Want to make creations as awesome as this one?

Transcript

CURIOSIDADES

Vamos fazer regressar a Infanta D. Maria Bárbara ao seu Palácio em Mafra... .

Como todas as princesas, o seu nome era muito comprido: Maria Bárbara Xavier Francisca Leonor Teresa Antónia Josefa...

QUEM FOI A INFANTA

D. MARIA BÁRBARA...?

D. Maria Bárbara

Regressa a Mafra...

+info

Mas afinal quem é a infanta Maria Bárbara?

Como todas as princesas o seu nome era muito comprido: Maria Bárbara Xavier Francisca Leonor Teresa Antónia Josefa.

É a 1.ª filha de D. João V e de D. Maria Ana da Áustria, nasceu em Lisboa, a 4 de dezembro 1711 e faleceu em Aranjuez, a 27 de agosto 1758. Por ter nascido neste dia ficou com o nome da Santa Bárbara (protetora em dias de tempestades, raios e trovões).

Foi por causa do seu nascimento que o rei cumpriu a promessa “de mandar construir um convento franciscano em Mafra se a rainha lhe der um filho no prazo de um ano”, ou seja foi ela a razão de ser da construção deste grandioso monumento do nosso Concelho.

A Infanta Maria Bárbara nasceu como a herdeira provável do trono português, e chamada de Princesa do Brasil. O seu status de herdeira foi suplantado após a rainha dar à luz um filho, Pedro, dois anos depois. Pedro morreu aos dois anos de idade, mas o infante José (futuro D. José I) nascido antes da morte de Pedro, impediu Bárbara de subir ao trono.

Embora o convento tenha sido construído por sua “culpa”, a infanta sai do país, para se casar com o futuro rei de Espanha, D. Fernando VI, sem conhecer o convento. Diz ela: "aqui estou eu indo para Espanha, donde não voltarei, e em Mafra sei que se constrói um convento por causa de voto em que fui parte, e nunca ninguém de cá me levou a vê-lo".

Saramago não nos apresenta uma imagem física muito positiva da princesa ao longo da obra. Diz-nos que quando ela se desloca para Espanha, no cortejo nupcial, “(…) D. Maria Bárbara. (…) coitada, a desfiguram muito as bexigas, mas têm as princesas tanta sorte que não perdem casamento por serem bexigosas e feias (…) tem dezassete anos feitos, cara de lua cheia, bexigosa, como foi dito, mas que é boa rapariga, musical.” (in: Memorial do Convento, págs. 278 e 297, Editorial Caminho, edição 19/82, Lisboa,1982).

O Coordenador do Projeto: Professor Vítor Miranda

+info

No ano em que se comemora o 1.º aniversário da elevação a Património Mundial da UNESCO, a Associação dos Amigos do Convento anunciou, no passado dia 22, que procura adquirir um quadro da Infanta Maria Bárbara que faria este ano 309 anos. Este quadro, na posse de privados, encontra-

-se à venda numa leiloeira e a sua aquisição visa enriquecer o património municipal de projeção mundial.

O Agrupamento de Escolas da Venda do Pinheiro associa-se a esta iniciativa participando na angariação de fundos para a aquisição desta peça do património histórico/cultural que urge salvaguardar e que é de todos nós. A escola também é isto.

Esta é uma oportunidade do Agrupamento e toda a Comunidade Educativa participarem numa ação de salvaguarda e dinamização, no presente, da História que não se resume a ficar no passado. Estes têm pois, aqui, um papel e uma oportunidade única e fundamental na participação cívica, na ligação à vida histórica do Concelho, na motivação do gosto pela História, pela cultura, pelo património, na transmissão de ideais e boas práticas aos nossos jovens.

É hora de “vermos com os nossos olhos e não deixarmos, só, que nos contem”.


Vamos então, todos juntos, “FAZER REGRESSAR A INFANTA D. MARIA BÁRBARA AO SEU PALÁCIO EM MAFRA”.



Venda do Pinheiro, 27 de outubro de 2020

Fontes

Coordenação:
Professor Vítor Miranda

Edição:

Era muito culta, dominava quatro idiomas.

Fundou o Mosteiro da Visitação (Salesas Reales), em Espanha, onde foi sepultada.



Amante de música, era também uma boa intérprete.

Era muito alegre e tinha bom carácter.

Fontes consultadas:




Quanto ao seu aspeto físico, sabe-se que teve varíola, doença que lhe deixou muitas marcas no corpo. Era também voluptuosa, descrita, no final da sua vida, como obesa. A sua saúde foi precária e não teve descendência.

D. Maria Bárbara foi mediadora entre os reinos de Portugal e Espanha.

Era muito culta, dominava quatro idiomas, além do português, francês, alemão (mãe austríaca), italiano fluentemente, e aprenderia mais tarde, ao ir viver para Madrid, o castelhano.


D. Maria Bárbara foi mediadora entre os reinos de Portugal e Espanha.

Quanto ao seu aspeto físico, sabe-se que teve varíola, doença que lhe deixou muitas marcas no corpo. Era também voluptuosa, descrita, no final da sua vida, como obesa (ficou conhecida como "a gorda"). A sua saúde foi precária e não teve descendência.


Amante de música, era uma boa intérprete.

Agradava-lhe ― tal como ao pai ― a música. Quando tinha oito anos de idade, seu pai contratou o grande cravista Domenico Scarlatti como Mestre, com a obrigação adicional de, para além de dirigir a Capela Real, ensinar música à jovem princesa. Scarlatti permaneceria em Lisboa de 1719 a 1729, Bárbara desenvolveu ainda uma afeição pelo seu mestre de música, que a seguiria mais tarde na ida para Madrid.


Sobre Domingos Escarlate (como ficou conhecido em Portugal)...



Fundou o Mosteiro da Visitação (Salesas Reales), em Espanha, onde foi sepultada.


Era muito alegre e tinha bom carácter.

Autor do quadro: mestre italiano Jacopo Amiconi (Nápoles ou Veneza, 1682 – Madrid, 1752), ou Giacomo Amiconi, foi um pintor italiano dos estilos barroco e rococó que começou a sua carreira em Veneza, porém viajou por toda Europa onde os seus suntuosos retratos eram requeridos. Pintava cenas religiosas e mitológicas, além de retratos de importantes figuras da época, como Fernando VI de Espanha (marido de D. Maria Bárbara de Bragança).



Descrição do quadro: óleo sobre tela; tamanho de 130x100cm

Já tem lugar marcado no Palácio: Sala D. João V (21/12/20).



Quanto ao seu aspeto físico, sabe-se que teve varíola, doença que lhe deixou muitas marcas no corpo. Era também voluptuosa, descrita, no final da sua vida, como obesa. A sua saúde foi precária e não teve descendência.

A Infanta viveu uma grande paixão com o seu marido, o futuro rei D. Fernando VI de Espanha, embora no início, quando se conheceram, este tenha ficado desiludido.




O Memorial do Convento foi publicado em 1982. Nele, José Saramago cruza a História, a ficção e o fantástico, com personagens inventadas e figuras históricas de carácter exagerado ou excêntrico como o rei D.João V, sua consorte a princesa austríaca D. Jsefa ou o Padre Bartolomeu de Gusmão. a quem foi atribuída a invenção da passarola.

D. João V promete a Deus e à Igreja a construção de um convento caso tenha um filho com D. Josefa. A rainha engravida e o Convento é construído por vontade do rei, sacrificando o tesouro do reino e o povo.

Do povo vêm os dois personagens centrais do Memorial do Convento: Baltazar, um ex-militar que perdeu uma mão na guerra, e Blimunda, que vê o interior das pessoas quando está em jejum. Conhecem-se num julgamento da Santa Igreja onde, normalmente, os hereges eram condenados ao degredo ou à fogueira. Os dois formam um dos pares mais extraordinários da literatura portuguesa, e vivem uma história de amor imediato e sem reservas.

Apaixonados, vivem marginais às leis de Deus, pois não são casados. Mesmo assim, são abençoados por um homem da Igreja: o padre Bartolomeu de Gusmão, brasileiro com uma educação jesuíta, mas liberto de convenções. Sonhador, pretende criar uma máquina voadora e encontra em Blimunda e Baltazar, eco para os seus sonhos.

O final do romance é trágico, como trágica foi a vida do povo anónimo, oprimido pelo capricho do rei, pela Igreja, numa época em que a fogueira era o castigo por decreto divino, mas fundamentalmente, por vontade dos homens.

Fonte: https://ensina.rtp.pt/artigo/memorial-do-convento-de-jose-saramago/



Toda a gente sabe que os reis têm grandes fortunas, mas de um rei que gastou todo o dinheiro numa biblioteca nunca antes se ouviu falar… Se mais desta história querem saber, estes versos têm de ler… Neles vos esperam além do rei, da rainha, da princesa, do príncipe, dos vassalos e dos soldados, muitas traças marotas, um gigante com grande apetite e uma fada, de seu nome “Palavrinha”.

Fonte:

https://www.livroshorizonte.pt/



«O Morcego Bibliotecário» tem como pano de fundo um facto verídico reportado, de quando em vez, pela comunicação social: os morcegos, pela sua habilidade em capturar insetos, asseguram a preservação dos livros de algumas das mais antigas e relevantes bibliotecas portuguesas, como a biblioteca joanina da Universidade de Coimbra e a biblioteca do Palácio de Mafra. Além de informações sobre as diversas espécies de morcegos e do seu habitat, esta história com asas enfatiza sobretudo o amor aos livros e à leitura. É esta razão que leva Franjinhas, o protagonista da narrativa, a deixar a sua família e a sua comunidade para suceder ao velho Ferradura como bibliotecário no palácio distante e assim dar continuidade a uma ilustre linhagem de morcegos bibliotecários. A este criativo argumento, sonhado por Carmen Zita Ferreira, o ilustrador Paulo Galindro empresta e dedica toda a sua arte e paixão, experimentando pela primeira vez mostrar a grandeza do seu apelido materno (Paulo Jorge Carvão Galindro) na técnica (de ilustração) de um livro. O resultado é absolutamente fantástico.»

Fonte:

https://www.goodreads.com/book/show/38908994-o-morcego-bibliotec-rio







"A Câmara Municipal apresentou, hoje, a monografia “Mafra. Singularidades de um Território”. Esta publicação é, ao mesmo tempo, um “bilhete de identidade” e um “cartão de visita”, reunindo o conhecimento produzido sobre o Concelho de Mafra, estruturando-se em quatro áreas principais: história e património; tradições; gastronomia; e natureza."

Fonte: https://www.cm-mafra.pt/pages/1144?news_id=148




"Na promoção da intergeracionalidade, os alunos do Concelho de Mafra foram incentivados ao encontro com os mais velhos para partilha da tradição oral sobre as«histórias conventuais», desafio este que permitiu, adicionalmente, a aquisição de conhecimentos e a mobilização e diversificação de competências destes alunos, contribuindo tanto para o seu enriquecimento pessoal e académico como para a valorização do património histórico-cultural local." (Prefácio)




https://issuu.com/cmalmada/docs/ciclocapuchos2016/22