Want to make creations as awesome as this one?

Transcript

Camilo Castelo Branco

Amor de Perdição

Watch

Recursos e Apontamentos

O Narrador e as críticas

As características românticas da obra

O tempo e os espaços

As personagens

As Linhas de ação/ resumo de Capítulos

Análise de Excertos

A Obra Integral

Cap.16

Cap.11

Cap.20

Cap.18

Cap.19

Cap.17

Cap.15

Cap.7

Cap.6

Cap.5

Cap.4

Cap.3

Cap.2

Resumo dos Capítulos

Cap.14

Cap.13

Cap.12

Cap. 10

Cap.9

Cap.8

Cap.1

Introdução

Linhas de ação

13

12

11

10

Linhas de ação

Teresa é forçada à vida conventual. Capítuo 8 «O pai arrastou Teresa para o convento»

Domingos e D Rita Acordam com o chorar das filhas porque o seu irmão Simão matou um homem D. Rita e Domingos discutem e Domingos recusasse a ajudar Simão a sair desta situação, afirmando que já não o considera um filho São comentadas várias tentativas de ajudar o Simão, pelo meirinho e D. Rita, mas Domingos mostra-se relutante e Simão recusa-se a mentir sobre o crime que cometeu, mostrando-se orgulhoso do ato cometido. O juíz vai falar com o Simão para lhe dizer que o seu pai recusa-se a ajuda-lo e Simão mostra-se indiferente e é aconselhado a falar com a sua mãe, pelo que recebe uma carta sua, dizendo que não o pode ajudar e que não conseguiu mudar a decisão de seu pai. Simão descobre que o dinheiro provinha de Mariana e João da Cruz, e dispensa o criado mandado por sua mãe, como um ato do seu orgulho. Entre Mariana, lavada em lágrimas e Simão mostra-se preocupado com ela e seu pai. Mariana atualiza-o em relação à situação de Teresa e aconselha-o a ter paciência que tudo ficaria bem.

Domingos José Correia Botelho de Mesquita e Meneses casa em 1779 com D. Rita Teresa Margarida Preciosa da Veiga Caldeirão Castelo Branco (pai de Simão) neta de António de Azevedo Castelo Branco Pereira da Silva Domingos teve 10 anos com um amor não correspondido com D.Maria (rainha de Portugal) tinha uma vocação para tocar flauta, e sustentou-se durante 2 anos com isso, avô de Simão (pai de domingos) suspendeu-lhe a mesada durante 2 anos porque o seu irmão estava na prisão por matar alguém e não tinha dinheiro suficiente Domingos Botelho em 1767 forma-se, Fernão Botelho, seu pai, foi bem aceite em Lisboa ao contrário do seu filho, especialmente pelo duque de Aveiro isso pôs ele em risco, no golpe de tentativa regicida de 1758, em qual o mesmo foi preso numa masmorra mas depois libertado e ficou bem visto pelo conde de Oeiras, porque fez-lhe um favor. Não se sabe como ele ficou a dar-se bem com D.Maria I nem Pedro III, mas diz se que ele fazia a rainha rir com as suas graças mas de certo que ele começou a frequentar o paço e a receber de uma soberana um bom salário, e com isso o aspirante juiz se esqueceu de si, do teu futuro, e do ministro da justiça que lhe confiou o cargo de juiz. Ele se atreveu aos amores do paço, não fez poesia como Luís de Camões ou Bernardim Ribeiro(não era culto); mas tentava enamorar a rainha. Acabou por se casar com D. Rita Preciosa que era ama de D. Maria I. Apesar de ser feliz com ele sentia falta da vida na realeza, apesar disto não impediu-a de ter filhos, 2 meninos e 3 meninas. O mais velho era Manuel, o segundo Simão; uma das meninas era Maria, a segunda Ana, e a última, Rita. Em 1784 nasceu Simão, e após algum tempo teve transferência para Vila Real, a sua ambição suprema Após chegarem a uma vila muito antiquada, Rita estava com desgosto do sítio. Domingos Botelho era inseguro, não tinha nenhuma história em que um marido e a sua mulher ficavam juntos para sempre, usando a história de Vulcano e Vénus como exemplo ( Vénus traía Vulcano com Marte) Manuel tinha 22 anos e frequenta o segundo ano jurídico, Simão tinha 15 e estava a estudar humanidades em Coimbra Manuel escreveu ao pai a dizer que tinha medo de viver com o irmão pelo seu "gênio sanguinário". Diz que cada passo que dá se vê ameaçado de vida, porque Simão gasta em pistolas o que devia gastar em livros Simão era rebelde, convivia com os mais famosos perturbadores da academia, e corria á noite pelas ruas a insultar os habitantes e provocando-as á luta Domingos diz que admira a bravura de Simão e diz a D. Rita que é parecido ao seu bisavô Paulo Botelha Correia, o mais valente fidalgo que alguma vez houve em Trás-os-Montes Manuel, cada vez mais envergonhado com os violentos atos de Simão, sai de Coimbra antes das férias e vai a Viseu pedir ao pai que lhe dê outro destino. D. Rita quer que o seu filho seja cadete de cavalaria. De Viseu parte então para Bragança Manuel Botelho, entrando para a nobre escola dos quatro costados para ser cadete. No entanto, Simão volta a Viseu com os seus exames feitos e aprovados. O pai maravilha-se do talento do filho, e desculpa-o pela extravagância por amor do talento. Pede-lhe explicações pela zanga com Manuel, e ele responde apenas que o seu irmão o queria forçar a viver monásticamente. Simão após se meter numa luta de rua acaba preso após pedido do pai. A mãe deu dinheiro a Simão para ele fugir para Coimbra, o pai porem promete que vai encontrá-lo em Coimbra, o que deixa a mãe furiosa com Domingos, chamando-lhe “brutal nas suas vinganças”, e “estúpido juiz de uma rapaziada”.

Simão começa o capítulo ferido, tendo sido baleado por um dos criados de Baltasar. João da Cruz tenta curá-lo, mas estes ferimentos provam ser mais sério do que pensava. Ele, no entanto, estava mais preocupado em saber de Teresa, quando recebeu uma carta de Teresa chega, que Simão leu rapidamente. Para a acalmar, respondeu-lhe quão rápido conseguia. Disse-lhe para o avisar caso o Pai dela cumpra as ameaças dele do convento, e quase não falou dos seus ferimentos, para não se preocupar mais. Entretanto, Baltasar foi marcar presença perante a lei, e confirmou que os homens mortos na outra noite eram seus criados, mas que não tinha suspeitas se quem os matou. Devido aos eventos passados, Tadeu de Albuquerque enviou Teresa para um convento em Viseu, para onde ela levou tinteiro e folhas para escrever a Simão. Após uma interação com as irmãs de Baltasar, chegou ao convento, onde proclamou que se sentia livre, pois o seu coração estava finalmente livre. Brevemente apercebeu-se que a vida dela no convento não seria tão "livre de coração" como ela pensava. Quando fala com algumas das freiras, apercebe-se que também elas vivem cheias de mentiras e intrigas que este sitio é tudo menos um "refúgio de virtude". Quando está prestes a dormir, decide escrever mais uma vez para Simão.

Cenas importantes: • A família de Simão muda-se de Viseu para Vila Real • Simão é preso e condenado à forca • Mariana continua ao lado Simão na prisão • Mariana ao saber da sentença pede que a matem O capítulo 12 começa com a família de Simão a mudar-se de Viseu para Vila Real. O narrador transcreve parte de uma carta de uma das irmãs de Simão (escrita 57 anos depois do sucedido) em que ficamos a saber que Simão foi condenado à forca e as reações da sua família a esta condenação. No dia do julgamento, Simão assume o crime e tem uma atitude agressiva quando o nome de Teresa é proferido. Também sabemos que o pai de Simão não pretendia ajudar o filho na sua libertação, mas um membro da sua família, António da Veiga, seu tio-avô, ameaça suicidar-se caso Domingos Botelho não interceda a favor do filho. Depois do julgamento, o narrador relata os comentários de algumas pessoas acerca desta condenação. Mariana entra em delírio e pede que a matem. Devido a este estado de loucura Mariana deixa de visitar Simão.

João da Cruz fica aflito pois apercebe-se de que não chegarão a tempo de salvar Simão, quando este é apanhado numa emboscada levando um tiro de um dos criados de Baltasar. O ferrador(João da Cruz) quer matar o criado mas Simão opõe-se à ideia. João, contrariado, parece finalmente ceder à vontade de Simão , deixando o criado viver, mas por fim, acaba por inventar uma desculpa para voltar ao sítio onde o deixaram , matando-o. Simão tem um momento de horror perante as palavras de João(o facto deste ter matado um homem ferido e que implorou pela sua vida : homicida).

No dia 13 de março de 1805, na cadeia do Porto, Simão tem perto de si as cartas de Teresa, o que escrevera no cárcere de Viseu e o avental de Mariana. Aí escreve as suas reflexões, quando é interrompido por João da Cruz, que lhe diz que Mariana «voltou ao seu juízo». Simão pede-lhe que entregue uma carta no convento de Monchique, o que vem a acontecer. Simão alegra-se com a certeza de que pode voltar a corresponder-se com Teresa. Informado de que Mariana regressaria para o ajudar, Simão exprime a culpabilidade de se sentir responsável pelo destino da filha do ferrador, considerando-a um «anjo de caridade». João da Cruz conta-lhe uma história reveladora da «bravura da moça» e, emocionado, revela saber a profunda paixão de Mariana por Simão.

Teresa recusa um casamento por conveniência com Baltasar Coutinho. Capítulo 3 «Horas depois chamou a filha, mandou-a sentar ao pé de si, e, em termos serenos e gesto bem-composto, disse-lhe que era a sua vontade casá-la com o primo; porém, que ele já sabia que a vontade da sua filha não era essa. Jurou que a não lhe bateria mas também não consentiria que ela, esfregando os pés na honra do pai, se desse de coração ao filho do seu maior inimigo.»

Os jovens iniciam uma relação secreta pois as famílias são inimigas. Capítulo 2 «E este amor era singularmente discreto e cauteloso. Viram-se e falaram-se durante três meses, sem fazer desconfiar a vizinhança, e nem sequer dar suspeitas às duas famílias.»

O pai de Teresa não aceita a impureza do sangue do corregedor (juiz, pai de Rita e Simão Domingos Botelho) para acordar os 2 jovens em casamento; O magistrado guardava rancor com o seu vizinho, e o vizinho malsinava de venalidade a reputação do magistrado; A família de Rita era inimiga da família da Teresa, que eram vizinhas, que fez com que as duas trocassem olhares e acenos, e quando começaram a perder o medo começaram a falar, e por descuido da Rita, ao levantar a voz, uma das suas irmãs acabou por ouvir e contou ao seu pai. O pai (corregedor), forçou a Rita pelo medo a contar tudo o que ouviu da vizinha, o pai correu para o quarto de Simão onde Teresa estava à janela, onde disse-lhe que se ela quisesse casar para casar com um sapateiro que seria um genro digno de seu pai, e Teresa envergonhada fugiu, enquanto o pai do Simão continuava a gritar no quarto de Simão, e Tadeu Albuquerque (pai de Teresa, médico) correu para a janela e a sua cólera redobrou; Pai de Teresa interroga a sua filha, a razão de pai de Simão estar zangado e acreditou na sua filha que a razão de ele estar zangado foi das 2 meninas (Rita e Teresa) estarem a falar inocentemente em coisas da sua idade desculpando-a e ordenando-lhe que não voltasse à janela; O fidalgo (pai de Teresa), tinha uma postura natural e bravia em relação casar a sua filha (Teresa) com o seu primo Baltasar Coutinho, de Castro Daire, pois pensava que era um amor de 15 anos e que ia passar, esquecendo que amava Simão; Simão Botelho nunca diante da sua filha Tadeu de Albuquerque proferiu palavra, nem antes nem depois do disparate do corregedor; Pai de Teresa foi a Viseu chamar seu sobrinho de Castro Daire, para que procedesse como lhe convinha a um enamorado entre os dois, para que se mutuamente se apaixonassem e prometessem um auspiciosos futuro casamento; Baltasar Coutinho apaixonou-se rapidamente por teresa enquanto teresa se congelava de terror e repugnância; Teresa e Baltasar estiveram a falar, com Teresa a dizer que os seus corações não estão unidos, que o vê como um amigo e não como marido, não pensando que o primo pensasse em tal, o primo pergunta à Teresa se já ama alguém e pergunta-lhe quem é, Teresa recusa a dizer quem é, mas Baltasar já sabia quem era, pois seu tio lhe comunicará a criancice da prima, e Baltasar continua o seu discurso falando de tudo que o Simão fez de mal, e mais tarde lhe dizendo que enquanto viver vai trabalhar por salvá-la das de Simão Botelho, que se o seu pai lhe faltar fica ele, querendo-a dirigir sob o pretexto da razão de Teresa precisar de auxílio; Após falar com Teresa, Baltasar foi procurar o seu tio e contou-lhe o essencial do diálogo que tiveram, Tadeu ferido e atónito da coragem da filha correu para o quarto dele disposto a espancá-la, sendo impedido por Baltasar, reflexionando-lhe que a violência prejudicaria muito a crise, sendo coisa de esperar que Teresa fugisse de casa; Horas depois o pai de Teresa fala com a sua filha dizendo-lhe que a sua vontade era casá-la com o seu primo e que sabia que a sua vontade não era essa, jurou que não lhe bateria, mas também que não consentia que ela desse o seu coração ao filho do seu inimigo, e também perguntou à Teresa se ela queria ir a um convento e ficar lá até à sua morte, o que Teresa acabou por aceitar, pedindo que ele não a abandonasse depois que estivesse no convento.

Simão: Protagonista da novela passional, personagem passional, personagem real, tio do romancista: -Temperamento «sanguinário» e rebelde. -Perturbador da ordem pública. -Torna-se jacobino. -Transformação repentina. -Vive um amor cauteloso e discreto, com Teresa. -Mata por amor o rival Baltasar Coutinho. -Assume o crime com nobreza e coragem, é preso e condenado. -Vai para o degredo. -Morre por uma loucura de amor. -Típico do herói romântico.João da Cruz: personagem adjuvante da novela passional -homem do povo; -ferrador de profissão; -grande amor paternal; -mantém com o herói uma relação de cumplicidade e amizade; -adjuvante por dívida de gratidão; -representa a firmeza de carácter e a sabedoria popular.

PERSONAGENS

Mariana chega ao monastério onde D. Teresa estava sendo mantida. Ela avisa a filha de Tadeu que foi enviada por Simão. Ela entrega a carta do filho do corregedor, e Teresa avisa que será movida para o convento de Monchique, no Porto. Antes de Mariana partir, Teresa pede-lhe que avise Simão para não resgatá-la pois estará muito acompanhada pelo percurso. No caminho de volta à casa, Mariana lamenta sua condição, pois acaba de descobrir que, além de ser rica e fidalga, D. Teresa é muito formosa. Quando Mariana aproxima-se de casa, Simão, ao avistá-la, corre ansioso por notícias de seu amor. Simão decide que, mesmo contra os conselhos de Teresa, irá resgatá-la quando estiver sendo transportada para o Porto. Simão prepara uma carta de despedida ao seu amor, caso sucumba no resgate, na qual ele pede-lhe para não esquecê-lo. Simão decide partir à noite, quando todos estavam a dormir. Alguns passos após saltar da janela, Simão ouve a voz de Mariana e eles despedem-se uma última vez.

Mariana apaixona-se por Simão. Capítulo 8 «Mariana, a filha de João da Cruz, quando viu o seu pai a tapar a ferida do braço de Simão, perdeu os sentidos. O ferrador riu estrondosamente da fraqueza da rapariga, e o académico achou estranha tal sensibilidade numa mulher acostumada a curar as feridas com que o seu pai era laureado em todas as feiras e romarias.»

Em 17 de março de 1807, Simão embarca no cais da Ribeira para a Índia. Mariana acompanha-o. O dinheiro que a sua mãe lhe enviara, Simão distribui-o pelos companheiros de viagem, assumindo a sua dignidade «demente». Antes de partir, Simão contempla o convento de Monchique. Nele vê o vulto de Teresa que, na véspera, despedira-se e enviara uma trança dos seus cabelos. Nesse mesmo dia, à noite, Teresa despede-se de todas as freiras com um beijo. Na manhã seguinte, lê todas as cartas de Simão. São elas «hinos à felicidade prevista». Compara a sua vida às pétalas das flores, quase todas desfeitas, e entrega o maço de cartas à sua criada, Constança. Pede depois à criada que a leve ao mirante, de onde vê Simão. No momento em que Teresa o vê, Simão recebe as cartas que ela lhe fizera chegar. Quando o navio parte, Simão ainda acena ao ver Teresa. Ela é já «um cadáver que saiu da sepultura», desaparecendo pouco depois. Também Simão é já um morto: «como o cadáver embalsamado». Mais tarde, depois de o navio ficar retido devido ao mau tempo, Simão recebe a notícia dada pelo comandante: Teresa morrera. O comandante comove-se perante a dor de Simão e a atrocidade do «quadro» e diz-lhe quais foram as últimas palavras de Teresa: «Simão, adeus até à eternidade!» Simão pede ao comandante para proteger Mariana, mas tanto ela como ele já «cismam» na morte.

Irmão Botelho era um adolescente bastante problemático. Foi preso enquanto estava na faculdade e por isso voltou para Viseu, onde mudou os seus costumes. Desprezou a companhia de pessoas de classe mais baixa e raramente saía de casa e quando saía era com a sua irmã mais nova. Simão só dirigiu a palavra a sua mãe depois de cinco meses. A mudança de Simão é explicada pois ele apaixonou-se pela sua vizinha de quinze anos. Este amor não era possível, pois Teresa era filha de Tadeu de Albuquerque, que odiava Simão e a sua família e nunca iria aceitar este amor. Simão Botelho foi para Coimbra para estudar e formar-se para que depois pudesse sustentar a sua amada. Apesar de ter ido para Coimbra continuou em contacto com Teresa através das cartas. Mais tarde foi morar com o seu irmão, Manuel Botelho, após ter notado uma mudança no irmão. Apercebi-me que Manuel Botelho estava mais quieto. Simão e Manuel ficaram separados tanto tempo por causa de um amor de Manuel, que fez com que este se muda-se para Lisboa e em seguida para Espanha.

O narrador comenta sobre a relação entre a verdade e a ficção do romance. Depois de dezanove meses de prisão, Simão sonha com «um raio de sol». Já não tem ânsia de amar. Para ele, os dez anos presos são piores do que o degredo. Teresa tinha-lhe pedido que aceitasse esses dez anos, com a esperança de poderem casar. Se Simão partisse para o degredo, ela o perderia. Simão responde dizendo que é preferível a morte: «Caminhemos ao encontro da morte.» A pátria e a família merecem a sua abominação. Na resposta, Teresa despede-se, sabendo que o seu fim está próximo: «Vejo a aurora da paz.» Simão deixa de falar, perturbando ainda mais Mariana, que permanece ao seu lado. Em março de 1807, Simão recebe uma intimação para partir na primeira embarcação que levantava âncora do Douro para a Índia. Depois desta notícia, Simão começa a ter acessos de loucura. Teme não ver Teresa e morrer longe dela, considerando-a uma «mártir».

Mariana desmaia ao ver a ferida de Simão, deixando o pai surpreendido, uma vez que ela estava habituada a curativos. Torna-se a enfermeira de Simão. João da Cruz conta ao filho do corregedor que Mariana não quer casar, apesar dos vários pretendentes. Naquela casa, enquanto o ferreiro fala e a filha costura, com o seu avental de linho, vê Simão «um quadro rústico», «sublime de naturalidade». Mariana continua a pressentir para Simão uma desgraça e conta-lhe que teve um sonho em que viu muito sangue e uma pessoa caída numa cova funda. Respondendo ao ceticismo de Simão, diz-lhe que tudo o que sonha acontece. Quando sabe que Teresa foi encerrada num convento, Mariana tem um assomo de alegria, que só um «observador perspicaz veria». Na resposta, Simão revolta-se, condena a submissão e promete tirar Teresa do convento. João da Cruz percebe que Simão está sem dinheiro. Mariana pensa numa forma de lhe entregar sem que Simão pudesse recusar. Este acaba por perceber que é amado pela filha do ferreiro e sente-se bem com esse facto («no amor que nos dão é que nós graduamos o que valemos na nossa consciência»), apesar de saber que não poderia retribuir. O capítulo começa com um diálogo entre Mariana e Simão onde ela lhe diz que a suas desgraças estão apenas a começar. -Após esse diálogo Simão começa a desconfiar que Mariana quer afasta-lo de Teresa para que ele a possa amar. « Pensará ela em desviar-me de Teresa, para se fazer amar?» -O ferrador chega e entrega a Simão dinheiro que que foi enviado por sua mãe(D. Teresa) «E depois, foi para dentro de casa e voltou daí a pouco com este embrulho, para eu lhe entregar. Aí o tem tal e qual; não sei quanto é.», mas na verdade o dinheiro foi enviado por Mariana« Ó rapariga, quem mentiu foste tu! Aquilo lá o arranjaste tu com essa tua cabecinha! Mas a coisa saiu bem hein? Ele comeu-a que nem confeitos! Ficaste sem os bezerros; mas lá virá o tempo em que ele te dê bois a troco dos bezerros.». -Simão comunica com Teresa através de cartas pois ela foi enviada para um convento por seu pai, mas a mendiga que entregava as cartas de Teresa a Simão foi apanhada de surpresa e é espancada e é lhe retirada a carta de Teresa, a mendiga vai contar a Simão e Simão com raiva quer se dirigir ao convento para libertar Teresa, mas Mariana consciente das consequências desses atos oferece-se para entregar uma carta a Teresa. O ferrador fica orgulhoso da sua filha e que um dia Simão lhe vai dar atenção como dá a Teresa.

Simão morre no barco que o leva para o degredo. Capítulo 20 «— Está morto! — disse ele.»

Tadeu de Albuquerque chega ao convento com a intenção de levar Teresa para Viseu, de modo a afastá-la de Simão. Teresa recusa-se a sair do convento e diz que a morte reparará todos os erros da sua vida. Acrescenta que só sairá do convento como «cadáver» e que a morte será uma glória (reforçar que estava doente). A prelada informa que não tirará Teresa à força, como deseja o pai, deixando-o dominado por uma «hedionda» raiva. Tadeu de Albuquerque tenta, então, apelar às autoridades judiciais, sem sucesso. Vários desembargadores parecem desinteressados a respeito da situação de Simão. Um deles, que foi amigo de D. Rita Preciosa, fala-lhe mesmo da «grandeza» de Simão, e critica Tadeu de Albuquerque por não ter permitido que a sua filha amasse tal homem.

Marina suicida-se, agarrada ao cadáver de Simão, que tinha sido lançado ao mar. Capítulo 20 «Viram-na, um momento, bracejar, não para resistir à morte, mas para abraçar-se ao cadáver de Simão, que uma onda lhe atirou aos braços. O comandante olhou para o sítio de onde Mariana se atirara, e viu, enleado nas corda, o avental, e à flor da água, um rolo de papéis, que os marujos recolheram na lancha. Eram, como sabem, a correspondência de Teresa e Simão.»

Simão vive em casa de João da Cruz, pai de Mariana. Capítulo 4 «Quando o arrieiro bateu à porta, Simão Botelho já não pensava em matar o homem de Castro D’aire; mas resolvera ir a Viseu, entrar de noite, esconder-se e ver Teresa. Faltava-lhe, porém, casa de confiança onde se ocultasse. Nas estalagens seria logo descoberto. Perguntou ao arrieiro se conhecia alguma casa em Viseu onde ele pudesse estar escondido uma noite ou duas, sem receio de ser denunciado. O arrieiro respondeu que tinha, a um quarto de légua de Viseu, um primo ferrador; e não conhecia em Viseu senão os estalajadeiros. Simão achou aproveitável o parentesco do homem, e logo aí o presenteou com uma jaqueta de peles e uma faixa de seda escarlate, à conta de maiores valores prometidos, se ele o servisse bem numa empresa amorosa.»

Simão sai de Coimbra e volta a Viseu para ir a encontro de Teresa (a sua amada). O capítulo inicia-se com o encontro de 3 vultos: Baltasar Coutinho e os seus criados. Estes estão no quintal de Tadeu Albuquerque(pai de Teresa) onde preparam uma cilada a Simão Botelho. João da Cruz(ferreiro) e o arrieiro(o seu cunhado) tentam arranjar um plano para salvar Simão, acabando este por conseguir estar com Teresa e sair sem ser visto. Desta forma,o ferreiro, o arreiro e Simão separam-se, dizendo-lhe João para seguir rapidamente para casa, temendo que não irá conseguir chegar a tempo de o proteger.

Começa com diálogo entre João da Cruz e Josefa, cunhada de João e tia de Mariana, onde este se mostra preocupado com o estado de sua filha e de Simão, uma vez que Simão estava preso numa cadeia do Porto e Mariana vai viver para perto dele, para continuar os seus cuidados. Josefa diz a João que, se este tem tantas saudades, para a mandar voltar e ,depois de um tempo, voltaria para cuidar de Simão. Este recusa-se, afirmando que se Mariana sai de lá por um tempo, Simão morre dentro da cadeia. Entretanto, João decide que vai para o Porto. Depois do almoço, João vai trabalhar na oficina, enquanto alguns desconhecidos passam por ele para saber se este tem novidades quanto a Mariana. Sempre com preocupação, vai parando o trabalho para esfriar a cabeça e regressando novamente. João vai à cozinha e na volta, passa um viajante. Começa um diálogo entre os dois, em que o viajante diz que vem para pagar uma dívida a João e este diz que não tem qualquer conhecimento acerca de uma dívida. O viajante diz que a dívida é com seu pai, Bento Machado, um recoveiro de Carção. Dizendo estas palavras, o viajante mata João da Cru, gerando intriga entre quem passa, e principalmente Josefa, que rapidamente tentou evitar a morte chamando um cirurgião, que apenas foi para o declarar morto. Uma investigação começou a ser feita tentando encontrar suspeitas de quem terá morto João. Josefa escreve uma carta e envia a Mariana, que abre ao lado de Simão. Este é quem reconhece a letra e quem lê o que está escrito. Rapidamente Simão entra em choque ao ler que João da Cruz foi morto. Mariana, ao descobrir, gritou e chorou pela morte de seu pai, estando esta em desespero enquanto Simão tentava acalmá-la.

.Vida de Manuel Botelho, pai de Camilo Castelo Branco e irmão de Simão .Manuel volta a frequentar matemática em Coimbra .Manuel fugiu para Espanha (Corunha) com uma mulher casada .A mãe manda lhe dinheiro para sobreviver .Mãe pede a Manuel para voltar a Vila Real (mãe não tem forma de continuar a mandar dinheiro, pois Simão está na cadeia) .Manuel visita Simão na cadeia, recebido de forma fria .Manuel e Mariana conhecem se (inicialmente pensa que Mariana é a amada de Simão) .Manuel encontra se com o corregedor e o desembargador e mente sobre a identidade da sua amante .Desembargador, amigo da mãe, promete alterar a pena de Simão (morte - degredo) .Crítica ao facto de ajudarem os criminosos devido a amizades .A opinião pública está contra Simão .Referência à leal amizade entre o corregedor e Domingos .O desembargador percebe a mentira de Manuel .Domingos não quer ver o filho, pois desistiu dos estudos .Domingos mandou encontrar a amante de Manuel em Vila Real .Enquanto Domingos falava com a amante, Manuel é preso por desertar a cavalaria .Domingos manda a amante de volta à família nos Açores (Faial) .Crítica às mortes clássicas e românticas .Domingos manda uma carta ao corregedor a mandar preparar a viagem da amante e conseguir que Manuel seja perdoado pelo seu crime .Manuel volta a Lisboa

Teresa sai da sala onde se festeja o seu aniversário. O seu primo Baltasar Coutinho percebe a sua agitação e decide persegui-la. Baltasar Coutinho que estava a observá-la, vê que Teresa levava uma capa/xale para não ser reconhecida. Teresa decide sair da sala onde se festejava o seu aniversário e dirige-se para o quintal, mas rapidamente volta de novo para a sala apavorada, após ter visto um vulto. Após Teresa ter voltado a casa, tem um curto diálogo com o Pai onde o Pai pergunta lhe o que se passa e após o diálogo com o Pai, Teresa dá conta da ausência do seu primo Baltasar Coutinho e finge que vai procurá-lo Após ter saído de casa, Teresa encontra-se com Simão e rapidamente diz-lhe para ele ir embora e voltar no dia seguinte. Enquanto Simão ouve Teresa, vê um vulto que está perto do muro do quintal a aproximar-se. Baltasar Coutinho aproxima-se de Simão , e é interrogado com tom ameaçador. Baltasar percebe que Simão está armado com duas pistolas e decide recuar, sendo que Simão apenas observa o vulto e não Baltasar Coutinho. Para Simão, o vulto era Baltasar. Simão conta a sua história a Teresa, assustando-a Simão passa longas horas a pensar se o vulto que tinha visto era mesmo Baltasar Coutinho Na casa onde o Simão estava alojado vive Mariana, filha do ferrador. Esta contempla demoradamente Simão e diz-lhe que adivinha para ele alguma desgraça «por amor duma fidalga de Viseu». João Da Cruz encontra-se com Simão e diz-lhe que deve um favor ao seu Pai João Da Cruz conta uma história que lhe aconteceu, onde cometeu um assasinato devido a um caso que aconteceu com a sua égua, e João da Cruz decidiu ir buscar uma pistola e assassinar um homem. Após o assasinato, João da Cruz foi preso e foi condenado a ser enforcado e o Pai de Simão foi quem o conseguiu salvar e foi por causa disso que o João da Cruz deve um grande favor ao Pai de Simão. O pai de Mariana também conhece Baltasar Coutinho e conta a Simão que o morgado de Castro Daire lhe pedira que matasse um homem a troco de dinheiro: esse homem era Simão Botelho. João da Cruz aconselha Simão a não ir ver Teresa, mas Simão mantém a sua ideia.

Teresa morre no convento. Capítulo 20 «É já o meu espírito que te fala, Simão. A tua amada morreu. A tua pobre Teresa, à hora em que leres esta carta, se me Deus não engana, está em descanso.»

O capítulo abre com uma caracterização de Teresa, a partir do diálogo com Baltasar Coutinho, destacando o narrador que ela é uma mulher de «orgulho fortalecido pelo amor». Por carta, Teresa relata o sucedido a Simão, omitindo apenas as ameaças do primo. A vida de Teresa parece regressar à normalidade até ao momento em que o pai lhe diz que, nesse dia, ela deve casar com Baltasar. Teresa responde descrevendo aquilo que lhe é pedido como um sacrifício e afirmando que odeia o primo. Tadeu amaldiçoa a filha e diz-lhe que ela morrerá num convento. Ao sobrinho Baltasar, diz que não lhe pode dar a mão de Teresa porque já não tem filha. Teresa acaba por não ser enviada para um convento, segundo o conselho do primo. Teresa escreve uma carta a Simão que fica furioso e fica fora de si planeando matar Baltasar, mas abandona a quando se apercebe que iria fazer afasta-lo para sempre de Teresa. O estudante precisava de um sitio seguro pata ficar então vai para perto de Viseu, envia uma carta a Teresa e combinam um encontro às onze horas, no dia do aniversário.

Teresa: Protagonista da novela passional -quinze anos, rica, bonita e bem-nascida; -apaixona-se perdidamente; -confessa o seu amor puro e leal; -carácter firme e resoluto perante os pedidos e ameaças do pai; -adquire densidade heroica; -por amor é encerrada num convento; -morre por amor; -típica heroína romântica; -imagem da mulher-anjo.

Baltasar: personagem antagónica aos protagonistas da novela passional -morgado de Castro Daire; -primo e pretendente de Teresa; -amor não correspondido; -cúmplice de seu tio; -relação de antagonismo com Simão; -oponente à novela passional; -prepara uma emboscada a Simão; -é morto por Simão; -representa a falsidade, o moralismo hipócrita e oportunista e a prepotência fidalga.

PERSONAGENS

Simão parte para o degredo, depois de seu pai ter conseguido a alteração da pena. Capítulo 20 «A 17 de Março de 1807, saiu dos cárceres da Relação Simão António Botelho, e embarcou no cais da Ribeira, com setenta e cinco companheiros.»

Domingos Botelho: personagem antagónica da união entre as duas famílias -corregedor; -pai de Simão e Manuel; -feio e de escassos dotes físicos; -casa com uma dama da corte; -relação conflituosa com Tadeu Albuquerque (pai de Teresa); -pretendia que o filho fosse condenado; -representa a hipocrisia social e o apego calculista ao sobrenome familiar.

Tadeu de Albuquerque: personagem antagónica da união entre as duas famílias oponente ao amor de Teresa e Simão; -fidalgo; -pai tirano e déspota; -relação de ódio com Domingos Botelho (pai de Simão); -vê o honroso apelido da família manchado; -representa a hipocrisia social, o apego egoísta e tirano; -através dele ridiculariza-se e desmoraliza-se a fidalguia e criticam-se os falsos valores aristocratas.

PERSONAGENS

Teresa viaja para o Porto acompanhada pela sua empregada Constança, que tem especial pena dela e a informa da prisão de Simão. A princípio, Teresa pede para fugir e se despedir de Simão, mas Constança a convence do contrário. Quando Teresa chega ao Mosteiro de Monchique, no Porto, é saudada pela tia, a abadessa, que relata a Teresa tudo o que aconteceu, e juntas leem a carta de Simão. Aos poucos, ela entregou-se à morte e parou de escrever para ele, a conselho de sua tia. A saúde de Teresa está a deteriorar-se e os médicos acreditam que a sua doença é incurável. Quando Tadeu de Albuquerque tomou conhecimento disso, só se preocupou com a sua “honra”, e quis mantê-la “imaculada”. Depois de saber da sentença de morte de Simão, o único arrependimento de Teresa é o fato de ainda estar viva. Em uma carta a Simão, sua amada concorda em morrer com ele, e pede que ele não sinta que "perdeu a vida". Em conversa com o pastor, Teresa defende a união das almas no céu. A sua saúde deteriorou-se e o seu pai decidiu expulsá-la do convento, especialmente depois de Simão ter sido transferido para uma prisão no Porto. Antes de partir, Teresa recebe uma carta dele pedindo-lhe que não morra, pois há esperança de absolvição ou redução da pena, e que ele a amará de qualquer maneira, mesmo no exílio. Teresa experimenta a dor da contradição entre a proximidade da morte e a esperança.

Simão e Teresa, vizinhos, apaixonam-se. capítulo 2 «Amava Simão uma a sua vizinha, menina de quinze anos, rica herdeira, regularmente bonita e bem-nascida. Da janela do seu quarto é que ele a vira a primeira vez, para amá-la sempre»

Simão é condenado á morte por enforcamneto. Capítulo 12 «Ouviu o réu a sentença de morte na forca, arvorada no local do delito.»

Após a morte de João da Cruz, Mariana dirige-se a Viseu para levantar a herança deixada pelo pai e vender as suas terras, deixando apenas a casa onde nascera e seu pai casara para a sua tia. Mariana visita Simão, e este fica surpreendido por esta ter vendido as suas terras, pois sabia que Mariana não tinha sítio para viver se este fosse condenado ao degredo. Esta responde-lhe que o pretende acompanhar nessa nova fase da sua vida. Simão diz que ,por isso, irá viver com o peso de se sentir responsável pelo seu destino, mas Mariana, ainda assim, diz que o irá acompanhar até à morte. Simão aceita que ela o acompanhe, mesmo sabendo que não irá fazer dela sua mulher. (Até lhe chama de irmã) A partir daí, Mariana passa a estar mais alegre e mais apaixonada do que nunca, por isso, os seus ciúmes por Teresa aumentam, mas não os demonstra, guardando-os para si. Como ela ama Simão, aceita ajudar a comunicação entre os amados, mesmo se lamentando por ele sofrer por Teresa. Entretanto, após 7 meses, sai a sua condenação - 10 anos de desterro, na Índia. Através de Manuel, Domingos Botelho sabe da sua sentença, e, assustado, vai a Lisboa e consegue com que a pena de Simão (o degredo) seja alterada, passando a sua sentença a ser cumprida na Prisão de Vila Real. Simão recusa essa oferta, pois prefere a liberdade do degredo do que ficar na prisão, pois este considera-a pior que a morte, e prefere ir pro degredo, mesmo não vendo Teresa. É então que o seu nome, Simão Botelho, passa a pertencer ao catálogo de pessoas que irão para o degredo

Mariana: personagem adjuvante da novela passional -filha do ferrador João da Cruz; -jovem bonita, mas de rosto triste; -pobre, simples e abnegada; -contrasta com Teresa na coragem e dignidade; -ama Simão incondicionalmente; -confidente e cúmplice da paixão de Simão e Teresa; -morre abraçada ao cadáver de Simão; -encarna o espírito de sacrifício, a nobreza de emoções.

Manuel Botelho: personagem real (pai do romancista) irmão de Simão; estudou matemática em Coimbra; contrasta com o temperamento irreverente do irmão; relacionamento com uma mulher casada; cobarde, infame, mentiroso e desertor; representa a mediocridade e uma certa marginalidade.

PERSONAGENS

João da Cruz morre. Capítulo 17 «....Proferida metade destas palavras, o cavaleiro afastou rapidamente as mangas do capote e desfechou um tiro de bacamarte no peito do ferrador. O assassino teria dado cinquenta passos a todo o galope da espantada mula, quando João da Cruz, debruçado sobre o banco, arrancava o último suspiro com a cara posta no chão, de onde apontara ao peito do almocreve dez anos antes.»

Simão mata Baltasar. Capítulo 10 «Baltasar Coutinho lançou-se de ímpeto a Simão. Chegou a apertar-lhe a garganta com as mãos; mas depressa perdeu o vigor dos dedos. Quando as damas chegaram para se interpor entre os dois, Baltasar já tinha o alto do crânio aberto por uma bala, que lhe entrara na fronte. Vacilou um segundo, e caiu desamparado aos pés de Teresa.»