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Início

Memorial do convento

José Saramago

10. Para além da obra

9. Estilo/Linguagem

8. Intertextualidade

7. Críticas

6. Os espaços

5. As Personagens

4. As referências históricas

3. Linhas de ação

2. O título

1. O autor

Índice

2. O título

Vida e obra de José Saramago

1. O autor

3. Linhas de ação

  • Era uma vez um rei que fez a promessa de levantar um convento em Mafra
  • Era uma vez gente que construiu esse convento
  • Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes
  • Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido

Linhas de ação

Inquisição Portuguesa
Construção do Palácio-Convento de Mafra
Guerra da Sucessão Espanhola

4. As Referência históricas

Domenico Scarlatti
Padre Bartolomeu
D. Ana Maria Josefa

5. As personagens

D. João V
Outras personagens:-Sebastiana Maria de Jesus: mãe de Blimunda; -João Francisco e Marta Maria: pais de Baltasar; -Álvaro Diogo e Inês Antónia: irmã de Baltasar e cunhados de Blimunda;-Gabriel: sobrinho de Baltasar Mateus e filho de Inês Antónia e Álvaro Diogo; -João Elvas: antigo soldado, vadio e amigo de Baltasar;-Frei António de São José: é o franciscano que alega ter tido a premonição na qual diz que o rei terá a tão desejada sucessão se este construir um convento franciscano.-Infante D.Francisco: irmão d'el-rei que cobiça o seu trono e que tentou manipular em vão a rainha -Infanta D. Maria Bárbara: é a princesa herdeira cujo convento de Mafra foi construído em sua honra
Blimunda Sete-Luas
Baltasar Sete-Sóis

5. As personagens

7. Críticas

6. Os espaços

8. Intertextualidade

  • Ausência da pontuação convencional
  • A mistura de discursos: que aponta para uma tradição oral, em que o contador e os ouvintes interagem
  • A coexistência de partes narrativa e partes desccritivas, sem delimitação clara
  • Ironia
  • Intertextualidade pela citaçãoou reinvenção de autores como Camões ou Pessoa, habitualmente ao serviço de uma intenção crítica ou irónica.
  • Descrição pormenorizada, com abundantes notações sensoriais.
  • Utilização de vários registos de língua, do cuidado ao popular

9 . EStilo e linguagem

https://www.josesaramago.org/biografia/https://www.portugues.com.br/literatura/jose-saramago.htmlhttps://mundoeducacao.uol.com.br/literatura/jose-saramago.htm

referências bibliográficas

O seu nome é Bartolomeu Lourenço de Gusmão, mas tambem é conhecido como "O Voador". Era um padre cientisa, numa época de fanatismo religioso. O padre tinha o sonho de um dia voar, esse sonho tornou-se numa obsessão, fazendo com que as investigações para o tornar realidade levarem-no para a Holanda. Teve a ajuda de Baltasar, Blimunda e Scarlatti para contruir a Passaarola. Após conseguir realizar o seu sonho de voar, é perseguido pea Inquisição, que o acusa de bruxaria, então é forçado a fugir para Espanha, onde acaba por morrer.

-Absolutismo e autoritarismo: Saramago critica o regime absolutista representado pelo rei D. João V, destacando como o poder monárquico pode ser opressivo e distante das necessidades e realidades do povo. -Desigualdade social: A obra aborda a disparidade entre as classes sociais, especialmente evidente na maneira como os pobres são explorados e sacrificados para atender aos caprichos dos poderosos. -Religião e superstição: Saramago questiona a influência da Igreja Católica e da Inquisição, mostrando como a religião pode ser usada para controlar e oprimir as pessoas, além de criticar a superstição e a intolerância religiosa. -Ostentação e desperdício: O autor critica a extravagância e o desperdício de recursos em projetos monumentais como a construção do Palácio-Convento de Mafra, destacando como esses empreendimentos podem ser feitos à custa do sofrimento e da pobreza do povo. -Exploração do trabalho: Saramago retrata a exploração dos trabalhadores na construção do convento como uma forma de escravidão, destacando as condições desumanas enfrentadas pelos operários. -Patriarcado e opressão feminina: Através de personagens como Blimunda e Madre Paula, Saramago critica o patriarcado e a opressão das mulheres na sociedade da época, destacando suas lutas por autonomia e liberdade.

Veio da Áustria para dar filhos herdeiros ao rei,sendo representada como um mero instrumento do rei. Como tem saudades de casa, dorme sempre com um cobertor de penas que trouxe da Áustria, afastando o rei, pois debaixo do cobertor émuito quente e tem um odor muito forte. Embora seja casada com o rei, D. Maria Josefa sonha com o cunhado, Infante D. Francisco. Esta personagemrepresenta as mulheres da época :submissaa, procriadora e objeto da vontade masculina

Baltasar Mateus ou Baltasar Sete-Sóis, foi obrigado a deixar a guerra de sucessão Espanhola, após ter perdido a mão esuqerda em batalha. Quando chega a Lisboa conhece Blimunda, sua futura mlher, e opadre bartolomeu, no auto-de-fé no Rossio. Ajudou na construção do Convento d Mafra e na construção da Passarola. Assume o sonho do padre após a sua morte e continua a trabalhar na passarola, um dia desapareceu e foi procurado por todo o lado por Blimunda, mas sem sucesso, passado 9 anos em um auto-de fé é encontrado queimado. Baltasar representa a vida, a força e o poderso conhecimento.

Ambos os textos abordam questões sociais e políticas das respetivas épocas. Na obra "Memorial do Convento" critica-se a opressão social, a religião e o governo, enquanto o Sermão critica a corrupção e os vícios da sociedade portuguesa. Ambos os autores têm estilos literários distintos, porém marcantes. Enquanto António Vieira é conhecido pelo seu estilo eloquente e retórico, Saramago é conhecido pela sua prosa experimental e seu uso único de pontuação.

Ambas as obras abordam a questão da identidade nacional portuguesa, embora de maneiras distintas. Enquanto a "Mensagem" é um conjunto de poemas que exalta os mitos e símbolos de Portugal, destacando a sua história e destino, o "Memorial do Convento" oferece uma visão mais crítica e complexa desse tema, analisando as camadas sociais e as relações de poder durante a construção do Convento de Mafra. Tanto Saramago quanto Pessoa fazem referências a figuras históricas e eventos importantes da história de Portugal. Na obra "Mensagem" evoca-se figuras como Dom Sebastião e Vasco da Gama, enquanto na obra "Memorial do Convento" a narrativa situa-se no contexto da construção do Convento de Mafra durante o reinado de Dom João V.

D. João V é a representação do absolutismo, para garantir a sucessão ao trono, pormeteu ao clero construir um convento em Mafra para franciscanos, é vaidoso, egocêntrico e governa o país de acordo os seus desejos e sonhos, mesmo que para realizar tal seja preciso sacrificar o povo e as riquezas do país.

Os Espaços

O cenário da obra tem dois macro-espaços:-Lisboa:Terreiro do Paço - local onde se situava o Paço da Ribeira, é o centro do poder;Rossio - é o centro urbano onde tem lugar as festividades como os autos-de-fé, as procissões e as touradas;Abegoaria - na Quinta do Duque de Aveiro , em S. Sebastião da Pedreira, é o local onde a passarola é construída.-Mafra:Vila de Mafra: é uma pequena população que sobrevive pela agricultura e que vive isolada da civilização até o rei escolher Mafra como local da construção do convento;Alto da Vela: é o local da construção do convento;Ilha da Madeira: é um aglomerado de barracões de madeira onde se localiza os alojamentos dos operários que trabalham na construção do convento;

O título "Memorial do Convento" sugere memórias da época da construção do convento de Mafra, pois a palavra "Memorial" remete para factos memoráveis, ou seja, um recuo no tempo e a palavra "Convento" para um espaço em específico, o convento de Mafra, tendo assim uma grande carga simbólica

Significado do título

É filha de Sebastiana Maria de Jesus. O seu nome Blimunda sete- luas foi-lhe dado pelo Padre Bartolomeu após a partida da sua mãe que foi acusada de feitiçaria. Tem a capacidade de ver as pessoas por dentro quando está em jejum, capacidade essa que foi herdada da sua mãe. Vive um amor intenso com Baltazar, que conheceu no Auto de Fé onde a sua mãe foi condenada, e juntos ajudam o Padre Bartolomeu na construção da passarola, uma máquina que voa, visto que para que esta voa-se era preciso recolher vontades e só Blimunda tem este poder. Procura Baltasar durante nove anos, após este ir com a passarola e em seguida recolher as suas vontades num alto fé. Esta personagem simboliza o transcendente e a inquietação constante em relação à morte, ao amor e à existência de Deus.

Foi um compositor italiano, que foi contratado pelo rei D. João V para dar aulas à sua filha, Infante Maria Bárbara. Assim como Baltasar e Blimund, ajudou na construção da Passarola, A pedido do padre Bartolomeu, que lhe pediu que lhes tocasse música enquanto eles trabalhavam para os inspirar

Ambas as obras estão enraizadas na história e cultura portuguesas. "Os Lusíadas" é um épico que celebra os feitos dos navegadores portugueses durante a Época dos Descobrimentos, enquanto "Memorial do Convento" retrata o período da construção do Convento de Mafra no século XVIII, também contextualizando a história de Portugal. Tanto "Os Lusíadas" quanto "Memorial do Convento" apresentam críticas sociais e políticas. Camões critica a corrupção e os vícios da sociedade da sua época, enquanto Saramago questiona questões de poder, opressão e desigualdade social na sociedade.