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Uma aventura por dentro da orelha humana.

Transcript

Realização

Jardim Sonoro

O Jardim dos Sons

Uma aventura investigando o Som.


Orelha: Uma viagem ao mundo da Audição


O som é a percepção de uma vibração do ar, água, metal ou outro material produzida por algum material que está vibrando, seja sólido, líquido ou gasoso.

A vibração de propaga pelo ar (ou material) até chegar a alguma orelha que possa

captá-la,

transformá-la em sinais bioelétricos,

e enviar essa informação bioelétrica ao cérebro,

que finalmente poderá curtir, interpretar, e vibrar de emoção com o som.


A Audição é uma importante porta de comunicação com o meio ambiente e com as outras pessoas.

Vamos conhecer os passos dessas vibração sonora dentro de sua orelha.

E aprender a cuidar da Saúde Auditiva.


Tubos Musicais

Uma viagem pelas música e as notas musicais.




O conteúdo dessa obra, exceto quando indicado outra licença, está disponível sob a Licença CC-BY-NC-AS-4.0.

Creative Commons, Atribuição-Não Comercial-Compartilha Igual 4.0


FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ


Presidente

Nísia Trindade Lima

Diretor da Casa de Oswaldo Cruz

Paulo Roberto Elian dos Santos

Chefe do Museu da Vida

Alessandro Machado Franco Batista


SERVIÇO DE ITINERÂNCIA

CIÊNCIA MÓVEL

Ana Carolina de Souza Gonzalez

Fernanda Marcelly de Gondra França

Flávia Souza Lima

Lais Lacerda Viana

Marta Fabíola do Valle G. Mayrink (Coordenação)

Paulo Henrique Colonese

Rodolfo de Oliveira Zimmer


CONCEPÇÃO E DESENVOLVIMENTO

Paulo Henrique Colonese

Charlline Vladia Silva de Melo


Imagens

Fotografias pessoais (Paulo Henrique Colonese)

Imagens e Vídeos do Acervo Wellcome Images Foundation.


Tubos musicais

Diapasões: barras vibrantes

Espelhos sonoros.

A orelha humana

Por dentro de nós

Por dentro de Nós


Área da exposição itinerante Ciência Móvel composta principalmente por modelos anatômicos, abordando de forma lúdica o funcionamento do corpo humano e suas interações.

Como forma de promover a saúde, o módulo também apresenta ao público o mundo microscópico, onde o visitante interage com microscópios e lupas.

Embarque
nessa viagem

Uma viagem muito vibrante por túneis, cavernas, caracois,
nervos e cérebro que vai fazer você vibrar!

I Parada:

Orelha Externa

Mapa
de Viagem

III Parada:

Orelha Interna

II Parada:

Orelha Média

Experimentos Sonoros

Desafios Sonoros

Orelhas Estéticas

ORELHA EXTERNA

Orelha é o nome de toda as estruturas que compõem o sistema auditivo.

A orelha externa é formada pelo pavilhão auricular (parte visível da orelha com a função de captar e canalizar o som) e pelo meato acústico externo (grande túnel de entrada das vibrações).

Orelhas Genéticas

A orelha externa é o ponto de partida da viagem sonora.


As vibrações sonoras são capturadas por "cavernas" curvas, semelhantes a um funil, na “aba” externa do pavilhão auricular.

E são dirigidas para um grande túnel para o interior da orelha, o canal auditivo.

As vibrações sonoras seguem para um "gigantesco" túnel para dentro da orelha.

É o canal auditivo com cerca de 2,5 cm de comprimento - que se estende da concha da orelha externa até o final do túnel.

No final do túnel, as vibrações vão esbarrar em uma membrana, como uma membrana de um tambor, o tímpano.


O canal auditivo é revestido por minúsculos pelos que o protegem da entrada de objetos externos e por cera que prende microrganismos.

Cuide bem de seu canal auditivo, não use cotonetes ou objetos para limpar a cera da orelha.

Em caso de excesso de cera ou possível infecção, procure um "médico de orelhas", que tem um nome muito engraçado - o médico otorrinolaringologista.

Desafio: repita três vezes o nome e bem rápido.

Mas todos o chamam de otorrino, ou pelo seu nome quando se torna nosso médico preferido!

Ele vai te ensinar a cuidar bem de sua orelha externa!



Lóbulos Livres ou Lóbulos Conectados: FAKE ou FATO?

A forma do lóbulo da orelha costuma ser apresentada como exemplo de uma característica simples que surge de um único gene.


Observe 18 orelhas diferentes e descubra você mesmo se dividir os lóbulos das orelhas em apenas dois grupos - "soltos" ou "conectados" - é realmente tão simples.

Baixe as 18 imagens de
orelhas externas aqui.

Mande uma foto de
sua incrível e única
orelha externa! PADLET

Nos conte o que achou
desse desafio
pelo Microsoft Forms.

Experimentos Sonoros

Desafios Sonoros

Batucadas Estéticas

ORELHA

MÉDIA

O Tímpano vibrando, transmite as vibrações para uma sequência de três ossos, os menores ossos do corpo humano, que ficam bem protegidos dentro de uma caverna óssea.


As vibrações começaram viajando pelo ar, passaram para a membrana (tímpano) e agora vão atravessar ossos.

As vibrações se propagam em diferentes materiais!


O tímpano se conecta a um osso que os médicos anatomistas acharam parecido com um Martelo.

O Martelo transmite para outro osso, parecido com uma Bigorna (usada por ferreiros).

E finalmente a Bigorna transmite para o terceiro osso, parecido com um Estribo (apoio para montar cavalos).


O Estribo vai concentrar as vibrações em uma pequena membrana (bem menor que o tímpano), chamada de janela oval, a porta para a próxima etapa da viagem.


O principal perigo nesta região são as vibrações muito intensas que podem prejudicar e danificar os ossinhos e suas conexões. Procure evitar sempre sons com volume muito alto.




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No fim do túnel, a vibração vai esbarrar em uma grande membrana que fecha o final do túnel.

É a membrana timpânica ou simplesmente tímpano.

Para continuar sua viagem até o cérebro, a vibração precisa atravessar essa barreira e penetrar uma caverna.

As vibrações não vão atravessar a membrana, como um palito, pois o tímpano não pode ser danificado.

Ao contrário, as vibrações fazem a membrana vibrar no mesmo ritmo das vibrações.

As vibrações fazem a membrana dançar, ou melhor vibrar.

E, deste modo, as vibrações continuam sua viagem.


O tímpano é uma fina camada de tecido fibroso (fibras) como a “membrana” esticada em um tambor.

E para cuidar bem dele, precisamos:


1. EVITAR SONS COM VOLUME ALTO

Evitar sons com volumes muito altos, pois eles podem pouco a pouco, ir danificando a elasticidade da membrana que acabará não conseguindo mais dançar com as vibrações que chegam, levando à perda auditiva.

Sons extremamente estrondosos, como explosões ou de motores de avião, ambientes fechados de discotecas e locais de música, podem até causar danos sérios na membrana ou destruí-la. Portanto, siga as recomendações de seu telefones celulares, fones de ouvido e outros equipamentos sonoros que atualmente orientam e alertam quando o volume do som está começando a prejudicar e danificar o tímpano e outras áreas da orelha.


2. CUIDAR E PREVENIR INFECÇÕES

É comum haver algumas infecções causadas por bactérias ou fungos, as chamadas Otites. As otites provocam "dores de orelha" e são mais frequentes no verão. Normalmente, as bactérias ou fungos chegam por meio da entrada de água na orelha, e podem carregar as bactérias ou fungos para dentro da orelha.

A maior parte das vezes, esses micro-organismos penetram por meio de lesões na pele que recobre a orelha externa provocadas por objetos (cotonetes, grampos, por exemplo), por atritos ao coçar ou secar o ouvido e pelo contato com água contaminada (mar, piscina, banhos). O contato frequente com a água pode facilitar a remoção da cera que serve de proteção para o canal auditivo. Por isso, a otite externa também é conhecida como otite dos nadadores.

Portanto, ao sinal de dores de orelha, procure o médico "Otorrino" para ele indicar o melhor tratamento.



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Experimentos Sonoros

Desafios Sonoros

Sons e Culturas

ORELHA INTERNA

As vibrações já fizeram uma longa viagem.

Começaram pelo ar, passaram para a membrana timpânica, percorreram três ossinhos e chegaram a uma diminuta membraninha, a Janela Oval.

A pequenina membrana faz parte de um grande tubo enrolado em forma de “caracol” preenchido por líquidos.

Esse tubo caracol é super protegido, dentro de uma grande caverna óssea que o envolve.

Os médicos anatomistas chamaram esse tubo de Coclea que significa caracol em grego.


Na Coclea, as vibrações vão ter que "nadar", percorrendo o longo tubo caracol.

O tubo possui três dutos ou canais cheios de líquido. As vibrações "nadam" um dos dutos, atingindo outra membrana que percorre todo o tubo, a membrana basilar. Algumas vibrações residuais retornam por outro duto até a janela da Coclea.

A partir de agora, vamos precisar de um microscópio, pois as vibrações vão chegar a células especiais, que estão prontas para dançar com as vibrações.

Vamos nos "micronituarizar" e ficar do tamanho de uma célula.


Agora, poderemos ver a Membrana Basilar como um grande corredor, repleto de fileiras de células especiais.


As células vibrantes, que dançam com as vibrações líquidas que atingem a membrana.


São células interessantes, ciliadas, com uma série de cílios em uma de suas extremidades, que lembra os longos cabelos de cantores da rock ou as longas tranças dos cabelos drags.

Quando as vibrações atingem os cílios de cada célula, eles vibram ao ritmo das vibrações e toda a célula "dança".


As vibrações sonoras são transformadas, agora, em sinais bioelétricos pelas células ciliadas numa região muito especial chamada de Órgão de Corti em homenagem ao médico anatomista italiano Marquês Alfonso Giacomo Gaspare Corti que realizou uma pesquisa microscópica do sistema auditivo dos mamíferos e descobriu essa região na coclea de mamíferos em 1850. Esse órgão é encontrado apenas em mamíferos.

E no caso dos humanos, o órgão de Corti se desenvolve da 9ª semana à 30ª semana de gestação.

É um órgão muito especial que nos conecta com todo o Universo Sonoro.


As células ciliais são muito, muito sensíveis.

E sons com volume alto destroem os seus cílios.

Todos vão perdendo os cílios ao longo da vida, mas em condições saudáveis, isso só afeta a audição na velhice.

Entretanto, ouvir sons com volume alto destroem as células ciliais e elas não são repostas. Quando as perdemos, é para sempre.

Cuide bem dessas maravilhas microscópicas!


As vibrações sonoras, agora transformadas em mensagens bioelétricas, sinais elétricos, vão percorrer uma longa estrada nervosa - o nervo coclear, pois está conectado à coclea.

Os sinais elétricos são produzidos nas células ciliadas e transportados pelas terminações do nervo coclear que se unem para formar o nervo auditivo que transporta os sinais até o tronco encefálico.


As vibrações sonoras percorreram um longo caminho, cheio de aventuras, e agora, sua mensagem está a caminho do cérebro!

O nervo coclear se ramifica, como uma estrada se abrindo em dois caminhos, para se conectar com duas áreas cerebrais auditivas, nas regiões laterais do cérebro.

As características do som são interpretadas ao serem processadas no Córtex Auditivo Primário, que trabalha com outras áreas corticais auditivas para:

- interpretar palavras,

- identificar ruídos importantes ou não.

- identificar notas musicais.

- perceber ritmos e harmonias musicais.

E todas as características que tornam cada som único e emocionante.





Ressonância magnética (RM) com contraste, exame de paciente do sexo feminino, 69 anos, com tumor na orelha interna muito pequeno do nervo acústico. Mostra uma pequena área clara dentro da área escura, no meio do lado esquerdo da digitalização. A inserção mostra o plano de varredura.

Acervo Wellcome Images, Licença de Uso de Imagem: CC BY 4.0.















As vibrações podem chegar também ao Reino do Equilíbrio.


Uma estrutura que fica junto à Orelha, responsável pela sua habilidade de ficar em pé.

Ela orienta seu cérebro quanto ao posicionamento vertical, horizontal ou qualquer posição que seu corpo e cabeça estejam em relação à gravidade do planeta Terra.


Ela é formada por 3 aneis, cada um em um plano, que no estado vertical, correspondem:

- ao plano horizontal (anel "deitado")

- ao plano vertical da direção frente-atrás (anel vertical frontal).

- ao plano vertical da direção esquerda-direita (anel vertical lateral).


Sempre que você muda a posição de sua cabeça, os aneis mudam de posição e a pressão líquida interna em cada um deles é modificada pela gravidade. E essa informação é enviada a uma região do cortex cerebral responsável pelo equilíbrio e movimento do corpo.


São bússolas gravitacionais.


Elas também podem adoecer, por infecções e outras causas, gerando tonturas e perda de equilíbrio muito intensas, a chamada Labirintite.





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