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A segunda missão: aprender a navegar na esfera celeste.

Transcript

1.ALÉM DO HORIZONTE

Missão Stellarium
NAVEGAR

Realização

3.QUANDO O SOL CHEGAR

Observar o Sol

O Sol surpreende a humanidade em três grandes momentos:

- o surgimento no horizonte, ou Nascimento, trazendo luz e dando início ao dia claro.

- a sua culminância, quando atinge o ponto mais alto no céu de uma cidade.

- o ocaso ou poente no horizonte, quando mergulha e fica escondido pela linha abaixo do horizonte.


Podemos acompanhar esse movimento durante todo o período em que ele fica visível no céu local de cada cidade.


Para isso, vamos aprender algumas ferramentas:


Como Localizar um astro?

Com a Janela de Pesquisa [F3] você poderá localizar os astros listados na memória na Nave Stellarium.

Abra a Janela de Pesquisa e digite Sol.

Clique na Lupa ou sobre o objeto identificado na lista na janela.



A Pesquisa vai te levar diretamente para a localização do objeto na esfera celeste.

E também vai fornecer todas as informações registradas do objeto (Sol).




No caso do Sol, você pode desligar a atmosfera para poder ver os outros objetos na região, pois caso contrário, com a Atmosfera ligada, apenas o Sol e poucos objetos podem ser visualizados pela tela da Nave Stellarium.


Você pode ir para o início do dia claro, controlando a Janela de Data e Hora.

E visualizar o Sol nascendo no horizonte.

Você também pode descobrir o horário exato nas informações sobre o Sol na lateral esquerda.

Ative também o ícone Centralizar no Objeto. Clicando no Sol, a Nave Stellarium passará a seguir o Sol em todos os seus movimentos.


Observe que o Sol nesta data está nascendo mais ao Norte, em relação ao ponto cardeal Leste.

Com a Medição Angular, você pode medir o ângulo entre a direção do nascimento e do ponto cardeal leste.


O Caminho do Sol


A Nave Stellarium também pode indicar o caminho aparente que o Sol traça no céu por causa do movimento de rotação da Terra.

A Terra (e você) gira e o Sol vai sendo observado em diferentes Posições.

A linha se chama Eclíptica da Data, a eclíptica solar vista de sua cidade.

Ative também a linha da Primeira Vertical que conecta o ponto cardeal Leste ao ponto cardeal Oeste.










Agora, você está preparado para acompanhar o movimento aparente do Sol de qualquer dia e qualquer lugar do Planeta Terra.




2.NORTEAR OU SULEAR


Sulear ou Nortear?


Você pode ativar uma curva especial que conecta o ponto cardeal Sul ao ponto cardeal Norte.

A chamada de Linha Meridiana Local.

Abra a Janela de opções do céu e de visualização.

Abra o menu Marcações.

Ative a linha do Meridiano local.



A linha do Meridiano vai conectar os pontos cardeais Sul e Norte, dividindo a esfera celeste em duas grandes regiões: de um lado a região do poente e do outro a região do nascente.


Você pode se deitar no chão, olhar para cima e imaginar toda a extensão da linha.



Ou pode visualizar a linha próximo dos pontos cardeais: Sul ou Norte.









4.Quando as estações chegarem



Qual o significado da Linha da Ecliptica Solar?


A eclíptica solar (em amarelo) representa a posição aparente do Sol ao longo de um ANO SOLAR.

Ela NÃO representa o movimento diário do Sol.

O Sol percorre esse caminho passo a passo ao longo do ano, demorando um ano solar inteiro para completar essa volta.

Em um mesmo dia, o Sol permanece praticamente na mesma posição aparente, mas ele parece girar em outro movimento devido ao movimento de rotação da Terra.

Deste modo, a cada dia, o Sol está em um ponto diferente da linha da Eclíptica.





Qual o significado da Linha do Equador Celeste (em azul).


Comparando ao Globo Terrestre que possui a Linha do Equador - uma linha média entre os polos Norte e Sul terrestres, a esfera celeste também pode ser dividida em dois hemisférios pela Linha do Equador Celeste, uma linha média entre os pólos Norte e Sul Celestes.






Datas Solares Especiais


O Sol em seu caminho anual, passo a passo na Linha da Eclíptica Solar, vai chegar em um momento do ano em que ele cruza a linha do Equador Celeste.


É um momento de equidade, ele está exatamente entre o Polo Norte Celeste e o Polo Sul Celeste, aquecendo igualmente os dois hemisférios.


Isso ocorre duas vezes ao longo do ano solar, os chamados Equinócios:

- Equinócio Austral de Primavera (Boreal do Outono)

- Equinócio Austral do Outono (Austral da Primavera).


Esses momentos marcam a data e a hora oficial do inicio dessas estações nos 2 hemisférios terrestres.





5.Registro de bordo

Nave

Deep Space Ciência Viva


Comandante Oficial de Ciências

Paulo Henrique Colonese


Comandantes de Navegação

Mariana de Souza Lima

Jackson Almeida de Farias


Comandante de Comunicações

Mariana de Souza Elysio


Apoio

Federação de Museus e Centros de Ciência

Museu da Vida Fiocruz

Sol com explosões solares


Fonte: APOD/NASA, 13 de abril de 2013.

Créditos: NASA / Solar Dynamics Observatory (Observatório Dinâmica Solar)

Dependendo da configuração de sua Nave Stellarium, ao iniciar o programa, você estará de frente a um dos Pontos Cardeais.

Você pode usar o mouse para movimentar lateralmente, e observar todo o seu horizonte local.


A nossa Nave Stellarium está programada para SULEAR, começando sempre de frente para o SUL.


A direção SUL é representada pelo símbolo S, e se você ativar as Marcações da Bússola [Shift Q], a nave indica o valor padrão do ângulo do sentido Sul (180 graus) da direção Norte-Sul.

O valor de 180 graus teve como origem (zero graus), o sentido Norte da direção Norte-Sul.

Você pode fazer ZOOM com o mouse e ver o horizonte à sua frente com mais detalhes.

Dependendo do horário, o céu pode estar ofuscado pela luz solar difundida pela atmosfera terrestre.

Você pode desligar a Atmosfera, clicando no ícone Atmosfera.

Deste modo, poderá descobrir estrelas e outros objetos que estão na direção do Ponto Cardeal observado.



Se vire para a esquerda, use o mouse para deslocar a tela e chegar ao Ponto Cardeal Leste, representado pela letra E(EAST) e com medida de 90 graus.


Deslocando mais à esquerda, chegaremos ao Ponto Cardeal Norte (zero graus).

Observe na imagem abaixo, que a Atmosfera está ativada e, portanto, totalmente iluminada pela luz solar - o que impede de ver os objetos presentes no céu visto de onde você está.



Continuando a movimentar a tela para esquerda, chegaremos ao Ponto Cardeal Oeste (W, West).

É ao redor do Ponto Cardeal Oeste (ou Poente) que os astros do Sistema Solar (Sol, Lua e planetas) se põem, mergulhando e se escondendo abaixo de seu horizonte local.





Controlando o Horizonte


Abrindo a Janela de Opções do Céu e Visualização, podemos decidir que Marcações queremos deixar no céu para nos guiar.

Abra a Janela e ative: Pontos Cardeais, Marcações de Bússola e Linha do Horizonte.

Você pode controlar também a espessura das linhas (na base inferior da janela)






A Linha do Horizonte ativada marca e separa a região do céu que está visível acima do horizonte e escondida abaixo do horizonte.




A Importância do Horizonte Local


Observando o horizonte local, as antigas civilizações perceberam e a registraram fenômenos que permitiram construir os conceitos de dia, noite, ano solar, de direção e sentido espacial.

Em especial:

O Nascimento dos astros na região do Nascente (ao redor do Ponto Cardeal Leste)

O Por, chamado de Ocaso dos astros na região do Poente (ao redor do Ponto Cardeal Oeste).


As observações e percepções de padrões permitiram determinar e organizar o tempo social:

dias, meses, anos e estabelecer algumas conexões com a sazonalidade climática.


Podemos dizer que a linha do horizonte é um dos relógios e uma das bússolas mais antigos, usando os astros (Sol, Lua e planetas) como ponteiros espaciais para se guiar no tempo e no espaço.



Nave (nau) dos Argonautas desbravando e criando mitos no Mar Mediterrâneo.


Precisamos nos SULEAR.

Em 1992 na página 15 do livro “Pedagogia da Esperança” que propõe “Um reencontro com a pedagogia do oprimido” (publicada em 1970), Paulo Freire – numa de suas atividades pedagógicas – inova se opondo ao uso do verbo nortear que mesmo no Hemisfério Sul, é comumente usado como sinônimo de orientar, espacial e espiritualmente. Nisto, muitas vezes constatamos frases do tipo: “Você precisa encontrar um norte!”.

No entanto, o que precisamos é nos identificarmos com o sul de nosso contexto habitual e vivencial.

Em sua humildade competente de educador, ao procurar entender seus alunos-interlocutores a partir do lugar de fala deles, Freire faz autocrítica ao fato de nem sempre se transportar para o referencial de pensamento-ação dos alunos durante o diálogo.

“Por outro lado, apesar de alguns anos de experiência como educador, com trabalhadores urbanos e rurais, eu ainda quase sempre partia de meu mundo, sem mais explicação, como se ele devesse ser o “sul” que os orientasse. Era como se minha palavra, meu tema, minha leitura do mundo, em si mesmas, tivessem o poder de ‘suleá-los’”

Naquela época estávamos mantendo vários diálogos sobre a oposição nortear/sulear e esse interesse de Paulo e Nita Freire gerou a cuidadosa nota 15 que Nita elaborou muito bem e com seu carinho a partir de nossas conversas. A nota está na página 218 do livro: ’15. “Suleá-los” ‘.

Não me lembro exatamente quando procurei cunhar esse termo e teorizar sobre ele, mas não foi muito antes dos anos 90 quando a convite de Tereza Scheiner (Diretora do PPG-PMUS), publiquei dois pequenos textos com minhas primeiras reflexões sobre SULear (Campos 1991).

Muito me honrou a referência que Paulo Freire fez a mim sobre o termo SULear. Por isso preparei um extrato das páginas do livro Pedagogia da Esperança nas quais o termo SULear é usado: Paulo Freire adere ao SULear (extratos) (Campos 2017). É claro que esta colheita me reavivou o orgulho destas amizades ao reler a dedicatória de Paulo e Nita incluída neste precioso balaio de memórias.

Cabe notar que a importância do educador Paulo Freire tem levado alguns estudiosos a atribuírem a ele a criação do termo/verbo sulear. No entanto, o que ele fez com a sua sabedoria foi valorizá-lo, tornando-o mais rico e difundido.

Obrigado Paulo Freire, obrigado Nita Freire.

Rio de Janeiro, 19 de fevereiro de 2017

Marcio D’Olne Campos, publicado em Sulear.

Referência

Dossiê Sulear, Revista Interdisciplinar Sulear, Ano 2, volume 2, Editora UEMG, 2019.


Linha do Horizonte, Azymuth

Rosa dos Ventos, Marco Zero Brasil, Recife.

Descubra as três sombras no Marco Zero indicando a direção do Sol.


A rosa dos ventos é uma imagem que representa os quatro sentidos fundamentais (pontos cardeais) e seus intermediários.

A rosa dos ventos corresponde à volta completa do horizonte e surgiu da necessidade de indicar exatamente um sentido que nem mesmo os pontos intermediários determinariam, pois um mínimo desvio inicial torna-se cada vez maior, à medida que vai aumentando a distância.


Tabula Anemographica seu Pyxis Nautica ventorum nomina sex linguis repraesentans. Jan Jansson, 1650.

Assim, praticamente todos os pontos na linha do horizonte podem ser localizados com exatidão.

Cada quadrante da rosa dos ventos corresponde a 90°: considera-se

o norte a 0°; o leste a 90°;

o sul a 180°,

o oeste a 270°,

e novamente o norte a 360°.

A utilização de rosas dos ventos é extremamente comum em todos os sistemas de navegação antigos e atuais.

Seu desenho em forma de estrela tem a finalidade única de facilitar a visualização com o balanço da embarcação, portanto os quatro pontos cardeais principais são os mais fáceis de ser notados:

Norte (0° do azimute cartográfico), Sul (180°), Leste (90°) e Oeste (270°).


Dependendo do tamanho da bússola pode caber mais quatro pontos que são chamados de colaterais:

Nordeste (45°), Sudeste (135°), Noroeste (315°) e Sudoeste (225°).


Se o visor for maior ainda costumam incluir mais oito pontos, os subcolaterais:

Nor-Nordeste (22,5°), Lés-nordeste (67,5°), Lés-sudeste (112,5°), Sul-sudeste (157,5°), Sul-sudoeste (202,5°), Oés-sudoeste (247,5°), Oés-noroeste (292,5°) e Nor-nordeste (337,5°).

Assim como os meridianos estão para os polos da mesma forma todos os rumos estão para o observador.


Pontos cardeais:

  • E (ou L): leste, prefere-se "E" por consistência com os colaterais;
  • N: norte;
  • O (ou W): oeste, prefere-se "O" por ser português;
  • S: sul.

Pontos colaterais:

  • NE: nordeste;
  • NO (ou NW): noroeste;
  • SE: sudeste;
  • SO (ou SW): sudoeste.

Pontos subcolaterais:

  • ENE: Leste–nordeste ou Lés–nordeste;
  • ESE: Leste–sudeste ou Lés–sudeste;
  • SSE: sul-sudeste;
  • NNE: nor-nordeste;
  • NNO (ou NNW): nor-noroeste;
  • SSO (ou SSW): sul-sudoeste;
  • OSO (ou WSW): oés-sudoeste;
  • ONO (ou WNW): oés-noroeste


O que os CIDADÃOS do planeta Terra devem saber acerca de ASTRONOMIA?


Princípio 1

A Astronomia é uma das ciências mais antigas da história humana.


Ideia FundamentalConceitos
IF1. Compreender o céu e os movimentos do Sol, Lua e dos planetas foi uma das primeiras tentativas para compreender o mundo natural.
  • Os primeiros registros de observações astronômicas encontram-se em desenhos e artefatos criados por indivíduos da pré-história, documentando o que observavam no céu.
  • Nas culturas antigas, a Astronomia estava relacionada com crenças religiosas e mitológicas.
  • Os fenômenos astronômicos eram usados para medir o tempo e criar calendários, permitindo a essas culturas planear eventos diários e sazonais.

Movimentos celestes
(Sol, planetas e Lua).
IF2. As primeiras culturas imaginavam padrões a ligar as estrelas do céu noturno.
  • Padrões no céu noturno formados ao unir as estrelas usando linhas imaginárias são chamados constelações [asterismos].
  • As primeiras constelações foram definidas pelas primeiras culturas. Estes grupos reconhecíveis de estrelas foram muitas vezes associados às histórias e à mitologia de culturas como a grega, a maia, a ameríndia e a chinesa.
  • Na Astronomia moderna, as constelações são regiões bem definidas no céu, que combinam tanto as constelações antigas como as definidas nos séculos XV, XVI, XVII e XVIII.
  • Algumas culturas, como a aborígene da Austrália e as populações indígenas da América do Sul, também identificaram padrões nas silhuetas escuras da faixa luminosa da Via Láctea.

Padrões: asterismos e indicadores espaço-temporais.
IF3. A Astronomia inspirou e está representada na arte e na cultura de muitas civilizações.
  • Ao longo dos séculos, artistas, poetas, escritores e muitos criativos usaram o céu noturno como inspiração e/ou tema do seu trabalho.
  • A representação de temas astronômicos pode ser observada, por exemplo, em pinturas, esculturas, música, filmes e literatura. Estes trabalhos usaram os motivos observáveis no céu para, direta ou indiretamente, comunicar a essência, beleza, [propriedades e dúvidas] do céu noturno.
  • A universalidade da arte, e a sua ligação íntima com a cultura, podem ser assim meios poderosos para que as pessoas apreciem não apenas a beleza inata de objetos e fenômenos celestes, mas também o conhecimento que adquirimos sobre eles.
  • Isto aumenta o interesse mundial pela Astronomia e promove uma compreensão intercultural contida na ideia de estarmos sob o mesmo céu.

Conexões com arte e cultura.

Ilustrações e Mapas Celestes.
IF4. A Astronomia forneceu conhecimento importante sobre a medição do tempo, essencial para a agricultura no passado.
  • Em muitas culturas antigas, a Astronomia foi desenvolvida para aumentar a exatidão dos calendários agrícolas. Como exemplo, os egípcios desenvolveram um calendário baseado nas suas observações da estrela Sirius, usando-o para determinar as cheias anuais do rio Nilo.

O tempo, o clima, os calendários e a agricultura.
IF5. A Astronomia foi importante para os navegadores no passado.
  • Muitas civilizações usaram a posição das estrelas e outros objetos celestes para a orientação em terra, nos mares e nos oceanos.
  • A navegação astronômica é ainda ensinada nos dias de hoje.


Orientação espacial.

Navegação: longitude e latitude.
IF6. A Astronomia, ao usar o método científico, é diferente da Astrologia.
  • Até aos tempos pré-modernos, a distinção entre Astronomia e astrologia era vaga.
  • Hoje, Astronomia e astrologia são claramente distintas.
  • A Astronomia é uma ciência, a astrologia não.
  • A Astrologia usa as posições dos objetos celestes para prever eventos futuros. Contudo, um grande número de estudos sobre a astrologia e as suas previsões mostram que esta não é exata nas suas previsões e não tem qualquer base científica.

Método científico.

Astronomia.

Astrologia.

Ciência.

Pseudociência.
IF7. Acreditava-se, na maioria das culturas antigas, que a Terra era o centro do Universo.
  • A maioria das culturas antigas, com as exceções notáveis de alguns astrônomos gregos ativos por volta de 300 a. C., acreditava que a Terra era o centro do Universo.
  • Esta visão geocêntrica prevaleceu mais de dois milénios nas culturas europeia e asiática até à chamada revolução copernicana no século XVI. Os astrônomos modernos descobriram que o Universo não parece ter um centro específico no espaço.

Geocentrismo: Terra como centro do Universo.

O Universo não tem centro.
IF8. A revolução copernicana, que durou mais de um século, levou ao reconhecimento do Sol, em vez da Terra, como o "centro" do Sistema Solar.
  • No século XVI, Copérnico apresentou argumentos para a teoria heliocêntrica, na qual o Sol era o centro do Universo e a Terra se deslocava à sua volta.
  • Apesar de sabermos agora que o Sol não é o centro do Universo, ele é o centro do Sistema Solar e a teoria do heliocentrismo copernicano foi revolucionária naquele tempo, contribuindo para o desenvolvimento da Astronomia moderna.


Heliocentrismo: Sol como "centro" do Universo.

Sol é um foco elíptico do sistema solar.

O Universo não tem centro.

IF9. Há mais de 400 anos, astrônomos realizaram as primeiras observações metódicas em Astronomia usando um telescópio.
  • Apesar de não ter inventado o telescópio, Galileu foi o primeiro a utilizá-lo para fins científicos. Os seus melhoramentos do telescópio refrator levaram-no a descobertas como as fases de Vênus e as quatro maiores luas de Júpiter, ainda hoje referidas como as luas galileanas. As suas descobertas forneceram evidência convincente a favor da visão heliocêntrica do Universo.


Telescópio.

Galileu Galilei.

Ciência Moderna: Experimentação e Matemática.

Validade Científica.
IF10. O planeta Terra tem uma forma aproximadamente esférica, e isto tem sido mostrado ao longo de séculos de muitas formas diferentes.
  • Algumas das primeiras culturas em muitas regiões do mundo descreveram a Terra como uma superfície plana ou um disco, como parte da sua descrição do Universo.
  • A ideia de que a Terra é uma esfera está presente há já alguns milénios e tem sido uma parte significativa das visões do mundo de muitas culturas, tendo-se tornado no paradigma dominante há mais de 1.000 anos.
  • Há numerosas formas empíricas de testar que a Terra tem uma forma aproximadamente esférica (é tecnicamente referida como um esferoide oblato). Um dos primeiros métodos matemáticos foi o de Erastóstenes, que mediu a circunferência da Terra analisando os comprimentos das sombras de estacas colocadas em diferentes locais no Antigo Egito (século III a. C.).

Forma da Terra.


O que os CIDADÃOS do planeta Terra devem saber acerca de ASTRONOMIA?


Princípio 2

Podemos experienciar fenômenos astronômicos no nosso dia-a-dia.


Ideia FundamentalConceitos
IF1. Experienciamos o dia e a noite devido à rotação da Terra sobre o seu eixo.
  • A face da Terra virada para o Sol experiencia o dia, enquanto a face oposta experiencia a noite.
  • O tempo que a Terra demora a rodar sobre o seu eixo de modo a que o Sol retorne à mesma posição no céu define a duração de um dia solar, que é, em média, 24 horas.

Dia, Dia Claro, Noite.
Rotação da Terra.
IF2. Experienciamos as estações devido à inclinação do eixo de rotação da Terra enquanto o planeta se desloca ao redor do Sol durante um ciclo solar (ano solar).
  • O eixo de rotação da Terra está inclinado 23,4 graus em relação à perpendicular do seu plano orbital em torno do Sol. Por esta razão, durante parte da órbita da Terra em torno do Sol, o hemisfério norte ou sul está inclinado na direção do Sol, enquanto o outro está inclinado na direção oposta à do Sol. O primeiro experiencia o verão, pois a luz do Sol incide mais diretamente na sua superfície e os dias claros são mais longos porque o Sol atinge uma maior altura no céu.
  • Por outro lado, o hemisfério que se encontra inclinado na direção oposta à do Sol, experiencia o inverno, porque a luz solar incide na superfície da Terra com um ângulo muito inclinado, sendo espalhada por uma área maior. Os dias claros são mais curtos porque o Sol está a uma altura inferior no céu.

Ciclo solar.
Ciclo de estações solares.
Estações solares e o clima.
IF3. Vemos diferentes fases da Lua durante um ciclo lunar.
  • À medida que a Lua orbita a Terra, a sua posição em relação ao Sol e à Terra vai mudando.
  • A região da superfície da Lua iluminada pela luz do Sol muda, produzindo as diferentes fases que vemos da Terra — Lua Nova, Quarto Crescente, Lua Cheia e Quarto Minguante, demorando 29,53 dias de Lua Cheia a Lua Cheia.
  • Enquanto que as fases da Lua são (mais ou menos) as mesmas para qualquer observador na Terra, a orientação da Lua varia, dependendo do hemisfério do observador. Por exemplo, alguns observadores podem ver o crescente da Lua a abrir para a esquerda enquanto outros, a observar a mesma fase mas de um local diferente, podem ver o crescente a abrir para a direita.

Ciclo lunar na esfera celeste.
Fases lunares (iluminação).
IF4. Os eclipsesocorrem devido a alinhamentos especiais entre o Sol, a Terra e a Lua.
  • Quando a Lua passa exatamente entre o Sol e a Terra, bloqueia a luz do Sol e projeta uma sombra na Terra, criando um eclipse solar.
  • Ocasionalmente, a Terra pode estar diretamente entre o Sol e a Lua. Nesse caso, projeta uma sombra na Lua, obscurecendo a sua superfície e criando um eclipse lunar.
  • Os eclipses podem ser parciais, quando apenas uma fração do objeto está eclipsado, ou total, quando todo o objeto está eclipsado.
  • Um eclipse lunar só ocorre na Lua Cheia e, consequentemente, só pode ser observado à noite. Em qualquer lugar da Terra, é mais provável observar um eclipse lunar do que um solar. Os eclipses lunares também têm uma duração maior do que os eclipses solares.

Eclipses solares.

Eclipses lunares.
IF5. As marés na Terra são um resultado da gravidadedo Sol e da Lua.
  • A Lua e, em menor grau, o Sol causam marés na Terra.
  • Ligeiros bojos na Terra, sobretudo nos seus oceanos, formam-se tanto no lado mais próximo da Lua e mais próximo do Sol, como no lado oposto.
  • À medida que a Terra gira, estes bojos atingem as linhas de costa, fazendo subir o nível da água nesses locais.
  • Quando o Sol, a Terra e a Lua estão quase numa linha reta (na Lua Cheia e Lua Nova), ocorrem as “marés vivas”.
  • Em contraste, quando o Sol e a Lua formam um ângulo reto entre eles em relação à Terra (no Quarto Crescente e Quarto Minguante), ocorrem as “marés mortas”.

Marés e Gravidades.

Marés vivas.

Marés mortas.
IF6. A luz do Sol é essencial para a maioria das formas de vidana Terra.
  • O Sol é a fonte primária de energia utilizada pelas formas de vida na Terra. Por exemplo, as plantas realizam a fotossíntese usando a luz do Sol, o que permite o seu crescimento e, consequentemente, a produção de oxigênio molecular. Esse oxigênio é usado por animais na respiração.
  • Acredita-se que a devastação do ambiente global decorrente da colisão de um asteroide com a Terra, terá sido a causa da extinção dos dinossauros não voadores e da maioria das espécies na Terra. A explosão resultante transportou grandes quantidades de poeira para a atmosfera, bloqueando a luz do Sol e dando origem a um inverno duradouro.
  • A luz solar também afeta a nossa saúde física e mental. Quando exposta à luz, a nossa pele produz vitamina D, que desempenha um papel importante nos processos bioquímicos do nosso corpo.
  • Alguns estudos mostram uma relação entre a depressão no ser humano e a falta de exposição à luz solar.


Vida, Saúde e Energia.
IF7. Partículas do Sol viajam até à Terra e causam as auroras.
  • Durante uma erupção solar, partículas com carga elétrica provenientes do Sol (essencialmente elétrons e prótons) viajam 150 milhões de quilômetros até à Terra.
  • Estas partículas são capturadas pelo campo magnético da Terra, deslocam-se na direção dos polos magnéticos, e interagem com partículas na atmosfera.
  • As partículas mais rápidas podem viajar do Sol à Terra em cerca de meia hora; as mais lentas demoram cerca de cinco dias. Ocasionalmente, estas tempestades de partículas perturbam o campo magnético terrestre, danificando satélites e redes energéticas.
  • É frequente as partículas do Sol interagirem com o oxigênio e o nitrogênio da atmosfera da Terra. Esta interação origina as auroras — espetáculos de luz maravilhosos que iluminam o céu noturno em torno dos polos magnéticos do hemisfério norte (auroras boreais) e sul (auroras austrais).


Partículas.

Auroras.

Atmosfera.
IF8. A tecnologia desenvolvida para a investigação astronômicafaz parte do nosso dia-a-dia.
  • Ferramentas analíticas e métodos usados para estudar dados astronômicos têm sido aplicados à indústria, ciências médicas e tecnologia que usamos diariamente.
  • Detectores inicialmente desenvolvidos para a investigação astronômica são hoje também utilizados em câmeras digitais, como as dos nossos telefones celulares.
  • Vidro especial, desenvolvido para telescópios astronômicos, é utilizado na produção de telas LCD e chips de computador, bem como tampas de fogão de cerâmica.
  • A transferência de conhecimento entre a Astronomia e a medicina contribuiu para o desenvolvimento da imagiologia de ressonância magnética (RM) e da tomografia computorizada (TAC), entre outros instrumentos.

Tecnologia astronômica (aplicações).