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Transcript

Alberto Caeiro

Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois

Carolina Raimundo 12ºAVA

Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois Que vem a chiar, manhãzinha cedo, pela estrada,E que para de onde veio volta depois Quase à noitinha pela mesma estrada. Eu não tinha que ter esperanças — tinha só que ter rodas... A minha velhice não tinha rugas nem cabelo branco... Quando eu já não servia, tiravam-me as rodas E eu ficava virado e partido no fundo de um barranco. Ou então faziam de mim qualquer coisa diferente E eu não sabia nada do que de mim faziam... Mas eu não sou um carro, sou diferente Mas em que sou realmente diferente nunca me diriam.

Alberto Caeiro

Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois

Carolina Raimundo 12ºAVA

Relação com o poema

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Alberto Caeiro

Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois

Carolina Raimundo 12ºAVA

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