Want to make creations as awesome as this one?

No description

Transcript

COVID19 - PAIS / CUIDADORES

Psicóloga Mafalda Moreira, CP nº 12337

Agrupamento de Escolas de SouselServiço de Psicologia e Orientação - SPO

Estrada da Circunvalação 7470-210 Sousel Tel. 268 550 010 Fax. 268 551 146agrupamento . sousel @ gmail . com http : / / agrupamentosousel . drealentejo . pt

O QUE PODEM OS PAIS E CUIDADORES FAZER ?

ESCOLA EM TEMPO DE PANDEMIA

Reconheçam e identifiquem receios e sentimentos de ansiedade em si próprios e nas crianças e jovens de quem cuidam, promovendo formas saudáveis de lidar com eles. Incentivem as crianças e jovens a expressarem as suas emoções, disponibilizando-se para o diálogo e validando o que sentem. Assegurem à criança ou jovem que é natural ter sentimentos diversos (por exemplo, entusiasmo, alívio, preocupação e zanga) nesta situação.Enfatizem o papel da criança/jovem em manter-se saudável a si e aos outros. Os pais e cuidadores devem focar-se nas coisas que as crianças/jovens podem controlar (seguir as regras, adoptar práticas de higiene) em vez de nas coisas sobre as quais não têm controlo (por exemplo, a probabilidade de um colega adoecer ou a escola ter de voltar a encerrar).Sintam e transmitam confiança na escola. É preciso confiar que todas as medidas e acções possíveis estão a ser tomadas para tornar as escolas espaços seguros e protetores para as crianças e os jovens.No final do dia, depois da escola, conversem com a criança/ jovem sobre como foi o dia na escola, incluindo o que gostaram, o que as deixou preocupadas e o que gostariam de fazer no dia seguinte.Recorram ao apoio especializado do Psicólogo escolar na gestão do stresse e da ansiedade ou de outras dificuldades emocionais e comportamentais, sempre que sentirem necessário.

COMO ME SINTO?Checklist sobre Crianças e Adolescentes (para Pais, Cuidadores e Professores)

ESTUDAR EM TEMPO DE PANDEMIA GUIA PARA PAIS E CUIDADORES

ESCOLA EM TEMPO DE PANDEMIA

CUIDE DE SISerá mais fácil apoiar as crianças e/ou os adolescentes se os próprios Pais/Cuidadores conseguirem lidar adequadamente com a situação e na posse de toda a informação necessária.Mantenha-se calmo e tranquilo. Ainda que tal lhe possa parecer difícil, tente gerir a sua ansiedade, partilhando preocupações com outros pais, amigos e familiares e informando-se corretamente sobre a evolução da pandemia, uma a duas vezes por dia, recorrendo sempre às fontes oficiais (como a DGS ou a OPP).Lembre-se que não está sozinho, estamos todos a adaptar-nos – adultos, adolescentes e crianças, professores e escolas. Não exija demasiado de si próprio ou das crianças e adolescentes, neste contexto.

ORGANIZE UMA ROTINA QUE INCLUA ESTUDO E LAZEREm conjunto com a criança/adolescente construam um horário semanal que inclua tempos dedicados ao estudo, lazer, relaxamento e redes sociais. Assim como tempos para estudo autónomo e outros em que possa dar à criança/adolescente o seu apoio ou mobilizar o apoio de colegas e professores. E os fins de semana devem ser dedicados, sobretudo ao descanso e às atividades de lazer.É fundamental incluir e respeitar momentos de pausa, de “intervalo”. A nossa capacidade de concentração é limitada, por isso os momentos de estudo devem ser intercalados com momentos de descontração, que ajudem também a motivar a criança/adolescente para o momento de estudo seguinte.Sempre que possível, diferencie a zona de estudo da zona de lazer, procurando que a criança/adolescente tenha um espaço especificamente dedicado ao estudo. O espaço de trabalho deve ter uma mesa e uma cadeira (o sofá deve ser reservados para os momentos de lazer e a cama para o período de sono), ser bem iluminado, confortável e ter acesso à internet.

“O MEU FILHO/A QUER DESISTIR DE ESTUDAR!”

ESCOLA EM TEMPO DE PANDEMIA

Acompanhe sempre e de forma ativa a vida académica da criança/jovem. Assista às reuniões de Encarregados de Educação ou solicite a marcação de reuniões individuais.Fale com a criança/jovem. Mantenha sempre uma linha de comunicação aberta. Quando as crianças e jovens sabem que os Pais estão interessados na sua vida escolar, também levam a escola/estudos mais a sério. Pequenos gestos que demonstrem o seu interesse e envolvimento podem ajudar (por exemplo, se a criança/jovem parecer particularmente stressada ou triste após a escola, convide-a para um passeio ou para um lanche, num sítio onde possam conversar sobre as suas preocupações ou dificuldades).Estabeleça expectativas e objetivos elevados, mas realistas e razoáveis, acerca do desempenho académico da criança/jovem. A melhor forma de o fazer é comunicar à criança/ jovem que acredita no seu potencial.

Dê importância à assiduidade. As crianças e jovens que estão doentes, devem seguir as recomendações das autoridades de saúde e ficar em casa (sobretudo se tiverem febre, náuseas, vómitos ou diarreia). Caso contrário, é importante que compareçam na Escola a horas, todos os dias. Monitorize a assiduidade e pontualidade da criança/jovem.Encoraje a criança/jovem a realizar actividades extracurriculares e/ou experiências de voluntariado. Fale com a criança/jovem sobre a sua intenção de deixar a escola/estudos. As crianças e jovens podem querer abandonar a Escola por vários motivos (por exemplo, porque querem começar a ganhar o seu próprio dinheiro o mais rapidamente possível, porque não estão motivados para as aprendizagens escolares e têm dificuldades com os trabalhos e os testes, porque têm problemas com os colegas ou Professores ou porque são vítimas de bullying/cyberbullying). Procure compreender que motivos o/a levam a querer desistir da Escola/estudos.

Confronte o jovem com a realidade. Fale com o jovem sobre as consequências de abandonar a escola/estudos (por exemplo, graus académicos mais elevados correspondem a mais oportunidades profissionais e a salários mais elevados e vice-versa; como vai ser independente e pagar uma casa e despesas de sobrevivência – façam as contas).Esteja atento a sinais de alerta e a comportamentos de risco. Por exemplo, faltar às aulas, apresentar notas baixas consistentemente e à maior parte das disciplinas, ter problemas de disciplina durante as aulas, preocupação e pessimismo relativamente ao futuro. E ainda a mudanças de comportamentos, comportamento agitado, sentimentos de tristeza duradouros, ansiedade ou irritabilidade persistentes, agressividade (contra si próprio ou contra outros) e alterações do sono ou do apetite.Partilhe as suas preocupações com o Diretor de Turma ou o Psicólogo da Escola.

KIT DE SOBREVIVÊNCIA PARA PAIS / CUIDADORES

FAMÍLIAS EM ISOLAMENTO DURANTE A PANDEMIA

Façam um Plano Familiar Semanal e/ou um Plano Diário. Incentivar a colaboração das crianças/adolescentes e negociar com eles os momentos de estudo, lazer, atividades em conjunto, tempo para relaxar e estar sozinho é a forma de garantir que todos “sobrevivem”.Mantenham as rotinas e horários habituais. É desejável que consigam manter a normalidade possível, garantindo que os horários de refeição, de sono, de estudo e trabalho, de lazer e descanso, são respeitados.CONTINUEM A PROMOVER HÁBITOS SAUDÁVEIS. Incentivem a prática de atividades físicas e de relaxamento, por exemplo recorrendo a um vídeo de relaxamento, bem como discutam com as crianças / os jovens algumas ideias sobre como fazer uma alimentação saudável (pratiquem algumas receitas saudáveis). Ajudem-nas a gerir o tempo de exposição aos ecrãs e assegurem os tempos de descanso e de sono adequados às suas idades.

AJUDEM-NOS A COMPREENDER. Os adolescentes sentem-se muitas vezes invencíveis, e por isso pode ser difícil compreender, aceitar e interiorizar que a sua vida tem de mudar, ainda que temporariamente. Expliquem que ninguém é imune ou está livre do risco. Centrem-se em factos e informações oficiais e incentivem a procura de informação nas mesmas fontes (por exemplo, DGS e OPP). Façam essa pesquisa em conjunto. Assegurem que eles estão na posse das informações corretas e não partilham notícias falsas, alarmistas ou discriminadoras.CONVERSEM SOBRE A SITUAÇÃO SEM DRAMATIZAR. Sem desvalorizar a situação, sublinhem que, quanto mais depressa aceitarem o isolamento e assegurarem todos os comportamentos preventivos, mais rapidamente se retomará a “vida normal”. Salientem que esta situação, embora desafiante, não durará para sempre.DÊEM O EXEMPLO. Lembrem-se que tudo o que se recomenda aos adolescentes se aplica também aos adultos. Incentivem os comportamentos recomendados (de distanciamento, higiene ou de etiqueta respiratória), assegurando que os adolescentes podem olhar para vós como um modelo.

VALIDEM OS SEUS SENTIMENTOS. Reconheçam e confirmem que é normal que se sintam ansiosos, tristes ou revoltados. Recordem que as medidas atuais cumprem uma função importante na proteção da vida humana e que se aplicam a todos. Mostrem compreensão pelo sofrimento que possam sentir por não poderem estar com os amigos e colegas presencialmente. Ajudem-nos a perceber que, por ora, devem “matar saudades” à distância e que, dentro de algum tempo, retomarão o contacto normal.AJUDEM-NOS A MANTER OS HÁBITOS DE ESTUDO. Expliquem que estar em isolamento não é estar de férias. Incentivem-nos a definir um horário e uma organização do estudo, ainda que de forma autónoma e à distância. Estimulem-nos a aprender. Enquadrem os momentos de estudo no plano diário da família e articulem-nos com momentos de lazer, relaxamento e uso das redes sociais.

REFERÊNCIAS:

OUTROS DOCUMENTOS PARA CONSULTA:

EQUIPA SPO

Mafalda Moreira

Tânia BATISTA

Psicóloga

Andreia DOmingues

Psicóloga

Madalena SIlva

Psicóloga Coordenadora do SPO

Assistente Social