completo a minha vida a Deus, porém as palavras de D. Manuel, que lembro até hoje, "Ainda ontem falávamos dos condes de Vimioso. Ânimo, e ponhamos os olhos naquela cruz" e a sua atitude de fugir, fizera-me aceitar o meu destino, embora ainda esperasse que o Romeiro fosse um impostor. Mas, eu já deveria saber da desgraça iminente que viria a cair sobre a minha família, sobre o meu casamento quando referi o trágico amor dos condes de Vimioso. Agora, graças aquela trágica vinda do Romeiro, eu e o meu querido Manuel caminhamos para o mesmo fim. Como eu gostava de ter salvo a minha família, como gostava de tê-los salvo da desonra e vergonha que iria cair nos nossos nomes. Como gostaria de ter protegido a minha filha Maria.Naquela sexta-feira em que minha querida filha havia falecido apercebi-me que ela estava revoltada pelo simples facto de estar a fazer inúmeras perguntas retóricas no qual sentia que era injusto eu e D. Manuel ingressarmos na vida religiosa e deixar tudo para trás.

Análise e Compreensão das Cenas VII à XII do Ato III

Maria, minha filha, desde que viu o Romeiro e aquele quadro, que nunca ficou descansada em relação ao futuro da nossa família, todas aquelas noites onde mal dormiu devido a todos aqueles seus devaneios, que acabaram por a levar à previsão do futuro trágico que a nossa familia teria. Eu acho que o Romeiro pediu ao Telmo para tentar salvar o meu casamento com Manuel para proteger a minha filha da desgraça e desonra que lhe viria a cair em cima por causa da vinda de D. João e também, porque se arrepende dos seus atos. Isto agora faz parte do meu passado, um capítulo encerrado.

Grupo de trabalho:Adriana Martins n.º1Francisco Costa n.º8João Araújo n.º1111.ºCAna Teresa n.º2Inês Ferreira n.º411.ºC1

Grupo de trabalho:Adriana Martins n.º1Francisco Costa n.º8João Araújo n.º1111.ºCAna Teresa n.º2Inês Ferreira n.º411.ºC1