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Projeto

2018 –1–FR01-KA202-048160

Este projecto foi financiado com o apoio da Comissão Europeia. O seu conteúdo reflete apenas a visão dos seus autores, não podendo a Comissão ser responsabilizada por qualquer uso que seja feito a partir da informação aqui contida.

Início

Maleta de ferramentas pedagógicas para ensinar sobre sistemas alimentares locais e sustentáveis, destinado a professores e formadores da educação profissional agro-alimentar.

EducLocalFOOD

Introdução

A construção da maleta pedagógica

Como usar a Maleta

Os componentes da maleta

Os 3 módulos em síntese

Descarregar a Maleta pedagógica

Enquadramento

Módulo 2: Análise da sustentabilidade de uma unidade de transformação alimentar

Módulo 3: Quando escolhemos alimentos locais o território muda?"

Atividade 1: Entrevista sobre o potencial de transformação no sistema alimentar.

Atividade 2: O sistema alimentar em ação

Atividade 3: Debatendo a transformação do sistema alimentar.

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Contactos

Índice

Navegação:

Módulo 1: Mais do que uma dieta saudável, é uma dieta sustentável

As 3 atividades específicas em síntese

Perante as alterações climáticas, a precariedade dos agricultores e as crescentes desigualdades, a desnutrição e obesidade, os sistemas alimentares devem evoluir no sentido de uma maior sustentabilidade.A presente maleta pedagógica foi construída no âmbito do projecto EducLocalFOOD que teve como objectivo a produção de materiais pedagógicos para ensinar sobre sistemas alimentares locais e sustentáveis (SALS) na educação profissional do setor agro-alimentar.Bem-vindo/a à versão interactiva da maleta pedagógica!

Consulte o sítio de Internet do projeto EducLocalFOOD

Introdução

No mundo de hoje, o nosso ambiente físico enfrenta uma diversidade de desafios, incluindo a perda de biodiversidade, degradação do solo, eventos climáticos extremos, alterações climáticas, desflorestação e poluição ambiental. Paralelamente, estamos a enfrentar desafios sociais como a subnutrição e a desnutrição, apesar de já se produzir a quantidade suficiente de alimentos per capita para alimentar a população mundial, problemas devidos ao excesso de peso e à obesidade, a concentração de poder ou recursos e consequente distribuição desigual da riqueza, acesso desigual à terra e a prevalência da pobreza por entre os agricultores. Os nossos sistemas alimentares globais actuais simultaneamente afectam e são afectados por estes processos. Para ter um impacto na reversão destes fenómenos prejudiciais globais, temos de repensar e redesenhar os sistemas alimentares de que fazemos parte e reintegrar os alimentos no seu contexto sociocultural, físico e económico local.A transição para sistemas alimentares que realizem o seu objetivo primordial de assegurar o direito humano a uma alimentação nutricionalmente adequada, exigirá uma abordagem que reconheça as interações e influências mútuas entre o setor alimentar e o da educação, economia e finanças, energia, meio ambiente e saúde, trabalho e proteção social e ordenamento do território, a todos os níveis de governação, do local ao global.Necessita assim de uma ação colectiva envolvendo autoridades públicas e atores do sector privado, da produção ao consumo e gestão de resíduos, organizações cívicas e profissionais, parceiros sociais, académicos e cidadãos.

Enquadramento

O processo complexifica-se com o reconhecimento dos diversos interesses presentes, por vezes antagónicos presentes num território, sendo necessário facilitar diálogos para encontrar as soluções possíveis, num processo contínuo de construção conjunta da sustentabilidade dos territórios.A União Europeia anunciou recentemente a Estratégia do Prado ao Prato para um sistema alimentar justo, saudável e respeitador do ambiente, inserida no Pacto Ecológico Europeu. Esta estratégia, lançada durante a crise da COVID-19 é um passo para o reconhecimento da necessidade de adaptar o nosso sistema alimentar aos limites do sistema planetário, e de assegurar uma alimentação saudável para todas as pessoas, integrada nas realidades culturais dos territórios. Numa abordagem direcionada para enfrentar estes desafios, pretendemos despertar a necessidade desta transição nos futuros profissionais dos sistemas alimentares europeus através da educação vocacional. O que exigirá uma abordagem pedagógica que encoraje os alunos a escolherem um papel ativo no estudo e produção de soluções para a realidade complexa do sistema alimentar. São então necessários recursos educativos com propostas de estímulo ao envolvimento dos alunos, da reflexão crítica, do trabalho colaborativo e do pensamento sistémico, tipo não linear, inter e transdisciplinar.Num contexto de aprendizagem ativa, professores e alunos são desafiados a escolherem práticas que respeitam o sistema vivo do planeta, bem como a dignidade das pessoas que o habitam, analisando processos de transformação alimentar, cadeias de abastecimento e as escolhas das dietas humanas, para assim se prepararem para a criação de sociedades mais justas, onde todas as pessoas têm acesso a uma alimentação adequada.

Enquadramento (continuação)

Como foi a Maleta construída?

A maleta é composta por 3 módulos e por 3 atividades específicas.Foi desenhada e desenvolvida em conjunto entre os parceiros do projecto e os professores das equipas nacionais. Num momento final de aperfeiçoamento, foi realizada uma fase de teste em ambiente escolar pelos professores parceiros e outros professores externos para incorporar os ajustes necessários e recolher impressões da experiência com a maleta, antes de uma disseminação em maior escala.A maleta pedagógica é composta por abordagens e práticas pedagógicas inovadoras identificadas pelos diferentes parceiros adequadas à educação profissional e ao tema da sustentabilidade dos sistemas alimentares. As suas atividades foram desenvolvidas com base numa pesquisa de literatura, em inquéritos realizados em cada país e nos conceitos da Pedagogia Verde - Green Pedagogy -, proposta por Christine Wogowitsch e colegas (2010), que estimula o pensamento crítico, uma visão sistémica e o desenvolvimento de competências para a resolução de problemas, essenciais a uma Educação para a Sustentabilidade.

Como usar a Maleta Pedagógica para ensinar sobre os SALS?

Cada Módulo está dividido em sequências de aprendizagem com propostas de atividades, de diferentes durações: módulo 1, de 4 horas; módulo 2 , de 15 horas e módulo 3, de 40 horas.Este último módulo, inclui uma fase composta por várias unidades temáticas, que podem ser usadas seguindo a sequência proposta ou numa combinação livre, de acordo com os objetivos pretendidos.Cada Atividade Específica consiste num exercício singular que pode ser usado como complemento de qualquer um dos módulos ou como atividade única e encontra-se organizado em fases, cada uma com diferentes durações.

Quadro-sínteseDescreve as sequências de aprendizagem que compõem cada módulo, dando uma visão geral da duração prevista, dos objectivos e competências específicas a desenvolver, da descrição do conteúdo daquela unidade, das actividades propostas, dos materiais necessários e dos resultados da aprendizagem previstos.

Os componentes da maleta

1/

Planos de aulaApresentam em detalhe as propostas de tarefas desenhadas para cada sequência de aprendizagem. Incluem a descrição das competências a desenvolver, que se distinguem entre gerais e específicas:• as competências gerais são transversais e serão úteis para os alunos em muitas situações diferentes;• as competências específicas são aquelas utilizadas ou desenvolvidas especificamente para o assunto do módulo ou atividade específica.

2/

Os componentes da maleta (continuação)

Recursosoferecem informação adicional e incluem ligações à internet para a preparação dos professores (a azul) e para o trabalho com os alunos (a laranja), bem como hiperligações para o aprofundamento do tema (a violeta).

3/

Os componentes da maleta (continuação)

3 módulos

• Preparação: 4h30 a 5h• Duração prevista: 4 a 5 h• Nível etário: 14 a 22 anos • Temas: Nutrição, dieta, pegada ecológica, sistemas alimentares, escolhas pessoais

• Preparação: 6 horas• Duração prevista: 13 a 15 h• Nível etário: 16 a 22 anos•Temas: Sistemas Alimentares, gestão, unidades de transformação alimentar, indicadores de sustentabilidade, Análise SWOT​ ​

• Preparação: 15h• Duração prevista: 30-40 h• Nível etário: 16 a 22 anos• Temas: Confeção de alimentos, sistemas alimentares, mapeamento, critérios de sustentabilidade, nutrição, modelo de negócio; soberania alimentar; desperdício alimentar, empacotamento alimentar

Índice

Apresentação

Conteúdos

Descrição

Competências a desenvolver

MAIS DO QUE UMA DIETA SAUDÁVEL,É UMA DIETA SUSTENTÁVEL

Mais do que uma dieta saudável, é uma dieta sustentável

• Tempo previsto de preparação: 4h30 a 5h• Duração prevista: 4 a 5 horas• Nível etário: 14 a 22 anos de idade• Temas: Nutrição, dieta, ambiente, sistemas alimentares, escolhas pessoais

©Cheick SAIDOU/agriculture.gouv.fr

De acordo com a definição da FAO proposta em 2010, dietas sustentáveis são saudáveis e nutricionalmente equilibradas, culturalmente aceitáveis e economicamente acessíveis e justas, com um impacto limitado no ambiente, pela proteção da biodiversidade e dos ecossistemas que permitem, contribuindo de igual modo para a segurança alimentar e nutricional, bem como para uma vida saudável das gerações do presente e do futuro, possibilitando optimizar os recursos naturais e humanos. O presente módulo trata questões relacionadas com os hábitos alimentares dos alunos para mostrar a influência quetêm no sistema alimentar (SA) no seu todo. Os alunos tomarão contato com os impactos ambientais e sociais do SA, bem como com o seu poder para contribuir para o desenvolvimento de SA locais e sustentáveis, tanto como consumidores como futuros profissionais do setor agro-alimentar. Considerar o ponto de vista do alimento permite distinguir as questões ambientais, sociais e económicas transversais que alicerçam o conceito de sistemas alimentares locais e sustentáveis (SALS).Objectivo de aprendizagem: Informar os alunos sobre os impactos dos sistemas alimentares na saúde humana, no ambiente e sobre a forma como esses impactos são interdependentes dos hábitos alimentares. .

Apresentação

Competências gerais- Organizar o conhecimento esquematicamente- Usar questionários- Realizar uma pesquisa- Analisar e resumir informaçãodataCompetências específicas:- Analisar cadeias alimentares, os atores envolvidos e suas inter-relações- Compreender o que é um sistema alimentar- Ser capaz de definir e descrever o que é uma dieta equilibrada- Analisar as questões económicas, sociais e ambientais de um sistema alimentar- Examinar as consequências das nossas escolhas: hábitos alimentares; impactos ecológicos e éticos- Partilhar e potenciar conhecimento junto da família, amigos, etc

Competências

QUADRO-SÍNTESE

PLANOS DE AULAS

Recursos

Bibliografia

Conteúdo do Módulo

Visão geral da duração prevista, dos objectivos e competências específicas a desenvolver, da descrição do conteúdo daquela unidade, das actividades propostas, dos materiais necessários e dos resultados da aprendizagem previstos

Apresentam em detalhe as propostas de tarefas desenhadas para cada sequência de aprendizagem. Incluem a descrição das competências a desenvolver

Informação adicional com ligações à internet para a preparação dos professores (a azul), para o trabalho com os alunos (a laranja), bem como para o aprofundamento do tema (a violeta).

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Lista das fontes mencionadas ao longo do módulo.

Apresentação

Conteúdo do módulo

Descrição

Competências a desenvolver

Índice

ANÁLISE DA SUSTENTABILIDADE DE UMA UNIDADE DE TRANSFORMAÇÃO ALIMENTAR

Análise da sustentabilidade de uma unidade de transformação alimentar

• Tempo previsto de preparação: 6 horas• Duração prevista: 13 a 15 horas• Nível etário: 16 a 22 anos•Temas: Sistemas Alimentares Locais e Sustentáveis, gestão, unidades de transformação alimentar, indicadores de sustentabilidade, Análise SWOT​ ​

© Phillipp DIETRICH

Apresentação

O sistema alimentar (SA) é composto por subsistemas, eles próprios compostos por outros sistemas mais pequenos. Como tal, o sistema alimentar é uma teia de subsistemas interdependentes que se influenciam mutuamente.Em 2010, Rastoin e Ghersi definiram o SA como "uma rede interdependente de atores (empresas, instituições financeiras, organismos públicos e privados) localizados numa área geográfica limitada (regional, estatal, transnacional) e que participam directa e indirectamente na criação de bens e serviços orientados para a satisfação das necessidades alimentares de um ou vários grupos de consumidores, quer habitem nessa área ou fora dela". Esta interdependência de atores implica que uma mudança a qualquer nível do sistema irá gerar impactos, de natureza diferente e com intensidade diferente, em todo o sistema. Por sua vez, as mudanças sistémicas também influenciarão um actor que inicie uma mudança. Esta forma de ver a realidade interdependente baseia-se num pensamento sistémico: cada actor no SA pode contribuir para a co-construção de um sistema alimentar local e sustentável (SALS) através das suas próprias escolhas. ​ ​

Neste módulo, centrar-nos-emos numa unidade de processamento alimentar (UTA) como um pequeno sistema dentro do SA, apenas com os fornecedores e consumidores, simplificar. Este módulo foi concebido para ajudar os futuros gestores ou trabalhadores de tais empresas a compreenderem: 1 - O que é uma cadeia de abastecimento, um SA e um SALS? 2 - Como pode uma UTA, inserida num SA, contribuir para o SA global e ter impacto no ambiente e na sociedade (utilizando recursos naturais, energia, os seus empregados, ou produzindo alimentos...)? 3 - Que mudanças podem ser introduzidas para melhorar a sustentabilidade de uma UTA? 4 - Quais os impactos organizacionais, económicos, sociais para a UTA ao realizar tais melhorias?Para facilitar a compreensão do tema, concentrar-nos-emos no exercício de alteração de apenas um número limitado de factores de produção e/ou fornecedores para identificar os impactos que desencadeiam. Ao compreender como funciona este pequeno sistema, os alunos podem extrapolar para a complexidade de um sistema alimentar global, composto por milhares de atores dos inúmeros pequenos sistemas que o compõem.Objectivo de aprendizagem: Identificar factores de produção (matérias-primas, energia, mão-de-obra) e resultados (produtos, serviços, resíduos) específicos de uma unidade de transformação alimentar, os seus impactos no ambiente e na sociedade, e geri-los de forma mais sustentável.

Apresentação (continuação)

Competências gerais • Compreender um pedido profissional e identificar um problema• Trabalhar em equipa• Analisar e encontrar factos e dados fiáveis• Conduzir uma entrevista• Fazer perguntas relevantes• Registar dados importantes• Apresentar claramente os resultados, para alcançar a fluência oral• Partilhar o tempo de intervenção dentro de um grupo• Compreender e responder às perguntas da audiênciaCompetências específicas:• Sintetizar conhecimentos sobre uma UTA em funcionamento• Identificar questões relevantes• Melhorar a compreensão sobre uma UTA• Identificar critérios de sustentabilidade de acordo com um objecto• Identificar questões relevantes para avaliar a sustentabilidade de uma UTA• Aplicar o pensamento sistémico para compreender a sustentabilidade de uma UTA• Utilizar uma análise SWOT para analisar a sustentabilidade• Fazer propostas apropriadas com base numa análise SWOT• Definir uma estratégia de transição baseada no conceito de ESR • Destacar as inter-relações entre processo técnico e económico e questões sócio-ambientais.

Competências

Conteúdo do módulo

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QUADRO-SÍNTESE

PLANOS DE AULAS

Recursos

Bibliografia

Visão geral da duração prevista, dos objectivos e competências específicas a desenvolver, da descrição do conteúdo daquela unidade, das actividades propostas, dos materiais necessários e dos resultados da aprendizagem previstos.

Apresentam em detalhe as propostas de tarefas desenhadas para cada sequência de aprendizagem. Incluem a descrição das competências a desenvolver

Informação adicional com ligações à internet para a preparação dos professores (a azul), para o trabalho com os alunos (a laranja), bem como para o aprofundamento do tema (a violeta).

Lista das fontes mencionadas ao longo do módulo.

Índice

Conteúdo do módulo

Descrição

Competências a desenvolver

Apresentação

"QUANDO ESCOLHEMOS ALIMENTOS LOCAIS, O TERRITÓRIO MUDA?"

• Tempo de preparação estimado: 15h• Duração prevista: 30-40 horas• Nível etário: 16 a 22 anos• Temas: Confeção de alimentos, SALS, mapeamento, critérios de sustentabilidade, nutrição, modelo de negócio; soberania alimentar; desperdício alimentar, empacotamento alimentar

"Quando escolhemos alimentos locais o território muda?"

© Marie-laure Weber

Até que ponto conhecemos bem a região onde vivemos? Existem agricultores com venda local ou apenas para exportação? De onde provém a comida que compramos? Como é que podemos comer os nossos pratos favoritos e ainda cuidar da nossa saúde, dos ecossistemas, da economia local e de das pessoas da nossa comunidade que possam beneficiar de um comércio justo? Este módulo pretende sensibilizar alunos da educação profissional para o seu ambiente local, despertando-os para a tomada de decisões mais informadas e conscientes, considerando a complexidade do caminho que os alimentos fazem desde que são produzidos até que são comidos. O que requer que os estudantes se envolvam em processos de reflexão e negociação alargados. Não se trata de criar soluções perfeitas para um sistema alimentar local sustentável, mas sim de iniciar processos de pensamento crítico e de procura das opções possíveis, utilizando os seus pratos preferidos como casos de estudo. Ao examinar o consumo pessoal e ao relacioná-lo com os vários temas em torno da alimentação e a sustentabilidade do seu território, deve tornar-se claro que as soluções requerem sempre uma vontade de compromisso entre o possível e desejável, num processo contínuo de melhoramento verso ama crescente sustentabilidade do sistema.

Apresentação

O Conceito didáctico da "Pedagogia Verde" (Green Pedagogy) orientou a estruturação da presente maleta, sendo mais desenvolvido no módulo 3. A Pedagogia Verde é um modelo com seis passos para planear experiências de aprendizagem (aulas, unidades de conteúdo, disciplinas) numa perspectiva de sustentabilidade forte, que pode ser aplicado nos vários níveis educacionais e áreas de conhecimento, seja académico ou profissional. (Mais... clique na imagem)

Fonte: https://www.intechopen.com/chapters/75540

Conceito Didático

A Pedagogia Verde, tal como outras abordagens de sustentabilidade, baseia-se num modelo modelo de sustentabilidade forte, em que o bem-estar económico depende da justiça social, que por sua vez depende do bem-estar ambiental, o chamado modelo de sustentabilidade forte.A espiral ascendente da figura, indica a natureza contínua do processo de desenvolvimento de competências a partir das experiências proporcionadas aos estudantes, ao invés de atividades pontuais e ocasionais. As competências para a sustentabilidade só podem ser desenvolvidas com a prática ao longo do tempo, em vez de um conjunto de conhecimentos que é dado aos alunos, após o qual os professores passam para o próximo tema do programa.

Competências e conhecimentos expandidos e tornados conscientes (como resultado da vivência do processo).As competências da sustentabilidade devem ser sempre praticadas em conjunção com competências escolares ou profissionais. Desta forma, a sustentabilidade é incorporada na prática quotidiana em vez de ser vista como uma actividade desarticulada.

Desafios e exigências societais e económicas do sistema de ensino (o contexto que influencia a prática pedagógica)

Estratégias de aprendizagem específicas de cada estudante / Estratégias de ensino preferidas de cada professor

Competências e objectivos a desenvolver

Políticas, currículos e as condições de ensino - conteúdo pedagógico, competências, problemas (As normas que definem a atividade pedagógica)

Passo 1Confrontação com um problema-modelo

Passo 2Reconstrução mental da situação na vida real.

Passo 3Intervenção, provocação, perplexidade

Teorias de aprendizagem / princípios didáticos

Passo 4Interaçção

Passo 5Desconstrução - simulação da situação ideal

Passo 5Reflexão e avaliação

Natureza

Saúde ambiental

Justiça social

Bem-estar económico

Reestruturação de paradigmas linearesA natureza complexa das questões de sustentabilidade implica uma abordagem holística e não linear em oposição com a aproximação reducionista disciplinar.

ContingênciaCada situação é única e não existe uma solução óptima, apenas a possível, considerando os aspectos internos e externos a qualquer situação específica que esteja a ser analisada.A contingência reconhece o potencial dos alunos em proporem soluções viáveis para problemas do mundo real.

Inter e transdiscplinaridadeEducação para a sustentabilidade exige uma abordagem inter e transdisciplinar, dada a complexidade dos problemas sem soluções diretas. A separação dos espaços de aprendizagem em áreas de conhecimento dificulta a compreensão de todos os elementos que influenciam e são influenciados pelo problema a resolver. Pelo que é necessário fazer uso de várias disciplinas e de conhecer os diferentes pontos de vista dos actores envolvidos para encontrar soluções sustentáveis.

Pensamento sistémicoToda a realidade composta por elementos que se influenciam mutuamente, por vezes em ciclos de retroalimentação (fatores que reforçam ou inibem as causas desses mesmos fatores) não sendo possível encontrar soluções únicas num só setor de atividade (agricultura, saúde, ambiente, economia, educação ...) ou nível de tomada de decisão (local ... global)O pensamento sistémico é um factor chave no desenvolvimento de uma solução sustentável para os problemas do mundo real. Encoraja os estudantes a ver todos os aspectos interligados da questão em causa. Assim, é uma condição necessária para qualquer processo eficaz de educação para a sustentabilidade.

Pensamento ao nível da meta-cognição.É o pensamento sobre a forma como pensamos sobre o mundo.Mais do que uma mera transferência de conhecimentos técnicos fechados de soluções sustentáveis para problemas complexos e intrincados, que como temos visto do passado, criam novos problemas no futuro, a abordagem Pedagogia Verde procura desenvolver um modo de pensar para a sustentabilidade, através da auto-reflexão, da colaboração e do estímulo de uma ética própria.

Passe o rato por cada alvéolo para ler a apresentação de cada passo.

Mais em https://www.intechopen.com/chapters/75540

Passo 1:Confrontação com um problema-modeloComeçamos por provocar as emoções dos alunos para despertar a vontade da acção e reflexão.

Passo 2: Reconstrução da situação da vida realO professor descobre o que os alunos acreditam saber sobre o tema e os conceitos errados são desvendados, tornados conscientes e encarados.

Passo 3: Provocação (C)As verdadeiras crenças dos estudantes continuam a ser reveladas. O professor solicita-lhes possíveis soluções, estimulando-os com possibilidades incomuns, se possível trazidas por entidades convidadas envolvidas com o tema.Passo 4: Interacção (C1 a C7)Esta fase é uma oportunidade para uma discussão analítica colaborativa. As crenças iniciais são revistas à luz de novos conhecimentos e reflexões.

Passo 5: DesconstruçãoOs alunos têm a oportunidade de relacionar o que aprenderam com a sua própria experiência. Assim, os alunos podem encontrar soluções possíveis para os problemas da vida real.

Passo 6: ReflexãoEsta fase final pede aos alunos que elaborem uma imagem dos resultados das acções propostas na fase anterior. Para integrar a aprendizagem, é igualmente importante perguntar aos alunos o que aprenderam neste processo.

Estrutura do módulo (continuação)

Competências gerais - Compreender as noções básicas do pensamento sistémico.- Saber discernir dilemas e problemas, bem como tensões e conflitos a partir de perspectivas diferentes.- Cooperar com outros de uma forma que ajude a adquirir clareza sobre as suas próprias visões do mundo e outras diferentes, de forma a perceber que os sistemas e perspectivas alternativos são concebíveis/possíveis.- dar um contributo positivo para outras pessoas, para o seu ambiente social e ambiental, tanto a nível local como global.- agir com base no pensamento crítico e no pragmatismo.Competências específicas- Compreender as interconexões entre os sistemas naturais, sociais e económicos e como funcionam.- Compreender que o nosso pensamento, vida e acções têm uma influência na sustentabilidade futura.- Compreender a necessidade urgente de mudança, afastando-nos de práticas insustentáveis e caminhando para uma melhor qualidade de vida, igualdade, solidariedade e sustentabilidade ecológica.- Compreender a necessidade de pensamento crítico, visão e criatividade, para o planeamento do futuro e para o desencadear de processos de mudança.- Ser capaz de utilizar o ambiente natural, social e construído - incluindo a sua própria empresa/unidade agrícola - como um contexto e fonte de desenvolvimento profissional.- Estar disposto a questionar opiniões fundadas em acções insustentáveis.

Competências

QUADRO-SÍNTESE

A-CONFRONTAÇÃO

B-RECONSTRUÇÃO

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C-INTERVENÇÃO & INTERAÇÃO

D-DESCONSTRUÇÃO

E-REFLEXÃO & AVALIAÇÃO

PLANOS DE AULA

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C1 - O que está a dar agora a região?

C2 - Sustentabilidade com as mãos na terra

C3 - Nunca é tarde para a solidariedade

C4 - Alimentos livres de embalagens

C5 - Como se alimenta a nossa comunidade?

C6 - Desperdício zero na alimentação

C7 - Cooperação em vez de competição

Conteúdo do módulo

3 atividades específicas

• Preparação: 2 horas• Duração prevista: 4 a 6 horas• Nível etário: 19 a 22 anos• Temas: inquérito, análise, sustentabilidade, sistema alimentar, saída de campo,

• Preparação: 1 a 1h30• Duração prevista: 3 a 4 horas• Nível etário: 14 to 18 anos• Temas: sistema alimentar, jogo de papéis, ligações dentro do sistema

• Preparação: 1h30 a 2 horas•Duração prevista: 2 horas•Nível etário: 16 a 22 anos•Temas: Sistema alimentar, debate, dados e fontes fiáveis

Entrevista sobre o potencial de transformação no sistema alimentar

• Tempo previsto de preparação: 2 horas• Duração prevista: 4 a 6 horas• Nível etário: 19 a 22 anos• Temas: análise, sustentabilidade, sistema alimentar, saída de campo, recolha de dados.

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© Milena KLIMEC

O sistema alimentar em ação

• Tempo previsto de preparação: 1 a 1h30• Duração prevista: 3 a 4 horas• Nível etário: 14 to 18 anos• Temas: sistema alimentar, jogo de papéis, ligações

© Xavier REMONGIN/agriculture.gouv.fr

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Debatendo a transformação do sistema alimentar

•Tempo previsto de preparação: 1h30 a 2 horas•Duração prevista: 2 horas•Nível etário: 16 a 22 anos•Temas: Sistema alimentar, debate, dados e fontes fiáveis

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©

Xavier REMONGIN/agriculture.gouv.fr

Maleta pedagógica completa para descarregar em PDF

Coordenação:Sarah COHEN - CEZ-Bergerie nationalePhillipp DIETRICH, Alexandre FAHRINGER - Universität fuer Bodenkultur Wien BOKUAutores: Módulos 1, 2 e Atividades Específicas 1, 2, 3: Sarah COHEN, Christian PELTIER, Hélène LAGARDE - CEZ-Bergerie nationale; Rita QUEIROGA-BENTO, Idalina DIAS SARDINHA - ISEG, Universidade de Lisboa; Ana VOVK, Danijel DAVIDOVIĆ - Univerza v Mariboru; Carla DEO - Osservatorio Europeo del PaesaggioModule 3: Phillipp DIETRICH, Alexandre FAHRINGER - Universität fuer Bodenkultur BOKU, Wien ; Katharina SALZMANN-SCHOJER, Johanna MICHENTHALER - University College for Agrarian and Environmental Pedagogy HAUP, Wien; Rita QUEIROGA-BENTO, Idalina DIAS SARDINHA - ISEG, Universidade de LisboaContribuições:Marija KOLMANIČ BUČAR, Kristina DOLINAR PAULIČ, Jelena ZURC CIZELJ – BTŠ Maribor Rebeka LUKAČIČ, Irena RIHTER - IC Piramida MariborPaulo GIGLIO, Paula GALLO - Marco Tullio CiceroneIsabel RODRIGO - ISA, Universidade de Lisboa; Rosa GUILHERME, Isabel, DINIS - Escola Superior Agrária, Instituto Politécnico de Coimbra; Daniela CRESPO, Laura GREEN, Marta CORTEGANO, Teresa SANTOS, Katharina SERAFIMOVA, Isabel CAMPOS - Escola Profissional ALSUD, Mértola; Maria José SOUSA, Madalena BARROSO - Escola Profissional Agrícola Conde de São Bento, Santo Tirso Catherine CAPITAINE, Guillaume VAREILLE - EPL de Laval; Marie-Pierre GUINCHARD – EPL de Montardon; Iltud MADEC - EPL de Saint Yrieix la Perche; Julien AMOURET - EPL Les Sillons de Haute Alsace Rouffach; Cécile DUMAS, Guilhem BOIT - EPL La Bretonnière Chailly en Brie

Coordenação, autoria e colaborações da Maleta

Coordenação do projecto: CEZ/Bergerie nationale Parc du châteauCS 4060978514 Rambouillet cedex (França)

Sítio Internet: https://www.educlocalfood.eu/

marie-laure.weber@bergerie-nationale.fr

Link marie-laure.weber@bergerie-nationale.fr.

Entidades parceiras do projeto EducLocalFOOD:

Entidades envolvidas na concepção e teste da maleta em Portugal:

Versão 1.0 / Ago 2021

Escola Superior Agrária de Coimbra

Instituto Superior de Agronomia &Instituto Superior de Economia e Gestão

Escola Profissional ALSUD, Mértola

Escola Profissional Agrícola Conde de São Bento, Sto Tirso

Agrinemus– Produtos Biológicos, Unipessoal Lda, Castelo de Paiva

Universidade de Maribor, Eslovénia

Observatório Europeu da Paisagem do Arco Latino,Itália

A Queijaria Nacional - Centro de Formação Zootécnica,França

Universidade dos Recursos Naturais eCiências da Vida,Áustria

Agrupamento de Escolas de Fornos de Algodres