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Neste Natal encanta-te com belos poemas natalícios! Clica nos envelopes!

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Transcript

Da Poesia

A árvore de Natal

Quando um homem quiser🎄

É Natal!🎅

A estrelinha curiosa🌟

Natal agora⛄️

Natal Africano🌴🐪

Natal... na provincia.❄️

NATAL

Quadra 🎄

Nas palhinhas✨

Tocam os sinos🔔

Eu queria ser Pai Natal..🎅

Natal Divino🌟

Este menino..👶

O natal na 🏫 escola

🎄 Natal

Natal 🎄e nao dezembro

A estrelinha⭐️

Último poema⛄️

Quadras

Falavam-me de 🥰 amor

Natal chique

Eu queria ser Pai Natal Eu queria ser Pai NatalE ter carro com renasPara pousar nos telhadosMesmo ao pé das antenas.Descia com o meu sacoAo longo da chaminé,Carregado de brinquedosE roupas, pé ante pé.Em cada casa trocavaUm sonho por um presenteQue profissão mais bonitaFazer a gente contente!Luísa Ducla Soares

Este meninoEste Meninoé pequenino,qual passarinhoa querer poisardevagarinho.Devagarinhopoisa no ninhoque o colo tem:ninho do coloda sua mãe.Maria Alberta Menéres

Natal, e não DezembroEntremos, apressados, friorentos,numa gruta, no bojo de um navio,num presépio, num prédio, num presídio,no prédio que amanhã for demolido…Entremos, inseguros, mas entremos.Entremos, e depressa, em qualquer sítio,porque esta noite chama-se Dezembro,porque sofremos, porque temos frio.Entremos, dois a dois: somos duzentos,duzentos mil, doze milhões de nada.Procuremos o rastro de uma casa,a cave, a gruta, o sulco de uma nave…Entremos, despojados, mas entremos.Das mãos dadas talvez o fogo nasça,talvez seja Natal e não Dezembro,talvez universal a consoada.– David Mourão-Ferreira, em ‘Cancioneiro de Natal’.

NatalNatal, antes e agoraimutável. Feliznoite branca sem horano pátio da Matriz.Natal: os mesmos sinosde repiques iguais.Brinquedos e meninos,Natal de outros natais.A Banda, vozes, passosda multidão fiel.Tudo nos seus espaços,o mundo e o carrossel.Tudo, menos o andejohomem que se conclui.Olho-me, e não me vejo,não sei para onde fui.– Mauro Mota, em ‘Itinerário’.

O Natal da escolaO Natal vai à escolacom roupas de fantasia;num bolso leva os sonhose no outro a poesia.O Natal pousa nos livros,no quadro e nas carteirase deixa um pó de estrelasno fundo das algibeiras.E até o telemóvel,que na aula não deve entrar,quando toca de repenteé o Natal que vem lembrar.O Natal entra na escola,na mochila e nos cadernose segreda ao ouvidoos votos que são eternos.O Natal é o recreioque a campainha anuncia;todos celebram contentesO sentido desse dia.José Jorge Letria

Natal DivinoNatal divino ao rés-do-chão humano,Sem um anjo a cantar a cada ouvido.EncolhidoÀ lareira,Ao que perguntoRespondoCom as achas que vou pondoNa fogueira.O mito apenas veladoComo um cadáverFamiliar…E neve, neve, a caiarDe triste melancoliaOs caminhos onde um diaVi os Magos galopar… Miguel Torga, em ‘Antologia Poética’.

NatalÉ Natal, é NatalTudo bate o péVamos pôr o sapatinhoLá na chaminéOlha o Pai Natal, de barbas branquinhasTraz o saco cheio de lindas prendinhasPai NatalIrá trazerBrinquedos para nósPara a Zeca uma bonecaPara o Zito um apitoUma bola para saltarÉ o que quer o Baltazar.

Natal Natal fora da casa de meu Pai,Longe da manjedoira onde nasci.Neve branca também, mas que não caiNa telha vã da infância que perdi.Filosofias sobre a eternidade;Lareiras de salão, civilizadas;E eu a tremer de frio e de saudadePor memórias em mim quase apagadas...Miguel TorgaIn "Diário VI"

Natal… na provincia nevaNatal… Na província neva.Nos lares aconchegados,Um sentimento conservaOs sentimentos passados.Coração oposto ao mundo,Como a família é verdade!Meu pensamento é profundo,Estou só e sonho saudadeE como é branca de graçaA paisagem que não sei,Vista de trás da vidraçaDo lar que nunca terei !Fernando Pessoa

Natal AfricanoNão há pinheiros nem há neve,Nada do que é convencional,Nada daquilo que se escreveOu que se diz… Mas é Natal.Que ar abafado! A chuva banhaA terra, morna e vertical.Plantas da flora mais estranha,Aves da fauna tropical.Nem luz, nem cores, nem lembrançasDa hora única e imortal.Somente o riso das criançasQue em toda a parte é sempre igual.Não há pastores nem ovelhas,Nada do que é tradicional.As orações, porém, são velhasE a noite é Noite de Natal.Cabral do Nascimento

A Estrelinha CuriosaDesceu do céu uma estrelaVeio pousar no meu telhadoEntrou pela chaminéE foi cair mesmo ao péDo presépio já armado!Assustou-se São JoséSobressaltou-se MariaQue tapou com uma fraldaO berço do pequeninoNão fosse uma luz tão forteAcordar o Deus menino...Foi então que São JoséNum gesto bem naturalSacudiu a estrelinhaQue ficou presa nos ramosDa arvore de natal.E ali ficou contenteSobre o pinheiro a brilharDistraída e encantadaNem viu o tempo a passar.Mas o relógio lá da salaNo seu forte badalarDespertou a estrelinha:- Ah! Já estou atrasada!Minha mãe vai-me ralhar.E um pouco contrariadaFoi para o céu descansar!

Natal agoraNeste solstício de inverno ele vai nasceralgures no Mundo entre ruínasno lugar do não ser ele vai nascerdeitado nas palhinhas entrebombas naufrágios minascada mulher que foge o traz no ventreo mesmo coração um só destinoalgures no mundo ele vai serem todos os meninos o menino.Manuel Alegre

É Natal!Todos dizem:-O cheirinho está no ar!Vamos todos p´ra cozinhaA nossa mãe ajudar.Rabanadas, bolo-rei,Arroz doce, aletria,Ai que cheirinho a canela!Que saudades eu já tinhaDe provar o gosto dela…·À noiteJá à noitinhaNuma festa sem igual…Tocam à campainha…É ele, o Pai Natal!

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QUADRAS DE NATALO Natal está a chegar,É o tempo de magia,A família e os amigosSão a melhor companhia.Por que é que a neve é branca?Será feita de algodão?Por que cai ela do Céu,Se se derrete no chão?Por que é a neve tão fria,Que põe todos a tremer?Lá do sítio de onde vem,Não a podem aquecer?Mas ninguém fica zangadoSe cair ou escorregar,Porque todas as criançasGostam de ver a nevar.Por que há neve nas montanhasE não há no meu jardim?Será que se eu pedirVai nevar só para mim?No Natal tudo é magia,Com os sinos a tocar,Há mais paz e harmonia,Mesmo que esteja a nevar.Daniela e João Miguel

Falavam-me de AmorQuando um ramo de doze badaladasse espalhava nos móveis e tu vinhassolstício de mel pelas escadasde um sentimento com nozes e com pinhas,menino eras de lenha e crepitavasporque do fogo o nome antigo tinhase em sua eternidade colocavaso que a infância pedia às andorinhas.Depois nas folhas secas te envolviasde trezentos e muitos lerdos diase eras um sol na sombra flagelado.O fel que por nós bebes te libertae no manso natal que te consertasó tu ficaste a ti acostumado.– Natália Correia, em ‘O Dilúvio e a Pomba’.

Último PoemaÉ Natal, nunca estive tão só.Nem sequer neva como nos versosdo Pessoa ou nos bosquesda Nova Inglaterra.Deixo os olhos correrentre o fulgor dos cravose os dióspiros ardendo na sombra.Quem assim tem o verãodentro de casanão devia queixar-se de estar só,não devia.Eugénio de Andrade, em ‘Rente ao Dizer’.

Natal ChiquePercorro o dia, que esmoreceNas ruas cheias de rumor;Minha alma vã desapareceNa muita pressa e pouco amor.Hoje é Natal. Comprei um anjo,Dos que anunciam no jornal;Mas houve um etéreo desarranjoE o efeito em casa saiu mal.Valeu-me um príncipe esfarrapadoA quem dão coroas no meio disto,Um moço doente, desanimado…Só esse pobre me pareceu Cristo.Vitorino Nemésio